<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913</id><updated>2011-11-02T11:09:29.206-02:00</updated><category term='conto'/><category term='poesia'/><category term='Soneto'/><category term='não sei o que colocar de marcador'/><title type='text'>Na expectativa</title><subtitle type='html'>Esse blog foi criado no intuito de diminuir a expectativa alheia. E quem sabe a minha também!

                            Ah, e se tu gostar, espalhe!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>83</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-6593630986848568526</id><published>2010-10-27T11:17:00.001-03:00</published><updated>2010-10-27T11:17:47.038-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Hace tiempo, no?</title><content type='html'>&lt;style&gt;@font-face {   font-family: "Times New Roman"; }@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0in 0in 10pt; font-size: 12pt; font-family: Cambria; }table.MsoNormalTable { font-size: 10pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tenho a dizer que fazia tempo que não escutava uma simples notícia dela. Só me lembro de nós dois na lavanderia, sentados em cima de algumas máquinas de lavar vazias enquanto esperávamos nossas roupas serem lavadas. Estávamos num lugar estranho, para ambos. E neste lugar estranho é que contávamos alguns de nossos sentimentos mais sinceros..&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Naquela noite de Janeiro no Hemisferio Norte, fazia bastante frio, fumávamos cigarros contando de nossas experiencias de vida no começo dos vinte. Achávamos que tudo estava indo a favor da corrente, mas muitas coisas nos angustiávamos e era necessário falar. Para quem, não sabiamos? Só tomamos conta das revelações e sentimentos desprendidos quando voltei do telefone público com a noticia que tinha conseguido ligar para aquela menina que tanto me atormentava desde o momento que nos cruzamos, sem querer numa esquina da cidade. Para ir atrás dela, passei por diversos obstáculos, e com o numero na mão, já estava há dois dias, sem a coragem necessária para um simples alô. E se ela respondesse com um OK, ou com um não obrigada? Isso, passados dez anos, ainda não tive a certeza. Do seu rosto tambêm não tenho a certeza, ele se evaporou juntamente com outras centenas de coisas que acontecem diariamente em nossas vidas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E essa menina que estava fumando cigarros comigo numa lavanderia, nunca mais saiu da minha cabeça. Se nutri uma paixão platônica por ela, nunca saberei porque com ela nunca mais encontrei. Ainda divago por aí, querendo saber o que ocorreu com ela para afastar-se de todos. Ainda me pergunto o que leva uma pessoa a escapar, a fugir, a começar uma nova vida, com uma nova identidade mesmo sendo ela mesma. Pois sua cara não mudará, seus pensamentos ainda serão aqueles que conversávamos. Com certeza mais maduros como os meus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu agradeço a ela pela força que me passou naquele momento, em que uma simples frase ou quem sabe, um conjunto de frases, me ajudou a romper uma barreira absurda no fazer e não fazer. Essa história me marcou profundamente. Me lembro de ficar olhando as pessoas, na maioria, imigrantes no novo país, passando por mim, cada um com sua diversidade, mal sabendo que naquele momento rolava um cumplicidade entre duas pessoas que se gostavam como gente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ainda hoje me pego perguntando para as pessoas que um dia foram próximas a ela, como eu fui, seu paradeiro. Muitas não sabem, o que faz minha angústia aumentar. Muitas tentam o contato e são rechaçadas. Me parece que tudo aquilo que ela viveu está guardado embaixo do tapete, juntando os cacos de alguma emoção equivocada ou sentimento desiludido. Ainda acredito que um dia não poderá mais ter lugar para guardar tanta coisa lá e isso transbordará. Nesse instante eu imagino que ela irá procurar alguém. Não a mim que estou longe, mas alguem mais próximo que olhará em seus olhos com ternura e a desculpará pela reclusão imposta pela vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A beleza de seus trejeitos será novamente observada por nós e o encontro será &lt;i&gt;bueníssimo&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; ( como dizem alguns). A vontade de saber o que passou em sua cabeça ao longo desses longos anos será desmistificada e daremos risadas juntamente com os outros sentados em alguma paisagem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;magnífica que o tempo nos trará.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ontem escutei uma notícia dela. Não vejo sua cara desde então. Não sei o que o tempo fez com ela, porém começo a descobrir o que ele fez comigo. Ela casou e esperava um filho.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O presente foi adiado, meu coração apertou e de novo me imaginei sentado naquele mesmo lugar com ela como há dez anos. Porem ao invés de acender um cigarro e comemorar um feito em conjunto, a abraçaria. Forte, para pensar toda a deliciosa alegria de saber que ela de alguma forma, ainda faz parte da minha vida. E que estarei com ela onde estiver.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-6593630986848568526?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/6593630986848568526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=6593630986848568526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/6593630986848568526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/6593630986848568526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2010/10/hace-tiempo-no.html' title='Hace tiempo, no?'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-5677895611416903358</id><published>2010-08-23T22:54:00.000-03:00</published><updated>2010-08-23T22:55:06.714-03:00</updated><title type='text'>El</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;Caíste do céu&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;"&gt;sobre um pote de mel.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;Desenhei-te com um pincel&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;"&gt;cores vivas sobre o papel&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;"&gt;sorrindo num carrossel.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;Amarrei-me num carretel&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;"&gt;para te buscar no hotel&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;"&gt;onde comeremos um pastel&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;"&gt;e de sobremesa, mirabel&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0in;"&gt;sentados abraçados sob uma lua de féu.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-5677895611416903358?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/5677895611416903358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=5677895611416903358&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/5677895611416903358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/5677895611416903358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2010/08/el.html' title='El'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-7150622394503438089</id><published>2010-01-18T21:19:00.000-03:00</published><updated>2010-01-18T21:20:52.240-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Poeminha rimado da tarde fria</title><content type='html'>Desde pequeno era triste,&lt;br /&gt;por isso se enervava com dedo em riste,&lt;br /&gt;ate encontrar aquilo que procurava,&lt;br /&gt;percorria ruas gelidas e chorava.&lt;br /&gt;porque não queria que o ano passasse,&lt;br /&gt;sabendo que o futuro talvez o frustrasse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-7150622394503438089?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/7150622394503438089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=7150622394503438089&amp;isPopup=true' title='47 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/7150622394503438089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/7150622394503438089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2010/01/poeminha-rimado-da-tarde-fria.html' title='Poeminha rimado da tarde fria'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>47</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-1207482397854368912</id><published>2009-06-09T13:08:00.000-03:00</published><updated>2009-06-09T13:09:54.019-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Mudanças coloridas</title><content type='html'>Das grandes janelas do auditorio podia ver as arvores floridas de uma primavera atipica. Sem mais o que pensar entrou pela porta rumo a escuridão que o esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegando lá, percebeu que nada via. E desse nada, quis afogar-se.  Ao invés disso, uma mão foi lhe estendida. Mas no escuro nada via. Então a mão o tocou. Bruscamente o  levou a uma sala, um pouco mais iluminada que a escuridão. Porem nessa sala de um cinza escuro, tambem nada via.  E por defesa, tambem quis afogar-se.  Prendeu a respiração e fechou os olhos. De novo, a escuridão da primeira sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empurrando, o nada para deixa-la, foi puxado novamente. Bruscamente, foi jogado a uma outra sala. Levantou-se com dor na costas e nos braços. Esfregou os olhos e a nova sala de cinza passou para um cinza chumbo. Ainda era escuro porem avistava algo. Via vultos, casas e arvores. Nunca pediu aquilo e fechou os olhos. Implorava pela escuridão. Apertou o nariz e quis afogar-se. Ainda não escutava nada. Mas na sala cinza, algo se tornava roxo. E , uma mão levemente o tocou. Abriu os olhos para ver o que era e, como num segundo, caiu numa sala cinza clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refazendo-se de mais uma brusca viagem, avistou vultos mais nitidos, casas com jardins e arvores floridas. Caminhou um pouco, porem a sala não era grande e ficou preso a suas medidas. Quis empurrar a parede transparente mas já não tinha forças. Socava a parede para ver se alguem o escutava. Antes de socar pela ultima vez, uma mão o segurou e, num segundo, foi arremesado a outra sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitando no chão, com o corpo todo doendo, abriu os olhos e a claridade emanava, de uma forma que o cegava. O que adiantaria a claridade senão se enxergava. Implorou pela escuridão novamente. Sua prece não foi atendida e com as mãos sobre os olhos caminhou. Por horas esteve caminhando com os olhos fechado. Começou entnao a acostumar-se com aquilo. A partir de agora imaginaria tudo que gostaria. Assim a vida se tornaria mais bela e pura. Sabia que talvez toda aquela claridade nunca cessaria. Mas a sua vontade de viver atraves de seus proprios sentimentos e discernimentos bateu mais forte. E quando pensava na figura mais encantadora de sua vida, uma mão o tocou levemente. Sabendo que seria novamente tragado, tomou coragem  e tirou as mãos do rosto. Abriu os olhos e viu nitidamente o vulto a sua frente. Mas desta vez nada o puxou. Ouviu o barulho do vento, dos passaros e sentiu o cheiro de terra. Sorriu pela ultima vez e caiu para sempre na imensidão desconhecida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-1207482397854368912?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/1207482397854368912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=1207482397854368912&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1207482397854368912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1207482397854368912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2009/06/mudancas-coloridas.html' title='Mudanças coloridas'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-1994337394695581957</id><published>2009-02-04T19:37:00.000-03:00</published><updated>2009-02-04T19:38:05.319-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Feliz ano novo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O desejo de feliz ano novo foi rápido e burocrático. Ninguém poderia dizer que a historia daqueles dois terminara no rápido beijo de boa noite. Dela poderia esperar qualquer coisa, livre, irônica, despojada, cheia de si, mas com um enorme peso na consciência em não realizar tudo aquilo que lhe importava. Já ele carismático, de bem com a vida e esportista, só poderia se esperar um sussurro tenso debaixo dos lençóis e um desabafo alto para a paisagem que o constrói. Mas não foi isso que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos ficaram pensando nas semanas que se passaram. A intensidade do relacionamento e a vontade de se querer estavam latentes desde aquele passar de lábios rente um ao outro no primeiro encontro. Ninguém sabia da existência do outro, muito menos seus passados. Por isso a certeza que ele possuía foi se definhando dia após dia. Ao lado do telefone esperava uma resposta para aquilo que já sabia. Que dois corpos não se gostam tão intensamente iguais. Enquanto ele deixava o tempo passar, ela já ia esquecendo de sua forma, de seu corpo e de seu trejeitos. Malditos trejeitos que ficaram a deriva quando o barco adernou. Saberia ela que aquilo naufragaria? Seria ela sua própria sabotagem? Seria ele mais uma vitima do amor não condicional de alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada sinal de transito que atravessava, retirava uma pétala de flor. Seu caminhar ficara lento e repetitivo. A cada sorriso correspondido,  uma sensação de vazio. A cada palavra pronunciada, uma lágrima brotava. Não tinha vergonha de esconder. Apos efêmeros anos, sentia-se vivo novamente. Seu coração pulsará, como não fazia há tempos. Sua voz embargada ao telefone denunciava a sensação pura de paixão. E ela percebeu. E no que percebeu, sabotou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autoritarismo, falta de expressões e acima de tudo, normalidade. A indiferença sobre situações diversas, a falta do riso pleno e a simpatia por ser livre, logo de cara, minaram o relacionamento que perdurou catorze horas e vinte e oito minutos.  Desde o amanhecer naquela festa ao adeus na porta de sua casa. Nesse período de tempo, ele encontrou a plenitude. Ela viu a plenitude dele aflorar. Ela se resignou a dar-lhe a mão, ele queria o sentimento. Muito mais que aquilo que negociaram, o momento. O momento de ficar juntos. Ela aceitou a proposta, ele entendeu errado. Ela seguiu em frente, ele ficou a dar voltas. Até cair tonto de tanta paixão que ainda poderia entregar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, ainda guarda os caules das flores, esperando o ano terminar e quem sabe assim, aquelas pétalas que caíram logo nos primeiros dias do ano, voltem a colorir seu buque com cores ainda não imaginadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-1994337394695581957?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/1994337394695581957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=1994337394695581957&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1994337394695581957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1994337394695581957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2009/02/feliz-ano-novo.html' title='Feliz ano novo'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-3073065048683250414</id><published>2008-12-26T17:46:00.001-03:00</published><updated>2008-12-26T17:47:38.233-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Janela Indiscreta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certo que há semanas as luzes do prédio em frente ao meu ficavam acesas durante todo o dia e também durante a noite. Sempre quando chegava de madrugada vindo de algum lugar, a claridade daquele apartamento sempre iluminava meu corredor, tornando mais fácil minhas idas ao banheiro e ao quarto. Mas havia naquela claridade algo que me incomodava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas primeiras vezes resmunguei que aqueles deviam ser sócios da companhia elétrica, pois não estavam a par do gasto astronômico. Com o passar dos dias, minha cabeça começou a imaginar outras funcionalidades para aquele apartamento. Poderia ser uma empresa que trabalhava dia e noite, uma central de farmácias quem sabe, ou um banco de investimento que operava tanto as bolsas de Tóquio, Hiroshima Nagasaki como as bolsas de Nova York, Ohio Texas.  Depois de uma brilhante dedução que não se passava de um grupo de arapongas do governo espionando a lavanderia clandestinas de algumas moças do nordeste brasileiro que não pagavam impostos, comecei a relaxar e fui comprar alguns limões para complementar a minha bebida do momento, gin Tonica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando pelo mesmo prédio, naquele começo de noite, vi as luzes do apartamento piscarem três vezes para mim e ainda assobiar fiu-fiu. Pisquei de volta tonto com o flerte indecente que aquele conjunto de janelas esbranquiçadas me fizera. Resolvi apertar o passo e ainda sofrendo daquele flerte acabei trazendo lima da pérsia ao invés de limão. E não é que ficou bom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em casa suado de tantas peças de roupas juntas decidi me despir e respirar o ar puro da cidade poluída que morava naquele inverno rigoroso no hemisfério norte. Para minha total surpresa, vi que no apartamento existia um homem ou mulher. Não estava certo sobre o que era devido ao cabelo grande que caía sobre os ombros daquela pessoa. Porem o bigode ralo no canto da boca me deixava mais intrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temendo por minha própria integridade física, resolvi ligar para a pizzaria e pedir uma pizza media de portuguesa, sem azeitonas, que retifiquei no telefone. Perguntaram me sobre a bebida e respondi que por agora ficaria com meu gin Tonica. Me deram o prazo de 30 minutos. Retruquei dizendo que nessa meia hora algo de muito ruim pudesse me acontecer. E foi o que aconteceu. Aquela maldita coxinha que comi ontem a noite estava fora da validade já que a guardei juntamente com as frutas na fruteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campainha tocou no momento que saia do banheiro aliviado. Antes de abrir a porta notei que as luzes do apartamento de frente estavam apagadas. Temendo o pior, pedi para o entregador se apresentar deixando a pizza de lado, num numero circense de um minuto. Estranhando meu pedido, mas de acordo com o slogan da pizzaria de que fazem qualquer pedido, começou a dançar um folclore russo que a cada batida de palmas era acompanhada com um HEY!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malditos russos, logo pensei. São eles que estão por trás de todo o desperdício de energia elétrica da cidade. E não eram os gatos que saiam no jornal vespertino. Achei melhor contar para alguém. Como já era tarde, voltei me ao entregador de pizza, dei-lhe o dinheiro e ainda insisti para que ficasse com o troco. Num português capenga ele me agradeceu sem antes me entregar um envelope vermelho. Temendo ser uma carta bomba, peguei as luvas de borracha e com cuidado abri o envelope. Surpreso ao ver que dentro só havia um panfleto com os novos sabores da pizzaria, rasguei-o com toda a raiva do mundo execrando a todos que me renegaram um desconto na compra da próxima pizza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfiado porem enfastiado, resolvi me concentrar na janela fazendo sinais específicos para aquela claridade toda. Com o livro de código Morse ao meu lado, demorei cerca de uma hora para transmitir toda a mensagem aos arapongas. Eles responderam rapidamente, mas só fui descobrir na outra manhã debruçado sobre os livro na mesa que aquilo tudo que mandaram dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado pela receita. Faremos esta noite. Está convidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensei duas vezes, sai de casa correndo até a loja mais próxima e comprei um belo terno azul turquesa sem listras.  Fiquei imaginando o que seria do meu jantar de hoje se aquelas intermitentes luzes do apartamento da frente estivessem desligadas nos finais de semana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-3073065048683250414?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/3073065048683250414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=3073065048683250414&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/3073065048683250414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/3073065048683250414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/12/janela-indiscreta.html' title='Janela Indiscreta'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-7705908951852255333</id><published>2008-12-11T02:20:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T02:21:17.505-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Verbos II</title><content type='html'>Posso.&lt;br /&gt;Posso, mas não quero.&lt;br /&gt;Tenho.&lt;br /&gt;Tenho, mas não possuo.&lt;br /&gt;Peço.&lt;br /&gt;Peço, mas não consigo.&lt;br /&gt;Vivo.&lt;br /&gt;Vivo, mas não sinto.&lt;br /&gt;Sofro.&lt;br /&gt;Sofro, mas não resolvo.&lt;br /&gt;Verso.&lt;br /&gt;Verso, mas não fraseo.&lt;br /&gt;Beijo.&lt;br /&gt;Beijo, mas não abraço.&lt;br /&gt;Diga.&lt;br /&gt;Diga, mas não fuja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-7705908951852255333?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/7705908951852255333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=7705908951852255333&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/7705908951852255333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/7705908951852255333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/12/verbos-ii.html' title='Verbos II'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-7181586649723970293</id><published>2008-11-07T15:52:00.000-03:00</published><updated>2008-11-07T15:53:03.608-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Podres ensinamentos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava contente. Sorridente a caminho de algum lugar que nem ele saberia. Porem andava contente. Tudo na mais perfeita conjunção. Se gostasse de horóscopo como as meninas, poderia dizer que lua e saturno estavam alinhados para o bem da humanidade e para seu próprio bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo encontra alguém que de cara não reconhece, mas ela sim o reconhece. Afinal esses longos cabelos grandes, além de escolher a cara do protagonista, tambem esconde aquilo que realmente pensam os mais críticos. Que isso não passa de uma timidez exacerbada para um ponto em comum dos seres humanos: a introspecção. Sendo assim, após ouvir o relato que ela partiria sem volta, ficou ofegante. Tentou disfarçar a realidade imposta e engoliu seco o marasmo dos dias infames que passaria após essa noticia. Que fantasia é esta, que impõe os desejos mais nobres, mas ao mesmo tempo leva para longe esses sonhos que não passam de um transtorno imensurável? Como tratá-los de forma bela se o reconhecimento do proximo não chega aos pés de sua adoração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrindo falso, de olhos arregalados, e de fala mansa porem com gaguejos se despediu sem mostrar seus anseios. Aquela cartada que iria utilizar em breve, escapava-se pelas mãos. Sabe a areia fininha que corre pelas frestas do corpo porem grudam em pequenas particulas difíceis de tirar inclusive no banho? É parecido, metaforicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na infãncia aprendemos a respeitar tudo e a todos. A educação foi imposta plenamente correta com lances de genialidade de ambos, sendo agraciada por momentos tenros e felizes com a genetica falta de preparo psiquico que o corpo humano é capaz de entregar-se. Por isso ao sentar-se no banco de madeira no grande hortifruti e beber devagar seu expresso, teve mais uma de suas mirabolantes idéias. Não deixaria passar em branco aquele sentimento esquisito que chamava excitação. Iria ligar. Iria tentar, pois sendo os momentos, únicos a cada instante, perderia o afeto imposto por um olhar demorado, lá atrás. Meses atrás. Em busca de uma realização pessoal digna de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas preferiu o fracasso. Este que margeia os falsos sorrisos, os falsos equilibrios e os falsos olhares. Pois para poder viver como gostaria, teria de ser criado na marginalidade. Não no sentido figurado da palavra, mas no sentido amplo. Como na avenida principal não existia sinal para nenhuma parada, que seja melhor seguir pelas menores marginais, tendo a possibilidade de reflexão pronta para agir a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sorriu. Seguiu em frente no transito caótico, desviando de todos e de tudo, com a cara amarrada e preocupada. Parou na esquina, tirou um dinheiro do bolso, comprou um belo sorvete duplo e com leves colheradas foi se deliciando com o momento. Momento único numa tarde de esclarecimentos unicos. Da paixão platônica incondicional de um homem por uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-7181586649723970293?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/7181586649723970293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=7181586649723970293&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/7181586649723970293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/7181586649723970293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/11/podres-ensinamentos.html' title='Podres ensinamentos'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-5640467427826942842</id><published>2008-10-19T20:45:00.001-03:00</published><updated>2008-10-19T20:45:48.771-03:00</updated><title type='text'>Em cena</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- ...Do alto, eu enxergo que nosso amor simplesmente acabou. Como folhas secas que teimam em cair no outono gélido dessa cidade, eu suplico que me dê mais uma chance para que possa demonstrar todo o apreço que sinto por você. Sinto falta do seu cheiro, de sua pele, dos seus sussurros e é duro falar, do seu sorriso...&lt;br /&gt;- ...Parafraseando um grande escritor..... que esqueci o nome!!!! Porra, não consigo me concentrar.&lt;br /&gt;- Calma Clovis. Sua entonação estava boa, sua posição também. Manteve o corpo ereto desde o principio. Apreciava o modo como gesticulava. Eu, mesmo, estava condizente que o amor que perdera era real.&lt;br /&gt;- Mas não era, meu caro. Tento há dias, concentrar-me no texto que me é pedido, e não consigo sequer, pegar o tom da palavra final que o homem, cercado pela desilusão entrega-se as coisas ruins da vida e se afunda no submundo.&lt;br /&gt;- Clovis, preste atenção no que irei te dizer. Mas somente uma vez. Não quero mais passar tanto tempo explicando uma coisa que você, meu caro, já sabe desde quando começaste. E isso não foi ontem. Desculpa, já faz anos.&lt;br /&gt;- Eu sei, eu sei. Isso que mais me intriga. Já estou ambientado com o cenário, com figurino, com as luzes e com tudo. Como estava te falando.... Bom dia Dona Gertrude, os filhos vão bem?.... o processo que me encontro é que está errado. O sentimento, que preciso transparecer do personagem, não está convicto. Qualquer pessoa com um pouco de sensibilidade notará que soa mentira tudo que sai da minha boca.&lt;br /&gt;- Ora Clovis, que dramalhão é esse, meu rapaz? Você foi capaz de coisas belas naquela outra semana. Se lembra como estava difícil para encontrar o tom. Aquela problema do dia anterior foi sanado, e você só não foi aplaudido pelas arvores e pássaros por que eles não possuem mãos. E agora, aflito sobre esse texto, acha que o mundo acabou, que não serve para dizer mais nada e irá se resignar.&lt;br /&gt;- Realmente você não está entendendo.... opa seu Gerson, dia bonito não? Será que chove?... Mas voltando a vaca fria. Se o processo é visto de um maneira clara, não será eu, que irei transformá-lo numa coisa histriônica, difícil de ser compreendida. Você já comentou das arvores e dos pássaros. Vai dizer daqui a pouco que os bancos da praça irão se mover da tamanha delicadeza que foi encontrada nas minhas palavras.&lt;br /&gt;- Agora chega!!!! Concentra no texto, não posso ficar mais tempo me degladiando com você, sobre algo que você sabe e está com preguiça de reproduzir. E também não adianta você colocar culpa nos outros que te cumprimentam.&lt;br /&gt;- Eu te digo uma só coisa. Esse negocio de amor é difícil. Incompreensível, e eu nunca vou deixar me levar por essa onda. Por isso que mantenho meu espectro centrado no trabalho e não deixo nada interferir.&lt;br /&gt;- Como não? Agorinha você se desconcentrou só porque desarrumaram o que você juntou.  Não devia deixar-se levar pelo que os outros dizem.&lt;br /&gt;- Porra, eles só disseram bom dia.&lt;br /&gt;- Por isso mesmo. Vamos lá. Foco, eu quero é foco. E para de choramingar e continuar a varrer a rua porque daqui a pouco vão reclamar. Você sabe como é rua de intelectual.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-5640467427826942842?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/5640467427826942842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=5640467427826942842&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/5640467427826942842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/5640467427826942842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/10/em-cena.html' title='Em cena'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-8326495615220630106</id><published>2008-09-30T18:34:00.003-03:00</published><updated>2008-11-07T10:44:26.205-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Agulhas dermatológicas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazia frio naquela tarde chuvosa. Arregacei as mangas para não molhar mais a roupas Maldito guarda chuva furado. E porque não comprei um novo?, deveria me perguntar. Mas não disse nada. Pelas beiradas e pelas marquises fui caminhando sozinho na rua deserta. Chegando aquele portãozinho verde, toquei o interfone e uma voz idosa, pediu meu nome e idade. Para que a idade, retruquei. Não houve resposta do interfone. Toquei de novo e a voz idosa perguntou meu nome e idade. O mundo caia sobre minha cabeça. Era melhor dizer e pronto. Nilton, 32 anos, agora por favor abra a porta. Um barulho estranho fez com que a porta se abrisse. Eu, já ajudando a porta automatica, entrei rapido e nem esperei para ser fechada.&lt;br /&gt;Lá dentro, o clima era agradável. Logo de primeira senti aquele cheiro de alfazema com cravo no ar. Pensei logo, malditos insensos indianos. O que é para apaziguar só faz aumentar sua alergia. Olhei para um lado, aquela pequena queda d’agua, feita como enfeite, jorrava sem parar, aumentando o barulhinho de agua caindo juntamente com a chuva que caia. Tentei secar o cabelo molhado balançando o couro cabeludo com as mãos. Algumas senhoras protestaram então parei, pedindo desculpas. Mas não queria.&lt;br /&gt;A secretária de nome Gloria, prontamente, me indicou uma cadeira e me entregou um formulário. Além disso disse que as agulhas eram sempre descartáveis e o processo o menos doloroso possível. Balancei a cabeça,  recebi a prancheta com o formulario e como de praxe, comecei a espirrar. Descontrolavelmente. Insensos indianos falsificados. Devem ter comprado  na barraquinha da esquina e dizem que são importados das regiões remotas da malasia anglo-saxã (se é que isso existe). Na hora, senti o cheiro de cebola crua. E vinha da minha mão, por certeza.  Aquele almoço não somente ficou pra historia, como ainda está presente na minha vida. Será que foi por isso que ninguem sentou ao meu lado no metrô? De qualquer maneira irei lavar quando chegar em casa, a noite. Até lá, o cheiro acabará, pensei mexendo nas unhas sujas de  tanto amassar massa de bolo.&lt;br /&gt;Glória, a secretaria chamou meu nome e disse minha idade. Para que diabos ela quer dizer para todo mundo a minha idade? De dentro de uma portinha azul clara, uma senhora loira repetiu minha idade, e me chamou para entrar.  Entrei com receio e me deram um avental tambem azul claro. O cheiro, antes de alfazema, mudou para alguma coisa indecifravel. Fui atras da caixa e lá li lirios brancos afeminados. Ora bolas, interessante saber que os lirios másculos tem um cheiro diferente deste daqui.&lt;br /&gt;Deitado numa maca, com o o avental a tiracolo, adentraram ao quartinho onde estava, quarto mulheres de jaleco branco. E logo se apresentaram e eu, como bom de nome, não decorei nenhum. Sorri amarelo e logo começaram a me tocar de uma forma médica. Apalparem meu punho, mexeram na minha cabeca, falaram frases que não entendi e apertaram meu tornozelo. Depois disso tudo, me perguntaram sobre o que me trazia aqui. Respondi, minhas costas me matam. Todas afirmaram com a cabeça e pediram para virar de bruço. Somente de cueca, já que o avental era aberto atrás, oito mãos mexiam nas minhas costas e eu, gostava. Disso, me mostraram agulhas descartáveis. Disse OK e começou um frenesi de frases misturadas em chines e minha lingua mãe, intercaladas com gritos de ui vindo de mim, a cada momento que as agulhas penetravam em algum campo do meu corpo. Depois de alguns minutos de sofrimento, arregalei os olhos e tentei contar as agulhas. Mais de vinte pude ver. Parecia uma estátua de pedra sem poder me mexer, deixando meu corpo inerte a qualquer movimento. Quisera eu que um mosquito não pousasse em mim. Também com aquele cheiro de lirios brancos, só um mosquito para lá de “Barbie” adoraria ficar naquele ambiente. Juntando com meu cheiro de cebola crua nas mãos era tiro e queda.&lt;br /&gt;Mofei por meia hora, sem mexer nada. Intocável. Volta e meia aparecia uma das mulheres que esqueci o nome, e me perguntava se estava bem. Claro que não, todo picado, passando frio e incapaz de mexer o mindinho, sorri falso com os dentes amarelos de nicotina. Foi no que a senhora me respondeu: meu filho, contra o cigarro, essas agulhas não servem. Peraí, como a senhora advinhou que fumo? Ora está nos seus labios, disse ela sem ao menos encarar-me.&lt;br /&gt;Por essa eu não esperava. Imóvel, sofrendo dilacerações morais pelo corpo, resignei-me a sorrir falso novamente e a fechar os olhos para que o mantra do ambiente penetrasse surdamente pelo reino das palavras. Palavras desconexas que não soube até agora o significado. Porem acabei voltando diversas vezes lá e a as agulhas que no começo teimavam a doer, agora não faziam sequer cócegas no meu corpo todo perfurado. Se alguem perguntava porque das crateras do meu rosto que tanto me angustiavam na adolescência, já sabia na hora o motivo: a Acupuntura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-8326495615220630106?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/8326495615220630106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=8326495615220630106&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/8326495615220630106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/8326495615220630106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/09/agulhas-dermatolgicas.html' title='Agulhas dermatológicas'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-7362996784237069250</id><published>2008-09-08T23:39:00.000-03:00</published><updated>2008-09-08T23:40:47.115-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Partidas e opostos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perdemos o afeto que tínhamos conquistado, retrucou Marcos, impaciente na beira do cais. De certo, não enxergará novamente o rosto de Rosa, pensou Camila ao escutar aquela bomba. Mesmo se aquilo fosse somente um desabafo, a vida do dois já estaria sofrendo mudanças. Primeiro porque Marcos foi incisivo na sua colocação. Segundo, por Rosa ter acabado de partir naquele navio rumo `a África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu estava lá, para ajudar e também me despedir. O que aconteceu com minha irmã nesses últimos meses nem eu saberia explicar. Com quase vinte e sete anos na cara, solteira, não poderia imaginar o que passava com minha irmã Rosa. De quieta e estudiosa, transformou-se num barril de pólvora, totalmente antagônica a tudo que um dia foi. E eu a caçula imitava seus passos desde criancinha. Quando ela era punk, eu fui também. Era engraçado como meus colegas me viam chegar na escola. Ou era cabelo arrepiado e pintado, ou senão cheio de miçangas, colares e cabelão. Todos os anos era uma alegria só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas me copiavam. Mas quando fui crescendo, fui me adaptando ao que realmente queria ser. Uma mulher livre, sedutora e de bem com tudo e com todos. Enquanto isso Rosa foi se adaptando perto de alguma coisa entre dondoca e atleta. Uma mistura de bem estar com certas frivolidades. Claro também, apos se afundar nas drogas, nos psicotrópicos e amalucar junto com a turma da faculdade, era mais que provável que procurasse a igreja evangélica como maior salvação. Mas assentou a vida ao conhecer Marcos numas dessas festas hardcore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a primeira dele e a enésima dela. Ele, meio de lado, observando a todos e ela, no meio de todos, observando não faço idéia, depois de tanto álcool e drogas. No que ela foi caminhando sozinha para o banheiro. Isso é Marcos que conta. Tropeçou em Marcos , que a segurou firme e a levou ao banheiro. Do banheiro para o carro e do carro, para a sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosa acordou tarde naquele domingo. O sol batia fraco na janela cheio de adesivos. Ela se revirou e viu uma bateria vermelha reluzente e vários livros. Estava confusa e com gosto amargo na boca. Levantou subitamente e viu num pôster do Pink Floyd pregado na porta do quarto. Logo pensou que tinha sido seqüestrada. Mas não, viu Marcos parado na porta, com uma garrafa de água. Estendeu a ela, que bebeu meio desconfiada. Soltou um “meu”, do tipo o que faço aqui? Mas não tinha jeito, Marcos já a abordava com centenas de perguntas. É isso que Rosa conta. Na verdade, é isso o que ela contou. De uns dias para cá, seu relacionamento com Marcos foi se esvaecendo até ela tomar a decisão súbita de se mandar. Acho que foi aqueles romances tórridos que chegam em nossas vidas, fulminantes como um furacão, que te devastam internamente, te deixam sem chão. Entopem seus pensamentos com fantasias harmoniosas que tendem a curar qualquer sentimento de fracasso que você possa um dia ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, quieta, no começo dos vinte, ainda aguardo uma oportunidade, de sentir isso e por poucos instantes deixar de ser aquela garota segura, para me entregar totalmente a um desejo inesperado de rebeldia,  inconseqüência e total falta de pudor. Talvez seja a oportunidade para um dia olhar no horizonte e falar para mim: - Eu já sofri disso e não quero novamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-7362996784237069250?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/7362996784237069250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=7362996784237069250&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/7362996784237069250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/7362996784237069250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/09/partidas-e-opostos.html' title='Partidas e opostos'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-2181018734366088729</id><published>2008-08-19T22:56:00.003-03:00</published><updated>2008-08-19T23:00:20.384-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Mrs. Potter</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi na laje daquela casa no bairro de Santa Teresa,  ao ouvir pessoas hipnotizadas por algo resmungarem o que ele não entendera, que Maciel descobriu o real valor das paisagens inerentes a sua vida bastante atribulada. Encostado no muro de tijolos e de cimento batido, se apoiou para fente e lá contemplou por exatos dez minutos o nascer de uma lua cheia vinda por de trás dos morros da vizinha Niteroi.  Foi durante esses minutos que descansou, onde esqueceu do porque se encontrava naquele local, que Maciel sentiu um aperto no peito como há semanas não sentia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De certo, algo não estava correto com seus sentimentos, pois no momento de beleza extrema, a lembrança do sorriso de Mrs. Potter foi momentânea. Como num espaço de tão curto tempo, todas as frustrações voltaram numa força tremenda que a boca secou, os olhos dilataram-se e a boca secou? Mrs Potter conseguiu fazer um turbilhão de sentimentos serem transformados num só. Ofegante sobre o muro, Maciel questionou o real sentido do querer. O real sentido de viver e o real sentir de respirar. Sua respiração ficou profunda. Sua vida pedia uma resposta concreta. A vontade de saber de Mrs. Potter o encheu de coragem e de perspectivas reais de acontecimentos futuros. Dentro desses dez minutos de frente a lua avermelhada, imaginou cenas de seu reencontro. Cenas e fantasias sequenciais que transformariam um simples encontro numa capacidade indescritivel de equilibrio entre duas pessoas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E naquele momento resolveu ligar. Não sabia o que iria encontrar, muito menos como começaria a conversa. Há um mês não escutava sua voz e de certo, não saberia sua reação. Atendeu, conversaram sobre amenidades. Como a lua está bela, se a vida está boa, como se trabalha muito e se cada um está feliz com sua alma gemea.  Minutos preciosos foram usados para esconder o que estava na cara. Maciel nunca soube esquece-la, mesmo sabendo que nunca tentara nada para cativá-la. Dentro de sua realidade era impraticável cobiçar algo que não lhe pertencia E isso estava o angustiando que sentiu náuseas ao desligar o telefone.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na hora que tinha mais o que falar, falou sequencias difusas, desconexas de assunto e impossibilitadas de respostas a não ser por um leve sorriso sem graça do outro lado da linha. Não conseguiu entender a estupidez que fizera, sem antes pensar o que dizer. Se lamentava como uma paisagem tão simples e bela, poderia iniciar uma grande tormenta em sua vida. Seu passado foi discretamente remexido. Suas inflexibilidades foram expostas. Custou a normalizar a sua respiração. E quando a lua subiu e o tom avermelhado do seu nascimento naquela noite, se dissipou e se tornou de um amarelo forte, Maciel voltou a se perguntar , porque Mrs. Potter não conversará com ele, jamais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;PS: Tente ler, escutando Mrs. Potter lullaby - Counting Crows.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-2181018734366088729?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/2181018734366088729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=2181018734366088729&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/2181018734366088729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/2181018734366088729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/08/mrs-potter.html' title='Mrs. Potter'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-3334339727801370640</id><published>2008-08-04T18:16:00.001-03:00</published><updated>2008-08-04T18:17:49.294-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não sei o que colocar de marcador'/><title type='text'>Paraty III</title><content type='html'>De uma  diferença futebolística, nasceu uma discussão. Ferrenha.&lt;br /&gt;Dessa discussão,  surgiu um papo. Agradável.&lt;br /&gt;De um papo, nasceu uma conversa.  Animada.&lt;br /&gt;Dessa conversa, trouxeram uma cerveja. Gelada.&lt;br /&gt;Desta cerveja,  apareceu uma festa. Badalada.&lt;br /&gt;De uma festa, vieram cachaças. Puras.&lt;br /&gt;Da  cachaça, surgiu a alegria. Espontanea.&lt;br /&gt;De uma alegria, apareceram sorrisos.  Com dente.&lt;br /&gt;Daqueles sorrisos, beberam mais cachaça. Com limão.&lt;br /&gt;Desta  cachaça, quiseram ir para outro bar. De cachaças.&lt;br /&gt;Deste bar, beberam até  fechar a porta. De madeira.&lt;br /&gt;Da porta, nasceu uma nova idéia. Beber.&lt;br /&gt;De  uma bebida, ficaram com sono. Profundo.&lt;br /&gt;Deste sono, não deram adeus ao  rapaz. Bebâdo.&lt;br /&gt;Nesse rapaz, surgiu no outro dia uma ressaca.  Horrível.&lt;br /&gt;De uma  ressaca, veio a consciencia. Difusa.&lt;br /&gt;Desta  consciência, surgiu uma afirmação. Correta.&lt;br /&gt;Da afirmação, passou a  frequentar as reuniões. Do AA.&lt;br /&gt;E de uma reunião, achou melhor parar. De  escrever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-3334339727801370640?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/3334339727801370640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=3334339727801370640&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/3334339727801370640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/3334339727801370640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/08/paraty-iii.html' title='Paraty III'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-1633669611675729611</id><published>2008-07-10T18:36:00.002-03:00</published><updated>2008-07-10T18:41:43.861-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Parati II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Simplesmente entre as pedras a caminhar, percebo de relance o sol que não teima em cair. Na sutileza de suas esquinas, acompanho seu andar. Por que esses trejeitos me perseguem como uma obsessão? Isso nem todos terapeutas que freqüentei sabem me informar. Ao escolher como presa de minha fixação, fica mais fácil despi-la mentalmente. Não te acompanho para ver tuas formas imperfeitas. Seus traços mais puros freqüentam minha imaginação. Tropeço nas pedras. O lotado centro historico compõe minha tarde. Incompleta. Nos lugares, pessoas riem, casais conversam, famílias consomem num processo ascendente de preenchimento. E ao imaginar nossos lábios a tocar-se, sinto calafrios. Ao acompanhar outras pernas, lembro do seu caminhar calmo e correto, mesmo na imperfeição das ruas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paro em outra esquina e converso comigo sobre que decisão tomar. Chego a um acordo sobre a bebida. Aquela, que queima a garganta e arde sua língua. E a sensação de vulnerabilidade ao apertar nossas feridas? Será que já as curou?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A musica que vem de violas na praça, absorvem toda a angustia que sua falta me faz. Mas para sorrir novamente basta uma aceno qualquer, quiça um carinho. Volto minha atenção para a larga rua de pedras desniveladas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa situação não mais me atrapalhará. De braços cruzados caminho até o píer, aonde o barco me espera, para efetivamente deixar as lembranças em terra, já que agora navegarei em mares de saudade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-1633669611675729611?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/1633669611675729611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=1633669611675729611&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1633669611675729611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1633669611675729611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/07/parati-ii.html' title='Parati II'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-1132384874721173939</id><published>2008-06-29T12:41:00.002-03:00</published><updated>2008-06-29T12:48:03.057-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Pobre menino encalhado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naqueles encontros gigantes, onde centenas de jovens marcavam presença, ele era sempre mais um. Perdido em fantasias hipotéticas, em historias desconcertantes e imaginárias, perambulava entre grupos de amigos olhando todas. Mas ninguem o olhava. Passava despercebido por morenas, loiras, cabelos curtos ou encaracolados. Sempre como um vulto branco entre as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua voz permanecia calada e suas roupas, distintas e sem cor, tornavam sua espera sempre mais angustiante. Por isso podia estar encostado numa arvore, num carro na esquina ou numa mesa sozinho. Não era importunado por ninguém que transitava por lá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Verificava nos rostos das pessoas uma felicidade efêmera, que não conseguia sentir. Estava desbotado de tanto sofrer. Um  sofrimento que não conseguia entender, muito menos apaziguar. Valente por lutar, mas covarde em neutralizar seus sentimentos. Por onde andava sentia-se só. Imaginava estar em outra esfera ou dimensão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observava solitário, o vai e vem dos casais, felizes em seu momento, na existência simples da complacência do presente. Queria ele sentir por elas o que não conseguia sentir por si próprio. Com isso, continuava a caminhar a passos lentos pela area aberta, cercada de árvores silvestres, enquanto o mundo girava a sua volta e diversas coisas aconteciam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como uma boia solta em mar aberto, ia apaixonando-se por cada sorriso ou olhar que batia de frente com seus olhos. Seu coração pulsava por querer, mas poder sempre o limitava. Sua garganta pedia mais e sua saliva distorcia a necessidade do encontro, alheio e puro. De certo, sua presença fisica era uma mais a encher o local de diferentes estilos. Resignante com sua possibilidade, encolheu os ombros, abaixou a cabeça e com as mãos no bolso do casaco ,seguiu caminho e se perdeu mais uma vez na escuridão daquela noite de inverno.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por certo, não percebeu que nesses olhares e sorrisos, pulsavam tambem sentimentos, corações e afetos. Em cada cruzar de olhar, uma chamada. Em cada encontro de feições, uma possibilidade. Mal sabia ele que correspondido era. E com um pouco mais de calma, tudo se tornaria mais fácil. A negatividade do outro era sempre externa como um bloqueio da tristeza futura. Mas se o presente é que é importante, não pôde escutar o que tantos sorrisos e olhares pensavam quando o viam passar percebidos aos seus encontros:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pobre menino encalhado!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-1132384874721173939?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/1132384874721173939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=1132384874721173939&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1132384874721173939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1132384874721173939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/06/pobre-menino-encalhado.html' title='Pobre menino encalhado'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-4781594436278870320</id><published>2008-06-26T21:12:00.000-03:00</published><updated>2008-06-26T21:13:24.545-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Será?</title><content type='html'>O olhar perdido na multidão&lt;br /&gt;cultiva nossa relação conturbada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lagrima escorrida do rosto&lt;br /&gt;libera a vergonha latente de seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clamor surdo de sua boca&lt;br /&gt;Mantem o afeto solto no ar.&lt;br /&gt;Da mesma forma que minha,&lt;br /&gt;loucura aparente transparece&lt;br /&gt;o amor que ainda lhe darei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-4781594436278870320?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/4781594436278870320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=4781594436278870320&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/4781594436278870320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/4781594436278870320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/06/ser.html' title='Será?'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-7277826878710737401</id><published>2008-05-27T23:18:00.001-03:00</published><updated>2008-05-27T23:21:11.971-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Escrever, sem pensar.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao cheirar-te, meu corpo desaba. Se dissesse que flutuava, você não acreditaria, mas o esquecimento da sensação de sofrer se extingue de tal maneira, que o fato consumado anteriormente é lembrado de forma carinhosa como um ato sublime. Como uma musica antiga tocada em poucas rotações por minuto, agarro minha mãos e percorro suas curvas imaginárias até chegar aos pés, ou a cabeça. Tanto faz de que forma começar, portanto que chegue no final e delineie aquilo que imagino como perfeição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria imperfeito concordar que aquilo que vejo é o certo. Porem se disser que discordo da imaginação difusa que enxergo, sempre ao sonhar, não serei a pessoa que almejo. Por isso entenda a reclusão que me é imposta pelo fato, que ver-te me libertas das sensações puras. E puro são aqueles sem tristeza, sem dor e sem sentimentos contrarios. E os puros não existem, a não ser nos seus sonhos inocentes. Não fecho a porta para as sensações, por isso aguardo-te de peito aberto para o dia em que nos entrelaçarmos e seu sorriso, como uma chave mestra, abrirá meu coração fechado e tenhas certeza que os girassóis brilharão mais fortes em campos remotos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-7277826878710737401?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/7277826878710737401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=7277826878710737401&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/7277826878710737401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/7277826878710737401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/05/escrever-sem-pensar.html' title='Escrever, sem pensar.'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-9082382448130404453</id><published>2008-05-03T19:09:00.001-03:00</published><updated>2008-05-03T19:12:02.631-03:00</updated><title type='text'>Hace Tiempo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold; "&gt;PS: Não sei se isso é um conto, uma crônica ou um desabafo. Leia como achar melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho a dizer que fazia tempo que não escutava uma simples noticia dela. Só me lembro de nós dois na lavanderia, sentados em cima de algumas máquinas de lavar vazias enquanto esperávamos nossas roupas serem lavadas. Estávamos num lugar estranho, para ambos. E neste lugar estranho é que contávamos alguns de nossos sentimentos mais sinceros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela noite de Janeiro no Hemisferio Norte, fazia bastante frio, fumávamos cigarros contando de nossas experiencias de vida no começo dos vinte. Achávamos que tudo estava indo a favor da corrente, mas muitas coisas nos angustiávamos e era necessário falar. Para quem, não sabiamos? Só tomamos conta das revelações e sentimentos desprendidos quando voltei do telefone publico com a noticia que tinha conseguido ligar para aquela menina que tanto me atormentava desde o momento que nos cruzamos sem querer numa esquina da cidade. Para ir atrás dela, passei por diversos obstaculos, e com o numero na mão ja estava há dois dias, sem a coragem necessaria para um simples alô. E se ela respondesse com um OK, ou com um não obrigada? Isso, passados dez anos, ainda não tive a certeza. Do seu rosto tambem não tenho a certeza, ele se evaporou juntamente com outras centenas de coisas que acontecem diariamente em nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E essa menina qe estava fumando cigarros comigo numa lavanderia nunca mais saiu da minha cabeça. Se nutri uma paixão platônica por ela, nunca saberei porque com ela nunca mais encontrei. Ainda divago por ai, querendo saber o que ocorreu com ela para afastar-se de todos. Ainda me pergunto o que leva uma pessoa a escapar, a fugir, a começar uma nova vida, com uma nova identidade mesmo sendo ela mesma. Pois sua cara não mudará, seus pensamentos ainda serao aqueles que conversávamos. Com certeza mais maduros como os meus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu agradeço a ela pela força que me passou naquele momento, em que uma simples frase ou quem sabe, um conjunto de frases, me ajudou a romper uma barreira absurda no fazer e não fazer. Essa historia me marcou profundamente. Me lembro de ficar olhando as pessoas, na maioria, imigrantes no novo pais, passando por mim, cada um com sua diversidade, mal sabendo que naquele momento rolava um cumplicidade entre duas pessoas que se gostavam como gente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda hoje me pego perguntando para as pessoas que um dia foram proximas a ela, como eu fui, seu paradeiro. Muitas não sabem, o que faz minha angustia aumentar. Muitas tentam o contato e são rechaçadas. Me parece que tudo aquilo que ela viveu está guardado embaixo do tapete, juntando os cacos de alguma emoção equivocada ou sentimento desiludido. Ainda acredito que um dia não poderá mais ter lugar para guardar tanta coisa lá e isso transbordará. Nesse instante eu imagino que ela irá procurar alguem. Não a mim que estou longe, mas alguem mais proximo que olhará em seus olhos com ternura e a desculpará pela reclusão imposta pela vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A beleza de seus trejeitos será novamente observada por nós e o encontro será bueníssimo ( como dizem alguns). A vontade de saber o que passou em sua cabeça ao longo desses longos anos será desmistificada e daremos risadas juntamente com os outros sentados em alguma paisagem  magnifica que o tempo nos trará.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem escutei uma noticia dela. Não vejo sua cara desde então. Não sei o que o tempo fez com ela, porem começo a descobrir o que ele fez comigo. Ela casou e esperava um filho.  O presente foi adiado, meu coração apertou e de novo me imaginei sentado naquele mesmo lugar com ela como a dez anos .Porem ao invés de acender um cigarro e comemorar um feito em conjunto, a abraçaria. Forte, para pensar toda a deliciosa alegria de saber que ela de alguma forma, ainda faz parte da minha vida. E que estarei com ela onde estiver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-9082382448130404453?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/9082382448130404453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=9082382448130404453&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/9082382448130404453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/9082382448130404453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/05/hace-tiempo.html' title='Hace Tiempo'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-6154230599377027113</id><published>2008-04-21T20:54:00.001-03:00</published><updated>2008-04-21T20:58:15.724-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Carta para alguém</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rio de Janeiro, 21 de Abril de 2008 &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olá, nesses tempos modernos , onde a informação chega a qualquer lugar numa velocidade incrivel, eu escrevo-te essa carta. O por quê? Voce sabe bem que escrever é  muito mais facil para mim do que falar. E eu quando falo isso, lembro de você brincando comigo, fazendo graça da timidez que me foi imposta. Sempre me perguntando por quem , por quem???? E eu ficava envergonhado, e abaixava os olhos complacentes. Quando levantava de novo, você estava sorrindo para mim, com o rosto bem perto do meu. Era aí que ficava sem folêgo, estremecia antes mesmo de te beijar. O seu cheiro nunca me enjoava. Quisera eu passar este cheiro para mim, de uma forma nada narcisica, combinando a minha realidade a tua. Aí rodavamos na sala, afastávamos os moveis e ficavamos dançando aquela mesma musica, duas, tres, dez  vezes. Parecia que nunca iamos cansar e a cada uma nos conheciamos melhor, nos aproveitavamos melhor.  Até aquele dia….&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto por não ter te dito tudo o que queria. Agora que meu cabelos começam a cair e as mazelas humanas recaem sobre mim, tenho a coragem de escrever. E tudo aquilo que escrevo hoje é para lembrar do nosso amor. Eu sentado naquele bar, olhando para o copo de whisky na mão, pensando em como refazer aquilo que tinha quebrado, ouvindo as musicas que saíam das caixas de som, olhava em volta, ignorando os outros. Ninguem prestava atenção em mim. Mas não é isso que quero passar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao rodopiar pela sala hoje em dia, vislumbro lembrar a complacência que sentiamos um pelo outro. Sempre a acordar, passando manteiga no pão, prestava a atenção em você, sentada no banco alto a olhar pela janela os girassois que enfeitavam o jardim que fiz ao te conhecer. Aquela discussão sobre flores e plantas, me fez entender que a sua vontade iria preencher meus medos e fariam com que ficasse mais leve viver. E do lado das flores, o cactus. Indestrutivel, imperfeito com seus espinhos e sem a falta que  a agua o faz. Meio que parecido comigo, que ficava sentado na poltrona do escritorio, dando baforadas na cigarrilha de palha que enrolava. Sempre tinha vontade fazer. Quantas vezes fiz dois, para que me acompanhasse. Preciso ser sincero e confessar que voce ainda faz falta. Após esses anos perambulando por ai, penso em você.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso essa carta. Fico me imaginando parado em sua janela em algum lugar do mundo a te esperar, como um sentinela esguio guardando posto. Ai te veria e a sensação de fraqueza viria e tudo aquilo que queria um dia falar, não sairia. Quantas vezes estava com o tiquete na mão para pegar o primeiro trem e na plataforma, desistia. Passava tardes no café em frente ao pier, degustando aquele cappuccino e vendo os casais mais jovens descobrindo aquilo que tive. Uma sensação de bem estar, por que amor não consigo mais achar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei tambem que você foi pra frente. Deve ter alguem que ame ou goste. Filhos, filhas, por certo uma familia, enquanto eu não me encontrar como gente , acredito que não aparecerá. Espero estar sendo sincero contigo, pois não sei sua reação. Um aperto no coração, uma  saudade repentina no peito, um riso de alegria de saber de alguem tão distante, mas que está tão perto de você. Não imaginas quanto. Às vezes quando chove forte, vou a janela e respiro fundo. Fecho os olhos e imagino que estou eu ainda a cheirar seu pescoço de surpresa. E assim ver as bolinhas de arrepio que surgiam em seus braços e atraves do espelho ver seu rosto ruborizado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabes que ao dizer isso não acredito em sua volta. Ainda sei que um dia poderemos nos encontrar de relance, mas não sei será minha novamente. Certo que olharei bem fundo nos seus olhos e aspirarei novamente o perfume que você certamente exala. Não perdera isso por certo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa não é uma carta de adeus, nem de reconhecimento. Não declarei todo o amor que sentia naquela vez e você escapou de minhas mãos. Eu não acreditando nas suas palavras e sendo bastante seguro de mim. Grande segurança que hoje não passa de desconfiança. Não me sinto forte pelo que sou, mas  sim fraco por não ter te ouvido. Agora é tarde. O quanto que chorei pode ser mensurado, mas deixo para você imaginar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O certo é que te levo no peito. Como uma tautagem imaginária, me ponho a lembrar de tudo aquilo que aprendi com você, e que tinha desaprendido com a vida antes. Hoje estou mais velho e maduro, sei de meus poderes e de limitações. E você? O que realmente contaria para mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei… mas tente colocar uma musica calma na vitrola, quem sabe uma valsa e no compasso da musica me escreva uma resposta. Pois eu sei que amor podes sentir por um, mas carinho podes sentir de muito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem mais e um grande beijo,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-6154230599377027113?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/6154230599377027113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=6154230599377027113&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/6154230599377027113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/6154230599377027113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/04/carta-para-algum.html' title='Carta para alguém'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-1891923007452055375</id><published>2008-03-15T21:05:00.004-03:00</published><updated>2008-03-15T21:22:38.383-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>O único sentimento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podre, era o cheiro que vinha do sala. Estava trancado no quarto, chutando a parede. Até machucar. Não conseguia controlar suas emoções e quanto mais chutava, mais se descontrolava. Isso perdurou por alguns minutos. Ofegante de tantas coisas ao mesmo tempo, desabou sobre o chão de carpete e chorou até secar os olhos. Isso demorou. E demorou. Ninguem veio acudi-lo, pois ninguem iria acudi-lo. Estava só naquele instante e provavemente no futuro tambem. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperava uma informação plausivel para seus ultimos pensamentos. Justificava o porque daquela situação inteira ter virado um pandemônio. E mais precisamente, não estava preparado para a noticia que escutara.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhava para os lados em desespero, exacerbado pela incapacidade de reagir. Pela insensatez alheia e pela insuportavel resposta que fora dada por ela.  Era pó, era cinza. Era o pior dos piores. Sua súplicas de mudança não adiantariam nada. Seu perdão por algo que não fizera muito menos. O descontrole só chegara no quarto trancado. Antes mantivera a compostura, provando para si que era forte o suficiente para enfrentar aquele processo recem descoberto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto se debatia, o que estaria ocorrendo com os outros? E o sorriso que desaparecera? E a formosura que foi embora? E a destreza da bela vida? Tudo não passava de vertigem. De uma eterna vertigem que não duraria para sempre, diriam os pessimistas. Mas que fosse eterna. Mas nada, simplesmente nada torna o que ocorreu na sala eterno. Com um corte profundo em suas veias, arterias, entranhas e viceras, ele sucumbiu. Foi derrotado, linchado, espancado e estuprado moralmente. Passou de garanhão a cordeiro. O que estava azul no horizonte, sumiu. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Odio, raiva, risos e choro não se misturaram quando ele estava lá plantado, sentado na mesa de jantar debruçado  sobre o candelabro. Enquanto falava, só observava a cera que caía desforme sobre o tampo de vidro. E lá ia retirando com unha, toda a esperança que depositou na relação. Estupido foi pensar que o infinito duraria. E durou. O tempo estipulado por ela, pois não teve culpa pelo ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela ficou muda. Ele ficou mudo. Não a olhou mais. Consentiu. Não tinha o que fazer. Foi interrompido. Ela perguntou do seu sentimento. Ele demonstrou seu sentimento me retirando, sem responder. Destruido pelas palavras, consumido pelo que escutava, desesperado pelo que via. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abriu a porta do quarto e deixou a bater observando a silhueta da sombra da mesa. Depois não viu mais nada. A escuridão o abraçou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-1891923007452055375?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/1891923007452055375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=1891923007452055375&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1891923007452055375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1891923007452055375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/03/o-nico-sentimento.html' title='O único sentimento'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-6004425491645170198</id><published>2008-02-24T22:21:00.002-03:00</published><updated>2008-02-24T22:23:29.231-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>A falta de foco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olha pra frente, insistia Amanda. Eu tentava e tentava. Mas não tinha jeito. Por mais que tentasse, o movimento não me deixava acalmar. Tinha a percepção que há qualquer momento chegaria alguem para mim e me diria: Está feito! Pode ir sem culpa!. E eu, como num passe de mágica, agradeceria tudo aquilo e viraria um passaro. A voar, exclamaria. Para aonde? Tambem não saberia dizer. Queria fechar os olhos e pensar só na possibilidade de chegar no final. Final dos tempos. Final da vida. Que o momento presente fosse só um sonho. Colorido, não preto no branco. Tambem não queria cores fortes. Cores brandas de como foi todo o meu viver. Sensato, correto e honesto. Pelo menos até agora. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se não fizeste o certo, quem diria, fosse absolvido por todos ao meu redor com um pequeno sorriso e um aceno de cabeça. Era dessa maneira que acompanhava o caminho que percorria. Um frenesi tremendo que me fez alcançar um estado estérico. Não de gritar contra tudo e todos, mas de uma forma que não soubesse lidar com os fatores externos que sempre me acompanhavam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De novo, o chamado insistente de Amanda: - Olha pra frente rapaz, não perde o foco. Mas como não perder? Como não olhar tudo que me rodeia. Tudo que vejo somente uma vez e nao sera a mesma coisa quando passa novamente. Então, porque não contemplar do jeito mais perene possivel. Devagar, insoóito e com paciência. Fora vejo a chuva que cai. Ela atrapalha a minha concentração. Meu campo de visão diminui. Não enxergo tão bem quanto antes. O medo de perder o foco me angustia. Sinto-me que de hoje não passa e o fim esta perto. Quero soltar um palavrão, mas nada me sai, A garganta seca, engasgada não conspira ao meu favor.  A mão, antes trêmula, agora desfalece  sobre a minha perna, a direita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero ajuda de Amanda. E ela tambem não esboça nenhuma reação. Tenho ódio de voce, penso pra mim. Mas tambem não quero te conhecer mais. Esse é o maximo que estaremos juntos. Voce não sera nada, acredite. Mas sei que terá grande valor.  Pelo menos neste instante!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo com a chuva, suo. Minha cabeça ferve. Passo a toalha, e me pergunto o que estå acontecendo. Amanda, estou tentando manter a calma e sei que falta pouco. Olho para um lado e depois para o outro, a cabeça nem roda mais. Conto os minutos. Que tortura. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo que se aproxima. Percebo uma exaltação, um burburinho. Meu coração dispara. Aperto as mãos firmes, pareço que irei quebrá-las. Está lá tão bela vista se aproximando de mim. Vai ser agora, e sei que ninguem me segurar mais. Vou seguir em busca do infinito. Há chegado minha redenção. Quase desfaleço quando Amanda aperta minha mão e diz:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Parabens, só errou uma vez, leve esse formulario ao segundo guiche e pode retirar sua carteira de motorista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-6004425491645170198?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/6004425491645170198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=6004425491645170198&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/6004425491645170198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/6004425491645170198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/02/falta-de-foco.html' title='A falta de foco'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-9011224076305162969</id><published>2008-02-05T12:46:00.000-03:00</published><updated>2008-02-05T12:47:48.086-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Pelo Carnaval</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando saiu de manha, viu que as gotas d’agua eram mais espessas que esperava. Puxou o ar para dentro dos pulmões e sentiu o ar arefeito que não deixava-lhe respirar com todo o afinco que necessitava. Pensou logo em ficar claustrofobico, mas algo dentro dele logo parou. Pois estava indo para um lugar tambem delirante, cheio e talvez com pouco ar para respirar. Deu bom dia ao porteiro e saiu gritndo: E carnaval!!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vestido com sua fantasia de marinheiro, foi desfilando pelas ruas vazias do bairro onde morava. Nenhuma alma viva se candidatou para fazer o mesmo percurso que ele, o que fez pensar que iria curtir o carnaval na soletude de sua solidão. Entrou no onibus e seguiu vendo o passar das arvores e a imensidão cinza que não deixava a vista aparecer. Estava mais tranquilo, em relação a isso e foi cantando marchinhas carnavalescas até o ponto final, aonde desceu. Aí veio a primeira surpresa. Quando olhou para esquerda, ao subir a escadaria viu um mundo de guarda-chuvas e pessoas fantasiadas que nem ele. Eram baianas, colombinas, domésticas e mulheres que eram homens. Todos sacolejavam a esperar o desfile.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto a musica não começava, tive a cumplicidade de uma vendedora de cerveja que se postou ao meu lado. Veio logo me oferecendo a promoção do dia. Dois “latão” por cinco real. Realmente era tentadora. No meio daquele mundaréu de gente, um litro de cerveja iria me fazer bem rapidamente. Agradeci a gentileza da oferta e disse que no momento esperava por algo. Ela logo respondeu, que quem espera nem sempre alcança.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alcança o que? Perguntei enfatico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora marinheiro, nao sejas vago. Se estás atrás de alguma coisa, nao fique aqui conversando comigo e vá a luta. Enquanto falava tentava descobrir se aquela vendedora era gaúcha, portuguesa, ambos ou veio de alguma parte remota e antiga do Brasil. Lá dos anos 30, quando telefone ainda era com ph.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enigmática você, retruquei, me veja logo esses dois latões e vou sair por ai.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me passou prontamente, dois estupidamente gelados. E ao caminhar percebi que o latão era o must do carnaval. Aquilo que tinha inventado de mais precioso. Mas sinceramente, beber sozinho não era  uma tarefa agradável. Afinal de contas, bebo lento, devagar e em pequenos goles, de preferencia com um amendoim na outra mão, de uma forma viciante. Entao o latao iria ficar quente logo logo. Decidi repartir aquela cerveja, me apresentando como marinheiro Popeye. Quando me perguntavam da Olivia, dizia que não gostava de carnaval. Quando era do Brutus, avisava que no final do bloco não sobraria pedra sobre pedra. Quando era sobre o espinafre, mostrava o muque, com uma âncora pintada e fazia bip bip, que era uma alegria só. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto conversava, o latão ia se esvaziando, ao contrário do meu estado de espirito que aumentava cada vez mais. O hilário foi quando me perguntaram sobre o Dudu. Confesso que demorei horrores para descobrir do que aquela menina estava me perguntando. Devia ser viciada em desenho. Pensei, pensei e logo respondi: Está fazendo seu carnaval particular no Mc Donalds. Ela sorriu, começou a acompanhar a musica Aurora e sumiu pela multidão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente me vi no meio de toda aquela gente e lembrei-me da claustrofobia que quase me impediu de curtir o bloco. Ora pensei, que coisa mais boba e infantil. Se por acaso passasse mal aqui, seria socorrido na certa, quem sabe até por uma colombina extremamente graciosa que veria meus encantos debaixo dessa fantasia naval? Isso não aconteceu então seguimos pelo bloco passando por todos com alegria e desenvoltura. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coloco a mão no bolso e descubro uma garrafinha de agua, mas com cachaça. Continuo minha peregrinação por dentro daquele ambiente, sem ter rumo certo e sem ter tempo certo. Fiquei dançando ate o ultimo gole acabar, até todo o sambar terminar, esperando o proximo dia raiar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ele nao raiou porque choveu. Peguei meu guarda chuva, coloquei a fantasia e me policiei para nao deixar a claustrofobia terminar com a terça feira de carnaval.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-9011224076305162969?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/9011224076305162969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=9011224076305162969&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/9011224076305162969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/9011224076305162969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/02/pelo-carnaval.html' title='Pelo Carnaval'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-7678872895116381867</id><published>2008-01-06T10:15:00.001-03:00</published><updated>2008-01-06T10:16:37.359-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soneto'/><title type='text'>Soneto de uma noite em Santo André</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando a noite teima em aparecer&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vislumbro a lua surgir no infinito&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com sua luz forte, perco a noção e grito!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não acreditando naquilo que consigo ver.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As estrelas desaparecem de relance, um momento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olho o reflexo tenro e lento da luz celeste&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sei que o que me espera na cidade, não me apetece,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Permito sonhar e ouvir a brisa ao relento.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então só tenho que agradecer a emoção&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De estar passando mais um fim de ano,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sem deixar nada esquecido debaixo do pano.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desse lugar, levo a vista no coração.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois eles cuidam desta terrinha&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Graças ao afeto de Nelson e Verinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-7678872895116381867?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/7678872895116381867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=7678872895116381867&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/7678872895116381867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/7678872895116381867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2008/01/soneto-de-uma-noite-em-santo-andr_06.html' title='Soneto de uma noite em Santo André'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-1023162370679199086</id><published>2007-12-17T10:04:00.000-03:00</published><updated>2007-12-17T10:05:22.974-03:00</updated><title type='text'>O sumiço rimado</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ora vejam só, deixado de lado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Numa noite quente verão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não teve pena, muito menos dó.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O rapaz que passava ao lado reparou o acaso,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pediu dois chopes e um trago,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sentou do lado da morena bacana&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E disse em bom e alto tom:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Esse drinque, disse ele, deixa que eu pago.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ela sorriu agradecida, muito satisfeita com o galanteio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas foi nesse momento que o loiro alto que vinha do banheiro,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Olhou estupefato para cena e interveio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mulher minha!, bradou alto, eu cuido direito. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Por isso levante dessa cadeira e siga seu caminho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ao olhar em volta, a reprovação de todos,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pediu desculpas e saiu de fininho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Todos riram da cena presente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não se importando, nem sobre o que o rapaz sente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O garçom chegou apressado para intervir,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Usando de toda sua malemolencia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu, que estava sentado num canto, estupefato,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tentei captar aquela essência,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Para assim entender, o real motivo da facada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas como nessas horas, a voz sai embargada,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Achei melhor não dizer nada e sair a jato.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-1023162370679199086?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/1023162370679199086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=1023162370679199086&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1023162370679199086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1023162370679199086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/12/o-sumio-rimado.html' title='O sumiço rimado'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-2220695592449615230</id><published>2007-12-10T18:14:00.000-03:00</published><updated>2007-12-10T18:16:33.413-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soneto'/><title type='text'>Soneto do trambique</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Rogai por nós, ó perfeito trambiqueiro,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;que seus dias estão contados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Pois essa historia de jogar os dados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;já, já irão acabar por inteiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Sua fala mansa, malandra, cantarolada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;não engana nem senhora, idoso ou freguês.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Saberá que sua falcatrua está encerrada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;no dia que verá o sol de dentro do xadrez.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Comece a correr, sem rumo, nem direção,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;carregue uma mochila com roupas e pão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Se quiser viver em liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mantenha certeza que sua cara denunciará&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;em todas as cidades, de Porto Alegre ao Pará&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;que nada que tu falas é verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-2220695592449615230?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/2220695592449615230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=2220695592449615230&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/2220695592449615230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/2220695592449615230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/12/soneto-do-trambique.html' title='Soneto do trambique'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-4306338128709037726</id><published>2007-11-23T12:42:00.000-03:00</published><updated>2007-11-23T12:43:48.350-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Verbos no passado</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Tudo que ganhei&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;estava solto no encanto latente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;de sua boca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Rodei mundos, absorvi idéias,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;decifrei idiomas para te&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;encontrar logo ali.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Na esquina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Apostei fortunas, perdi o afeto, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;declarei no rosto, o sono que&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;atormentava a alma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Conquistei terrenos, compliquei situações,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;motivei processos para explorar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o melhor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;De mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Idealizei mentiras, confirmei tristezas, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;optei por duvidas que fariam instigar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;teu coração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Por fim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Estendi o braço, suspirei baixinho,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;chamei o seu nome e&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;você apareceu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Hoje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-4306338128709037726?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/4306338128709037726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=4306338128709037726&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/4306338128709037726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/4306338128709037726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/11/verbos-no-passado.html' title='Verbos no passado'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-9162005901905817023</id><published>2007-11-18T17:39:00.000-03:00</published><updated>2007-11-18T17:40:19.693-03:00</updated><title type='text'>Cartas Marcadas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;-Coloque as cartas na mesa, disse ela com veemência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Que cartas? Se não estamos jogando baralho. Retrucou ele com aquela ironia que o acompanhava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Deixa disso Marcos, vamos falar serio por um momento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Maria, eu até tento ser serio, mas há algo dentro de mim que bloqueia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-O que bloqueia Marcos, é a sua incapacidade de se relacionar. Isso sim é um bloqueio. Você deveria abrir um centro para bloqueios. Olha só a idéia que eu estou te dando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Maria, acredite, tudo que eu falo para você brincando é verdadeiro. È algo concreto e quero que seja realizado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ra Rá, riu Maria alto. Você acabou de falar uma coisa totalmente sem nexo e eu tenho que me virar em achar equações e raízes quadradas para decifrar o que você realmente quis dizer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Assim não dá, você esta me deixando confuso com esses seus argumentos. O jeito de você se colocar sempre me instiga a bloquear.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Então o que você realmente sente por mim, é medo né Mario? Medo das conseqüências futuras. Como um filme que tenha uma charada central, mas duzentas periféricas que fazem a central ser esquecida por muito tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ora Maria deixe disso. Sempre esse papo. Hoje acordamos numa boa. Tivemos uma noite para lá de interessante, para não dizer excitante. Enchemos os córneos, dançamos ate de manha. A coisa esquentou como nos velhos tempos. Fui dormir achando quer hoje retomamos a direção certa....&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-A única direção certa é pela porta. Isso é que eu vou fazer contigo Mario. Já não suporto essa onipresença transparente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Onipresença transparente? Olha só você, apontando com o dedo em riste Querendo dificultar a colocação das palavras para que eu pense que a culpa é minha. Simplesmente minha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ah, agora você é o coitadinho que tem um bloqueio, mas não quer se tratar. Quando falo uma coisa mais elaborativa, você surta. Na sua linguagem de computador: &lt;i style=""&gt;Dá tilt&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Marcos pensa um pouco antes de continuar o dialogo, respira fundo e diz:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Maria, vamos fazer o seguinte! Paramos de nós falar. Por um tempo. Para falar a verdade, o tempo que você achar necessário. Verás que tudo isso é invenção sua. È picuinha tua em relação aos meus modos de operar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Marcos, Marcos, Marcos, falou baixinho Maria. Quantas vezes você propôs isso é não cumpriu? Quantas vezes você apareceu do nada, querendo voltar? Que fazemos uma bela dupla e um lê o pensamento do outro. Como se fossemos a intersecção pura do amor que todos nós ansiamos. Que sem mim, não tem futuro! Que sem mim, você não consegue olhar para frente. E por aí vai.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Mas agora, eu dou minha palavra. Marcos estende a mão para Maria. Ela hesite e logo após, aperta a mão de Marcos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Está feito, meu caro. A partir de agora viveremos nossas vidas separadamente. Não me venha pedir conselhos ou oportunidades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Prometido!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por mim também. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ótimo chega dessa discussão, não quero saber de mais nada. Alias eu vou é arrumar outra dupla. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;È isso mesmo. Acho ótimo, quem sabe assim você me deixa viver um pouco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É pra já.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Silencio de ambos por alguns segundos até que Marcos não agüenta e fala:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E ai Maria, vai me passar o morto ou não vai?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-9162005901905817023?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/9162005901905817023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=9162005901905817023&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/9162005901905817023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/9162005901905817023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/11/cartas-marcadas.html' title='Cartas Marcadas'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-3038137299210620284</id><published>2007-11-04T21:17:00.000-03:00</published><updated>2007-11-05T10:00:57.740-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>O menino e os sonhos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Todos os dias, perto da meia noite Carlos agradecia a D’s por tudo que acontecera de bom naquele dia e com bocejos, deitava-se na cama e cobria-se ate o rosto com o lençol. Soltava um grande gemido de relaxamento e esperava o sono vir, com pensamentos sempre diferentes. Raramente tinha problema de insônia e também não foi dessa vez.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dez minutos depois de se deitar, Carlos começou a fazer aquilo que mais gostava na vida: sonhar. Era o único momento do dia em que seu relaxamento era completa e aonde suas idéias, apesar de difusas quando acordado, se esclareciam. Era lá que descobria suas verdadeiras paixões, que encontrava pessoas esquecidas em seu conhecimento, e via paisagens totalmente antagônicas, como uma grande pista de esqui em pleno Rio de Janeiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nesta noite enquanto a brisa da primavera teimava em esquentar o ambiente, Carlos teve seu grande sonho. Sonhava que andava por ruas vazias, sem carros, nem buzinas. De um lado prédios imensos, típicos de um centro de cidade altamente financeira e do outro lado da larga avenida, um campo verde, com a relva sendo banhada pelo sol e pelo vento que teimava em soprar com intensidade. Reparara que em sua mão direita, segurava uma boneca de pano. Pequena, mas robusta, cheia de alegria. Suas roupinhas eram para lá de alegres. Vermelho das saias, camiseta branca com flores bordadas rosa e um sapatinho amarelo. O cabelo preso em Maria-chiquinha denunciava uma suavidade apesar de seus fios encaracolados. Segurava a boneca pela mão, mas puxou-a para perto e a segurou no colo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Olhou para o horizonte distante e percebeu que lá teria de chegar, O infinito da avenida, nem sequer o abalou. Cheio de coragem, respirou fundo e percebeu que a partir daquele momento aquela boneca fazia parte de sua vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O sinal fechou e com ele, Carlos parou. Olhou para um lado, olhou para o outro. De um lado os prédios espelhados, do outro a calmaria. De um lado, toda a tecnologia que ele iria absorver, mas do outro toda a tranqüilidade esperada por anos. Indeciso sobre o que fazer, por um momento ficou tentado em deturpar a linha reta que traçava o horizonte e se emaranhar pela selva de pedra. Era lá que acostumado a tudo, sobrevivia ferozmente a todos os infortuitos que a vida consciente lhe mostrava. Hesitou, respirou fundo e procurou no bolso o cigarro. No esquerdo não achou nada. Colocando a mão no outro, a surpresa, o maço tinha se transformado em flores. A essência que exalava do ramo em sua mão era leve, como de capim limão. Ou era lavanda? Riu pela falta de conhecimento dos cheiros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É melhor se acostumar. A partir de hoje, você irá se identificar cada vez mais com esse tipo de coisa! Disse a boneca de pano de repente. Carlos olhou para ela e sorriu. Já sabia que isso iria acontecer, um dia. Só não sabia quando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Voltou a olhar os vastos campos verdes, mas não entrou como também não entrou pela selva de pedra. Continuou pela reta sem se preocupar aonde teria entrar. Simplesmente percebera que ambos os lados fariam parte de sua vida a partir de agora. Não haveria necessidade de se preocupar com decisões neste instante. As decisões que tomavam diariamente quando acordado, já preenchiam todo seu tempo. Mas já sabia que as coisas iriam mudar radicalmente. Aquela linda boneca dependeria dele, por um bom tempo. Era para ela que toda a sabedoria conquistada e sofrida ao longo de diversos anos ia começar a ser utilizada. Era ela que sorria inocentemente agora. Donde as agruras da distancia entre os dois lados da avenida ainda não se conjugavam. Aonde o que era certo e errado viria dele e não das imagens vistas pelo mundo que ainda não despertara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por isso segurou forte a mão da boneca, botou os óculos escuros que incomodavam sua visão e conseguiu enxergar o final da avenida em que se encontrava. Lá viu um grande sofá, uma tela cheio de desenhos, os mais coloridos possíveis e brinquedos dos mais diversos. Viu também delicias comestíveis e inclusive uma lata de coca-cola. Soltou uma longa gargalhada. Mas entendeu isso como uma prova de que coisas muito boas tomariam conta de sua vida daqui pra frente. Virou-se para a boneca e perguntou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Boneca, qual é o seu nome? Disse com alegria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Pode me chamar de Laura, disse a pequena boneca, um pouco tímida, mas agarrada a seus braços. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Então Laura, você vem comigo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Antes de ela afirmar com a cabeça, a pôs sobre os ombros e foram caminhando rumo ao horizonte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nesse momento, escutou uma musica diferente daquilo que presenciava. Carlos abriu os olhos e viu que era dia. Viu sua mulher e a beijou. Sorriu, levantou-se da cama sem desembaraço e foi viver pensando na próxima noite de sonhos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 204); font-weight: bold;"&gt;PS: Uma leve homenagem ao casal Blum e a chegada futura de Laura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-3038137299210620284?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/3038137299210620284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=3038137299210620284&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/3038137299210620284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/3038137299210620284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/11/o-menino-e-os-sonhos.html' title='O menino e os sonhos'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-3410330598863340662</id><published>2007-10-30T22:01:00.000-03:00</published><updated>2007-10-30T22:02:52.130-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Suposições</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Suponha que tudo que te dizem está certo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suponha que nosso amor é verdadeiro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suponha que atrás daquela máscara há um ser em desespero&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suponha que a vida é uma só&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suponha que as perdas te levam a ganhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suponha que seu corpo, um dia vire pó.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suponha que uma amizade nova virá de estranhos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suponha que angu é caviar francês&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suponha que suco é champagne&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suponha que um mais um são três&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suponha que um sorriso malicioso te faça mal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suponha que um olhar te cause calafrios&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suponha que a escrita também é bela&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suponha que os pensamentos são simples&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Suponha simplesmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-3410330598863340662?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/3410330598863340662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=3410330598863340662&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/3410330598863340662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/3410330598863340662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/10/suposies.html' title='Suposições'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-2322315278684403490</id><published>2007-10-11T13:23:00.001-03:00</published><updated>2007-10-11T13:28:12.837-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soneto'/><title type='text'>Soneto de uma noite a dois</title><content type='html'>Tenho certeza que escutas meus gemidos&lt;br /&gt;Pois sussurro com afinco em seus ouvidos&lt;br /&gt;Sei que me desmonta plena de prazer&lt;br /&gt;na intersecção completa com o meu ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perco o controle, sinto-me nas nuvens&lt;br /&gt;flutuo, as perfurando com empenho.&lt;br /&gt;Lá de cima, um suspiro, um desenho&lt;br /&gt;Sozinha, sem uma alma que intervens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo com a voz liberar&lt;br /&gt;a aparência otimista do olhar&lt;br /&gt;quando estiveres por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo tranquilo, que estou certo&lt;br /&gt;peço um pouquinho mais de paciência&lt;br /&gt;para te entregar devagar minha essência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-2322315278684403490?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/2322315278684403490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=2322315278684403490&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/2322315278684403490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/2322315278684403490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/10/soneto-de-uma-noite-dois.html' title='Soneto de uma noite a dois'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-1890505855768729141</id><published>2007-09-24T11:51:00.000-03:00</published><updated>2007-09-24T11:52:44.373-03:00</updated><title type='text'>Sem sentido</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Nas lágrimas de seu olhar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;furtivo interesse por toda a vida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Procura escolher o dia que lhe faz bem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;do interesse complexo de minha partida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Oh, menina que me deixas divagar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;por que foges de minha presença?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Estou aqui para te animar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;e pretendo entender a sua crença.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-1890505855768729141?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/1890505855768729141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=1890505855768729141&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1890505855768729141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1890505855768729141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/09/sem-sentido.html' title='Sem sentido'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-2093190157133234196</id><published>2007-09-19T23:23:00.000-03:00</published><updated>2007-09-19T23:40:50.935-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Micuim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não chegue mais perto de mim  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;pois o que ocorreu foi o estopim.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Você usando um casaco de cetim,&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;eu vestindo minha velha calça guerreira de brim.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Digo pra você que não estou mais afim&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;sentada naquela mesa do jardim.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas a alergia do meu casaco gerou o atchim,&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;derrubando a tônica com gim,&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;sobre nossa porção suculenta de aipim.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Por ser a gota d´agua da relação, peço o derradeiro fim.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Você, de novo, nem na Costa do Marfim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-2093190157133234196?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/2093190157133234196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=2093190157133234196&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/2093190157133234196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/2093190157133234196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/09/micuim.html' title='Micuim'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-4075271966834113912</id><published>2007-08-29T15:27:00.000-03:00</published><updated>2007-08-29T15:28:38.559-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>A grande dúvida</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Essa era a terceira vez, que Fabricio olhava para o telefone em cima da mesa. Ou era o telefone ou era o relógio na parede. O tic tac das horas só fazia o incomodado rapaz pior. Não sabia o que poderia ser feito para reverter o episodio daquela tarde. Os fatos que ocorreram após, acabaram por limar tudo aquilo que ele esteve alimentando por dezenas de semanas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Naquela fatídica manha de sábado, ao acordar, se espreguiçou como de costume, saiu pelo canto direito e sentou para bocejar. Foi aí que viu um relevo grande na cama e não eram as almofadas. Foi subindo os olhos que de remelas, saltaram para mais que abertos, ao ver enrolada na edredom com os cabelos revoltos e ruivos, sua prima Paula. Olhou para si e viu que só estava com a cueca samba canção. Levantou-se rápido. Foi chegando perto de Paula e percebeu que ela estava sem a parte de cima do que deveria ser um sutiã, uma camisa, um casaco, ou um sobretudo! Apavorou-se com o fato e foi no banheiro lavar o rosto. De lá ouviu uma conversa amigável de seu companheiro de apartamento conversando com alguém.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Essa voz não me era estranha, disse para o espelho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Meu deus! gritou. Era Claudia, sua namorada, que tinha combinado de estar lá naquele horário. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Colocou a mão no espelho para pensar. Alguns segundos, colocou a cara de lado no espelho e começou a bufar fazendo o vidro embaçar. Que maldita hora para isso acontecer, pensou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não se lembrava de ter ido deitar com sua prima. Alias, o que sua prima estava fazendo em sua cama era um mistério. A prima que tanto gostava, como uma irmã, mas nunca desejada como mulher, postava-se deitada em sua cama. E se Claudia entrasse sem bater, como sempre fazia? Como explicarei algo, que ate para mim é uma surpresa? F-U-D-E-U, disse alto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ambos pararam de conversar, e Fabrício apressou-se para chegar na porta e trancá-la. Ouviu passos de Claudia vindo em direção ao seu quarto. Tentando abrir a porta, Fabrício foi ate a cama, tentar acordar Paula que dormia o sono dos anjos, se é que isso exista. Não conseguiu. Ela balbuciou algo impronunciável ou em mandarim. Que diferença faz? Não ia entender mesmo. Tentou novamente fazer com ela acordasse e saísse pela janela dos fundos. Mais uma vez, nada. Não teve outra, Fabrício subiu na cama e empurrou Paula para fora dela. Ouviu-se um estrondo. Claudia, logo perguntou:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Fabrício, o que foi? Porque a porta está trancada, meu bem?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fabrício sem reação, fala da mentirosa topada de pé que dera no box da cama. O fato de estar trancada não ia ter salvação se não colocasse o amigo e companheiro do apartamento na jogada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Nosso grande amigo da cozinha fez uma festinha para uns amigos do trabalho e para não ser incomodado tranquei. Já que esse pessoal é muito beberrão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enquanto falava isso, ia arrastando Paula para debaixo da cama, juntamente com o edredom. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Perai, que já abro! Afobou-se em dizer, a caminho da porta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao abrir, postou-se na porta e deu um longo abraço em Claudia, já pedindo desculpas pelo horário totalmente errada que acordara. Maldito despertador que só funciona nos dias de semana. Levando ela de volta a cozinha, notou que seu amigo percebera&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;algo de estranho em suas feições. Como eram amigos há vários anos, logo percebeu que tinha alguma coisa no quarto que Claudia não poderia ver. Pediu licença, disse que ia ao banheiro, e foi ate o quarto de Fabrício verificar se havia algo de estranho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lá chegando observou&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a cama totalmente amarrotada com o edredom no chão, perto da janela. Foi levantar, já que o chão não estava tão limpo, devido a falta repentina da diarista que não aparecia há duas semanas. Olhando, tomou um susto. Viu Paula dormindo debaixo da cama de Fabrício. Sem pensar direito, resolveu arrastar a moça ruiva pelo chão ate sair do quarto de Fabrício. No caminho, não deixou de notar o belo par de peitos que a prima do amigo tinha. Nunca tinha percebido isso. Mas ficou feliz em descobrir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No momento, que saía do quarto com o edredom, Fabrício percebeu o plano e tascou um beijo longo em Claudia, jogando-a contra a parede e imprensando seu corpo junto à geladeira. Ela, primeiro não gostou, mas depois cedeu pela diabrura feita pelo namorado. Enquanto isso, Paula era arrastada ate o outro quarto sem ao menos se mexer. Seu sono era tão pesado, que ninguém conseguia imaginar o que passou com a menina. Já em seu quarto, pegou a pelos braços e sentiu o odor forte de álcool que vinha de sua boca, cabelo e face. Logo soube que a prima de Fabrício bebera muito alem da conta. Também percebeu o desejo involuntário da prima pelo ate então primo Fabrício. Como estava completamente bêbada, esboçou um possível striptease para o primo que já dormia e ao deitar para abraçá-lo simplesmente apagara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Só conseguiu pensar nessa possibilidade e então aceitou a como a correta. Veio correndo ate a cozinha e falou de pronto:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Fabrício, espere que fique tudo bem entre a gente, mas eu comi sua prima, a Paula.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O que? disse Fabrício, perplexo. C-C-C-Como assim? gaguejou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ontem na festinha, ela apareceu aqui procurando você para entregar uns discos,. Como você já estava dormindo, perguntei a ela se não queria ficar e tomar um whisky com a galera do meu trabalho. Ela aceitou e ficou a noite todo. No meio daquele bafafá de risadas, nos encontramos e o final você já sabe!, disse com a maior das caras lavadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É claro que Fabrício aceitou a pilha que colocaram e ainda fingiu estar perplexo. Disse que ia pensar a respeito. Que não gostou do fato de ter a prima envolvida em historias de festinhas. O que a mãe dele ia atazanar sua vida ao descobrir, disse em voz alto para o amigo perceber. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Panos já mornos, os dois sentaram na copa ainda exaltados pela incrível historia sem pé nem cabeça que encontraram. Batendo tim tim com copos de leite, brindaram o triunfo. Foi aí que ouviram um grito vindo do quarto de Fabrício. Ao virarem quase juntos deram de cara com a seguinte cena. Paula, descabelada, ereta morrendo de sono, na porta do quarto de Fabrício e Claudia, estupefata com a visão da prima do namorado. Mas ainda estava quando olhou para o ventilador e viu pendurado o sutiã de Paula. Os fatos que vieram depois dessa cena é melhor deixar para lá, para não arruinar ainda mais o que eles omitiram.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-4075271966834113912?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/4075271966834113912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=4075271966834113912&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/4075271966834113912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/4075271966834113912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/08/grande-dvida.html' title='A grande dúvida'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-9212019909012827408</id><published>2007-08-14T22:40:00.000-03:00</published><updated>2007-08-23T23:26:24.250-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Duplo ciúme</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não é de hoje que o numero dois é maior que um. Vem desde sempre. Porem às vezes, um é melhor do que o dois e vice versa. No caso de Fabrício, o dois teve um significado ruim no dia de hoje. Ele sofreu uma dupla decepção. Vocês podem achar, de fato, que essa é um historia triste, porque decepção costuma significar coisa ruim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A euforia conquistada ao longo do tempo fez com que aumentasse a auto-estima de uma forma que estufasse o peito como um pombo-rei a procura de acasalamento. Mas dentro das conjunturas humanas, não necessariamente, o peito estufado significa acasalamento, pode ser excesso de confiança prestes a desabar. E foi isso mesmo que ocorreu no curto espaço de tempo que Fabrício avistou seus dois futuros amores. Porém esses dois amores estão cada vez mais distantes, trazendo para o presente à certeza de um futuro para lá de demorado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;(Peraí! Isso esta parecendo sessão psicanálise de revista de domingo. Voltarei a história.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na manhã, acordou sem ajuda do temível despertador, e ficou se espreguiçando alguns minutos antes de abrir a janela e verificar o sol a pino. Não teve duvida. Meteu um short, deu oi a todos que moravam em sua casa, calçou o tênis e foi se exercitar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Durante a corrida, percebeu uma euforia incomum dentro de si. Era como estivesse plenamente satisfeito com aquilo que fazia. Seu salário era razoável, seu carro também. Não lhe faltava nada, mas pensava que lhe faltava tudo. Mesmo extremamente satisfeito com as pisadas certeiras em direção ao objetivo, sentiu a falta inesperada que já sabia o que era. Continuou mesmo assim, transpirando cada vez mais, contemplando a paisagem e solidificando a imagem da geladissima água de coco no quiosque final. Após hora e meia de exercício, ainda eufórico, decidira ir a praia para mergulhar. Foi aí que tudo começou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já no caminho encontrou a primeira. A primeira de suas paixões. Por estar suado, não se atreveu a travar muita conversa pelo fato do cheiro a exalar pudesse ser prejudicial no futuro. Uma rápida conversa a um metro de distancia, e pronto. Não queria se estender. Afinal sua primeira paixão tem alguém. Mal sabe ela que o futuro ainda me aguarda. Saiu com aquilo na cabeça e não se estressou com o fato de ter desperdiçado, segundo ele, mais uma oportunidade. Ainda haveria outros. Mas aquilo o machucou um pouco, porque não era de ferro, muito menos de aço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Chegando a beira mar viu o montão de gente amontoada no pequeno espaço de areia formado após a ressaca do dia anterior. Esquivando-se de barracas e cangas multicoloridas, Fabrício foi chegando ao mar pronto para mergulhar. Checou a temperatura, molhou os dois pulsos e a nuca, já que dizem que diminui o “choque térmico”, e mergulhou. Por lá ficou apenas alguns minutos contemplando a imensidão do oceano. Furou algumas ondas e as utilizou para voltar a areia. Saiu e ficou observando o movimento constante dos jovens ao seu redor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Foi nesse instante que viu seu grupo de amigos conversando animadamente debaixo da barraca laranja. Não conseguiu ver todos então pegou suas coisas que deixara junto ao barraqueiro e seguiu em direção a eles. Ao chegar fez a festa, brincou com cada um, e foi simpático. Porem algo o deixou incomodado. Sua segunda paixão estava acompanhada. Deduziu quando esta passou a mão carinhosamente pela perna de outro e se confirmou no beijo carinhoso que ela dera no braço de seu novo namorado. Diferentemente das outras vezes que brincou, desta foi educado e não demonstrou simpatia nem afeição por ela. Resignou-se a conversar com os outros por alguns minutos. Porem aquilo já era demais para um curto espaço de tempo. Para não ficar mais chateado, achou melhor dar-se por encerrado o expediente na praia. Inventou que tinha obrigações a fazer, secou-se ao vento e saiu com o tênis de corrida debaixo do braço e foi caminhando até em casa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Resolveu tentar pensar em outras coisas que pudessem trazer conforto a seu coração. Realmente conseguiu. Naqueles próximos quarenta minutos, pisando descalço sobre ruas e avenidas, Fabrício pode contemplar as razões que delineavam seu futuro. Incluindo aí suas duas paixões momentâneas. Pode ser que daqui dois meses Fabrício possa estar com uma, ou três paixões. Não mais duas. Sofrera um duplo ciúme numa tarde. E sentiu-se só. Mas de uma coisa tinha certeza e não abria mão, que no futuro alguma paixão seria verdadeiramente dele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-9212019909012827408?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/9212019909012827408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=9212019909012827408&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/9212019909012827408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/9212019909012827408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/08/duplo-cime.html' title='Duplo ciúme'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-5761806370814671358</id><published>2007-08-06T22:10:00.000-03:00</published><updated>2007-08-06T22:12:41.387-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Fruto proibido</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Guardo o fruto proibido na veia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois o receio me condena&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do medo imposto pela vida&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pequena&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sujo os lençóis para que veja&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A insatisfação nos meus olhos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Debilitados de sua atenção&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pequena&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sinto o acalento vazio de sua mão &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esvaziar-se pelo meu peito&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Numa direção sem jeito, alheia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Perde-se no tempo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Grande&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Perco seu cheiro inconfundível&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De aroma perfeito de lírios&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Gigantes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-5761806370814671358?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/5761806370814671358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=5761806370814671358&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/5761806370814671358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/5761806370814671358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/08/fruto-proibido.html' title='Fruto proibido'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-1308394155305691623</id><published>2007-08-01T12:39:00.000-03:00</published><updated>2007-08-01T12:40:58.874-03:00</updated><title type='text'>Competição</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jantavam calados. Somente o barulho das cigarras nas arvores em frente da casa. O sol já tinha ido embora e a lua crescia sobre o lago. No píer, a vara de pescar repousava ereta a espera de uma fisgada. A brisa noturna começava a ventar da esquerda para direita, levando a milhares de folhas a cair de seus galhos. A cor típica de outono mostrava sua cara. Mais um ano se passava do episodio fatídico. Já completara três anos de espera por um sussurro, por um poema, por um dialogo e nada. A casa ficara vazia depois daquela noite. Os moveis continuavam lá, o carro do ano também, as raquetes de tênis, os sapatos de boliche, ou seja, tudo, igual à sempre. Somente o silencio imperava naquela casa na beira do lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele episódio mudou por completo a vida do velho casal. Seus filhos já tinham saído de casa e moravam cada um numa parte distante do país. Vieram visitar os pais nas primeiras vezes, mas indignados por tudo que acontecera, deixaram de ir, como se estivessem em luto. Marcara demais a vida de todos. Dos seus amigos também. Nunca mais saíram juntos e começaram a freqüentar cursos de culinária pela Internet e realmente faziam pratos maravilhosos em casa. Sempre em silencio, aquela sensação de vazio, angustiada e de eterna pressão. Podia se ouvir de fora, o cortar dos vegetais, a batida do liquidificador para vitaminas e a panela de pressão preparando o feijão semanal. O sexo era cada vez mais raro, apesar da sintonia que tinham na juventude de suas vidas adultas. Ninguém entendia o que ocorrera e já achavam que a historia tinha ido longe demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena, pois o pior defeito dos dois era a competitividade. Em tudo. Desde a época de faculdade. Começaram se conhecendo numa partida de sueca no intervalo da aula de comunicação.A partir daí, não pararam mais. Competiam em tudo e para tudo. As férias com os amigos resumiam a disputa deles dois. Quanto mais competiam, mais se amavam. Era como uma droga pesada. Foram quase trinta anos nessa disputa. Hoje em dia, jogavam tênis, pescavam e jogavam boliche. Mas naquele dia chegaram longe demais. Nem eles agüentavam mais. Podia se ver que estavam sofrendo muito, olhos cabisbaixos, bochechas arreadas e línguas brancas. Tinham que dar um basta na situação. Mas ninguém daria o braço a torcer. Eram orgulhosos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orgulho besta, que naquele fatídico dia depois de competirem em tudo, estavam sentados um de frente para o outro, aborrecidos com o fato que não sabiam como agir dali pra frente sem competições. Já tinham tentado de tudo. Foi quando o marido levantou, como quem não quer nada, enquanto sua mulher contava como fora o dia. Foi até a geladeira, pegou o sorvete e, em pé mesmo, sem olhar para ela gritou: VACA AMARELA!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-1308394155305691623?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/1308394155305691623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=1308394155305691623&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1308394155305691623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1308394155305691623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/08/competio.html' title='Competição'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-1349509900362618519</id><published>2007-07-25T21:16:00.000-03:00</published><updated>2007-07-25T21:24:11.500-03:00</updated><title type='text'>Oi x Olá</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é a toa que você se pega perdido no tempo olhando as pessoas ao redor buscando algo. Lembranças, momentos, dizeres, simplesmente social. Engraçado é achar que a cada momento vivido é uma descoberta sua do que a vida pode te trazer. Escrevo isso, pois um simples encontro casual pode se transformar numa conversa boa que faça com que esqueça dos perrengues que está passando, inclusive te anima para seguir em frente e continuar a conversar. Sempre começamos por motivos, grande parte sem efeito nenhum, às vezes banais demais. Diferentemente dos outros, gosto muito do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;olá&lt;/span&gt;. Não é igual ao Oi, não sei como explicar. Tente passar alguns segundos falando oi. Soa como impessoal ou fofinho demais como um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;oiiiiiiii&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;oiêêêêêêê&lt;/span&gt;. Pode parecer loucura, mas o efeito de olá é praticamente superior, como uma surpresa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;OLÁ&lt;/span&gt;, como se chama?&lt;br /&gt;- Nossa que susto que você me deu?&lt;br /&gt;- Por que? Só estava sendo simpático?&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Não te conheço. Poderia vir aqui é começar a dissertar como a noitada está boa, como a festa tá cheia, como o pessoal bebe ou simplesmente lhe dizer se por acaso se machucou, pois acaba de cair do céu. Mas nada como ser simples e começar com um olá.&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Risos)&lt;/span&gt; Espirituoso você hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por aí vai.&lt;br /&gt;Fico pensando que todos os dias milhares de cantadas são feitas e não posso mensurar, pois estaria cagando regra, mas acredito que coisas ruins estão acabando com o romantismo de uma simples cantada.&lt;br /&gt;Tudo bem que muita gente somente pela atração física é capaz de ignorar o que o outro fala para chegar ao que quer: o beijo. Aí depois cabe a química decidir se haverá evolução ou repulsão.&lt;br /&gt;O ser humano deveria ser exigente o suficiente para procurar satisfaze-lo a partir do momento após o olá. Quantas vezes a observação que o outro está de saco cheio de suas falas fica latente? Chega a ser inconveniente quanto você se esforça para conhecer alguém e nada.&lt;br /&gt;De volta ao romantismo.... Ao citar essa palavra, não demonstro que o amor deverá ser o epicentro das conquistas, mas a inteligência, o saber de colocar as palavras no momento certo, o imediatismo brindariam uma possível atração entre os dois.&lt;br /&gt;Pense. Ao olhar alguém que te atrai, imagine o que ela (ou ele) gostaria que você falasse, alguma coisa que quebrasse o clima, que te desse mais tesão de chegar e consumasse o fato. Vamos mudar o jogo, deixá-lo mais inteligente, mais divertido e dinâmico. Com certeza o trunfo será maior e o troféu da conquista melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ps: Achei esse texto numa pasta antiga.  Deve ter uns 3 anos de idade. Mas tem coisas interessantes...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-1349509900362618519?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/1349509900362618519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=1349509900362618519&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1349509900362618519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/1349509900362618519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/07/oi-x-ol.html' title='Oi x Olá'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-5681722696947101626</id><published>2007-07-19T22:07:00.000-03:00</published><updated>2007-07-19T22:08:24.964-03:00</updated><title type='text'>Niilista versus Existencialista</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Não é nada! Pára com isso!!!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Como parar? Você não vê que estou tendo dificuldades?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Que dificuldades, meu querido?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Odeio que me chamem de meu querido?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: É uma maneira afetuosa...&lt;b style=""&gt;(é interrompido)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Desde quando você demonstra afeto? É o gelo em pessoa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Epa! Agressão à toa, do nada?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Se vestiu a carapuça....&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista:Vesti nada, foi indelicado de sua parte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Mas você não dá a mínima para as coisas...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: É claro! As coisas não significam nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Já está generalizando. Tem muitas coisas que valem a pena.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: (Risos altos) Exemplifique algumas!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Dar um exemplo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Isso mesmo. Desembucha!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Peraí, deixe eu pensar....&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Xiiii, já vai sair pela tangente, sem dar a resposta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Hmmmm. Comer algo que goste.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Você come porque precisa comer, senão morre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: É verdade. Mas esse é o sentido generalizado. Agora eu como porque tem algum sentido eu comer. Tem algo que me diz que tenho de me alimentar, porque existo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Daqui a pouco, você vai dissertar Descartes, com o famoso: “Penso, logo existo”!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Mas cá entre nós, a sua existência é a sua essência. Você surgiu para fazer alguma coisa, foi determinado por Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Por Deus, pela força superior, pela luz. E se não for nada?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Lá vem você de novo com esses sentimentos sem sentido, sem forma e sem dimensão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Por isso tenho sempre razão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Você ACHA que tem sempre a razão, pois não dá resposta nenhuma, só fica enrolando, enrolando, enrolando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Ah é? &lt;b style=""&gt;(Fica puto)&lt;/b&gt; E você que fica se questionando por que tem que comer, porque tem que sentir, porque tem que sofrer. Se você visse pelo meu ponto de vista...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Seu ponto de vista não existe!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Concordo plenamente!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Perai! &lt;b style=""&gt;(Confuso)&lt;/b&gt; Você não pode concordar comigo, somos diferentes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Diferentes nada! Opa, de novo. Eu e você somos iguais, vivemos na mesma época, tomamos nossos tragos, lemos bastante, escrevemos e divagamos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Só falta você dizer que fazemos exercícios a beira mar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Aí não vai fazer sentido algum. &lt;b style=""&gt;(pensa um pouco).&lt;/b&gt; Aí eu gostei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: É claro, né? Não vai fazer sentido algum. Você gosta daquela anarquia geral, para não falar na putaria que vai ficar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Heheheh. Então você me conhece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Se conheço &lt;b style=""&gt;(sarcasmo puro)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Mas quem fica se lamentando diariamente sobre tudo e não curte nada?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: EU curto! As coisas tem algum significado. EU só não consegui descobrir o que são. Meus trabalhos e meus pensamentos têm personalidade sobre a minha existência. Por que eu estou aqui? Por que algumas coisas são de um jeito mais lentas do que o outras? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Blá, Blá, Blá! Daqui a pouco você vai se questionar porque o sorvete de limão é branco se seu fruto é verde?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: E daí? Você não sabe o que eu estou passando?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Já falei para você ir lá conversar com ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Ela não quer.... &lt;b style=""&gt;(faz beicinho)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Claro! Tá magoada!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Ela quer me trocar por outro!!!!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Daonde você tirou essa idéia maluca?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Com certeza. Vejo em seus olhos. Eles não mentem jamais. Se não questionar o porque de estarmos juntos e tentar achar o significado de nossa paixão, como vou saber se ela está pensando no outro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Pára com isso!!! Já falei que não é nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Olha você de novo com os seus sofismos....&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Ta bom, ta bom. Chega, tenho que partir. Não quero perder a aula de dança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Ahhhh, sempre mal intencionado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Bem, meu caro, bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Já falei que não gosto desse seu nhémnhémnéhm.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Mas simpatizou comigo na faculdade, e até hoje somos “brothers”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: &lt;b style=""&gt;(Concordando)&lt;/b&gt; Isso é verdade...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Vai lá e conversa com a menina, ok?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Existencialista: Deixa comigo, Nietzche. A gente se vê na praia amanha se o sol aparecer. Obrigado pelo papo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Niilista: Não é nada, Sartre. Vai curtir a vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-5681722696947101626?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/5681722696947101626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=5681722696947101626&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/5681722696947101626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/5681722696947101626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/07/niilista-versus-existencialista.html' title='Niilista versus Existencialista'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-5928914812159362064</id><published>2007-07-14T15:58:00.000-03:00</published><updated>2007-07-14T16:01:54.288-03:00</updated><title type='text'>Tchutchucas e Nhá Benta</title><content type='html'>Não posso chamar isso de crônica, muito menos de relato. Me veio a idéia no chuveiro cantarolando uma musiquinha do Casseta Popular, anterior ao Casseta e Planeta. Puxei do fundo do baú. Espero que você conheça. Com sotaque paulistês, eles cantaloravam assim: - Eu sou adolescente da sociedade de consumo/ Bala Juquinha e supra sumo/ Eu gosto de comer Ana Maria e Nhá Benta da Kopenhagen/ Eu gosto de balinha maravilha e revistinha de sacanagem!!!! Aí repetiam o refrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste fim de semana que passou, posso dizer que participei da FLIP. Para os que não conhecem é a Festa Literária Internacional de Paraty.  Despretensiosamente mandei dois textos tempos atrás quando chamava urubu de meu loiro e tinha dificuldade de saber se tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais. Caraca, depois de um mês eu fui selecionado. De 350 pessoas de todos os lugares que mandaram seus trabalhos, 30 foram selecionados. Um deles fui eu. Fiquei todo prosa. E nada para levantar um pouco o ego do que contar para os amigos que estão tão distantes. Já não sabem de você nem você tampouco. Mandei um link com meu nome embutido, num release de imprensa. Não é sempre que você aparece num release de imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um dia, abri meus emails e tinha resposta de meia dúzia deles.(Só mandei para meia dúzia mesmo). Todos me parabenizaram, e tomei esses parabéns como um abraço que todos impossibilitados de estarem aqui, me deram. Porem um amigo, sábio nas idéias, não parabenizou. Ao invés disso, mandou o seguinte comentário: “Que mané livros.... repara é nas tchutchucas.” Dei risada e segui em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vocês todos sabem o que é uma tchutchuca, não vou me dar o trabalho de explicar. Porem na quinta feira passada as 05:30 da manhã, sentado num banco xexelento da rodoviária voltei a pensar nesse assunto. Cheio de remela no olho ainda, comecei a reparar em quem também esperava pelo ônibus para Paraty. De lá para a FLIP não parei.  Pude ter o prazer de olhar todas, solteiras, namoradas e balzacas. Digo prazer porque estou fechado para balanço. Tirando a comida, foi só olhar. E digo a vocês que foi muito bom. Num evento de literatura, encontrei varias pessoas interessantes e admito que outras também me acharam interessante. Pude assistir grandes mesas de debates (para mim foram duas), como a do Amós Oz, que com sua linha pacifista e inglês pausado, pode conquistar a cidade. A fila de autografo estava gigantesca. Um senhor de idade já, cansado de dar autógrafos escrevia Amos e pronto. Como tietes quando celebridades vão para algum lugar no interior do Brasil, na FLIP foi assim. Ou senão o escritor bonachão Will Self, inglês em corpo de Kramer do Seinfeld. Sarcasmo puro, não poderia ser mais engraçado. Mas também não consigo descrever. Vale a pena procurar seus textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ter certeza que não parei de reparar nas tchutchucas, ate o dia de ir embora. Ia e vinha desde o cafofo onde fiquei até a tenda principal reparando nelas. Que nada de filosofar ou saber quem é o melhor escritor. Ia tropeçando nas ruas desniveladas de Paraty, mas não tirava o olho. Confesso que uma me chamou mais atenção, cruzamos olhares ardorosos por poucos segundos, mas encheu meu peito de esperança. Pode ser que ela tenha sumido na multidão que zanzava sem parar pela cidade, mas valeu o momento.&lt;br /&gt;E você se pergunta o que tem a Nhá Benta a ver com isso? Pois bem, a Nhá Benta não é nada mais do que um delicioso creme de marshmellow no interior, coberto por uma fina camada de chocolate e com um leve biscoito embaixo. Quem come se lambuza. Os mais recatados sujam o canto da boca, mas lambem com a língua para não perderem um momento sequer. Posso dizer que vi as tchutchucas dessa maneira, não pejorativamente, como nunca li. Sábias palavras que transmutaram comigo ao longo de quatro dias. Algo delicioso, inigualáveis em seus cheiros, em seus olhares, em seus corpos. Parabéns a elas que alimentam minha imaginação conturbada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei da oficina confuso em definir o que é crônica ou o que é conto. Mas concordei que o Dapieve conhece de musica. Leram algumas crônicas interessantes e outras nem tanto, que nem prestando a maior atenção elas fluíam para dentro do cerebelo. Também me pareceu ter gente muito esforçada e lírica em seus contos, poesias e crônicas. A mim, só d’s é quem sabe. Vou continuar a divagar. A você, que desfrute. E com licença que eu vou comer uma Nhá Benta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-5928914812159362064?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/5928914812159362064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=5928914812159362064&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/5928914812159362064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/5928914812159362064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/07/tchutchucas-e-nh-benta.html' title='Tchutchucas e Nhá Benta'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-8319010902476507311</id><published>2007-07-10T14:21:00.000-03:00</published><updated>2007-07-10T14:22:10.144-03:00</updated><title type='text'>Lingua Portuguesa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendo como exagero, algo fora do comum a ser realizado por alguém ou algo por algum motivo. Mas se quiser, pode procurar num dicionário ou em uma das letras de Cazuza. Foi desse modo que o sujeito apareceu e logo pareceu equivocado.&lt;br /&gt;No próprio ônibus, botou na cabeça que dessa vez sua voz seria ouvida e aplaudida em Paraty. Não pelo tilintar das marés ao bater nas rochas, mas a partir de sua poesia. Ou seria prosa? O sujeito tinha dificuldade de se afastar do predicado (quiçá do pronome obliquo). Mas tudo bem, tudo é festa e vamos celebrar.&lt;br /&gt;A primeira impressão ao chegar foi que seria um sujeito oculto. Invisível ao olhar das grandes estrelas em evidência, resignou-se a andar a ermo pelas pedras das ruas do centro histórico, tropeçando suas prosas, ou poesias? – para os comensais enólogos. Público ideal para um clamor natural de palmas.&lt;br /&gt;Que de certo, não aconteceram, pois as conversas alheias transmutavam entre si tornando diálogos inadequados em peças de teatro diabolicamente sem nexo. Nem o melhor dos detetives conseguiria decifrar tamanha estapafúrdia.&lt;br /&gt;Sujeito indefinido esse que não baixou a guarda e continuava com a louca obsessão do clamor popular. Tentou diversas vezes, talvez cuspindo poemas da boca como os palhaços que vira cuspindo fogo ou quem sabe colocando uma melancia na cabeça.&lt;br /&gt;Lá pelas tantas, devido a formidável seleção de cachaças que tinha tomado, graças às amostras grátis que pedira nas cachaçarias, viu-se num hiato perverso de sua vida. Não tendo mais razão para o que sentia, já que os outros não entendiam sua sublime inspiração nem o futuro do pretérito de suas poesias, ou seriam prosas? – agarrou-se ao grande véu que enfeitava a igreja principal e sentou-se plenamente resignado na areia da praia contemplando a conjunção do mar com as montanhas, sendo que a noite transformava tudo numa coisa só, o preto estrelar.&lt;br /&gt;Mal sabia ele que virou a noticia maior do encontro literário, já que nenhum adjetivo foi capaz de ser interpelado quando ao meio dia da palestra principal, seu corpo apareceu boiando no rio que desemboca na baía de Paraty, com o véu ao seu redor. Sem advérbios para exprimir a perplexidade, a platéia somente suspirou. Eta sujeito enrolado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-8319010902476507311?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/8319010902476507311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=8319010902476507311&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/8319010902476507311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/8319010902476507311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/07/lingua-portuguesa.html' title='Lingua Portuguesa'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-6547633383003383361</id><published>2007-06-11T10:53:00.000-03:00</published><updated>2007-06-11T10:56:16.496-03:00</updated><title type='text'>Móveis</title><content type='html'>Show. Todos dançando no palco e na pista. Garoto observa tudo reluzente, curioso em saber quem era aquela banda diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro: O nome da banda é empório?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher: Não! é móveis! Empório é a musica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro: Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher: Móveis coloniais de acaju!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro: Ué, eles não seriam a ultima banda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher: Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro: Como não? Ta lá no ingresso. Moptop e Móveis....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher: Então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro: Moveis era para ser no final da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher: Mas ai que eles se equivocaram. Ou trocaram, já esta terminando o Móveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro: Perai! Esse não é o grupo de abertura que me disseram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher: Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro: Ahhhh por isso que não estava entendendo. Um pessoal cantando musicas a la Los Hermanos, tipo culto evangélico!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher: Pois é! Móveis!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro: Móveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher: Isso mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu-se um silencio ensurdecedor, pela banda sendo aclamada pelo pequeno publico que assistia a performance. Enquanto pensava em moveis, o que ele pensaria. Pude observar todo o seu conjunto e durante a próxima hora tentei encontrá-la em pensamentos e diálogos diversos para por em pratica a deliciosa fantasia da prosa a dois.&lt;br /&gt;Pude verificar seus passos e suas andanças entre outros solteiros. Futuros pretendentes de uma terça a noite de frio. Às vezes me perdia em olhares alheios ao que acontecia ao redor e a outras pessoas que esbarravam em mim para mudar de nível. Calma, seria somente nível, como escadas. Nada de escala espiritual.&lt;br /&gt;Isso foi tornando o evento despretensioso em evento ansioso. Não iria interrompê-la, pelo simples fato que a dança me parecia e sempre foi, a coisa mais expressiva para o momento e usaria isso contra mim. Por isso aguardei.&lt;br /&gt;Palmas diversas, olhares amenos, luz acesa. Pessoas deixando o local, satisfeitas em ter escutado o estalar de guitarras e sopros nas diferenças musicais dos dois grupos. Comigo, o momento ideal para constranger o acaso e sepultar uma possível investida naquilo que eu desejaria. Fiquei observando o listrar vermelho e branco de sua blusa, imaginando por quanto desenrolaria a tal conversa.&lt;br /&gt;Engolindo a seco, o que ainda restava de rouquidão, caminhei entre anônimos ao grupo de meninas que conversava animadamente entre risos e vozes altos. Chegando perto com o discurso pronto e as respostas gravadas na cabeça, toquei em seu braço com delicadeza. Ela virou, curiosa, pronta para ouvir algum comentário interessante que acabara de acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro:-Carolina! MÓVEIS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher: - Móveis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais acrescentar Pedro resignou-se a virar a cara já cabisbaixa a caminho da saída se perguntando o porque do lindo comentário altruísta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-6547633383003383361?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/6547633383003383361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=6547633383003383361&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/6547633383003383361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/6547633383003383361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/06/mveis.html' title='Móveis'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-2756419498877433510</id><published>2007-06-04T14:16:00.000-03:00</published><updated>2007-06-04T14:21:10.454-03:00</updated><title type='text'>Outono</title><content type='html'>Oculte a tristeza alheia&lt;br /&gt;no caminhar perverso do olhar.&lt;br /&gt;Sinta na imensidão&lt;br /&gt;       o pesar&lt;br /&gt;de todo aquele que não queres sofrer.&lt;br /&gt;Roga palavras singelas ao luar sem ao menos, ver para crer.&lt;br /&gt;Pois a lua tende a brilhar&lt;br /&gt;Para tudo aquilo que não queres ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-2756419498877433510?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/2756419498877433510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=2756419498877433510&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/2756419498877433510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/2756419498877433510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/06/outono.html' title='Outono'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-570698003449560242</id><published>2007-03-12T16:46:00.000-03:00</published><updated>2007-03-12T16:51:09.489-03:00</updated><title type='text'>Salvador</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- E ai Salvador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- (Risos).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Você não me engana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Eu sei que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Há quanto tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Não sei. Desde aquele dia no baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Que eu fiz a mesma brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Pois é.... Muda o disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Olha lá, que intimidade é essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- (envergonhada) Desculpe, não foi minha intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Previsível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Sua reação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Ahhhhh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Desculpe a pilha. Me empolguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Ah é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- É, em te encontrar de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Assim ruborizo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- E como vai a cidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Você que me diz. Você vive lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Que isso? Aquela foi a ultima vez que estive. Você que dá risada toda a vez que tocamos nesse assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- É mesmo. Olho pra você e sei que vem alguma gracinha. Tipo Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Mas é sua cara. E não adianta dizer que foi descansar, tomando caipirinha de siriguela na praia, por que sei que foi caipirinha de siriguela. Mas na Avenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Ok, (risos) você venceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Ainda não, no dia que completar os cinco dias de circuito pode me chamar de vencedor. Mas voltando ao assunto pertinente, não imagina porque queria te encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Então diga, sou toda ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Gravei uma fita cassete...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Fita cassete?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Isso mesmo, com os maiores hits de axé music desde a época de Luis Caldas. Fiz questão de limar Carrapicho porque vem lá da Amazônia. E Amazônia não é axé, Salvador!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Nossa, que noticia bombástica. Mudou minha pacata vida. Pretende fazer o que com essa fita viciante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Taí, ainda não pensei no que fazer, primeiramente queria te contar essa minha aventura. Cheguei a perder algumas horas, para não dizer dias atrás de cópias dessas músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Mas o que tem de bom nessa fita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Os clássicos, Ivete, Chiclete, Asa. Os super clássicos Armandinho, Daniela e Margareth. Porque sabe como é, quando você é intimo só chama pelo primeiro nome. Grupos com nomes lindos, como Patchanga, Harmonia do Samba e a voz potente de Carlinha. A Perez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Estou impressionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; - E é claro, Brown. O único invertido de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Luis Caldas e “nega do cabelo duro”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Tem Beto Barbosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Ahahahahaha. Você acha que eu ia esquecer um clássico da década de 90. Logo depois de Netinho e aquele grupo que canta papo de jacaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Agora estupefata. Papo de jacaré é surreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Te falei Salvador. Pensei em você quando fiz essa fita. Só não tive o tempo de treinar as coreografias....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Aí então o que você quer de mim? Que eu te ensine?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Que pretensão!!! Você se considera tão boa assim para me ensinar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Acho que sim. Você esta me desmerecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Peraí, não posso gravar uma fita pra você e te desmerecer. Considere isso uma honra. Pega o walkman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Que walkman? Só tenho ipod.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Chique!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Que nada! Antenada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Chique!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Ta bom, sou chique!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Vamos parar com essa discussão. Toma a fita e escuta em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Agora não vai dar. Acabou o Carnaval, to na rebordosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Rebordosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- É. Sabe quando você tem uma overdose de algo? Foi isso. Preciso descansar a mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Salvador, não faz isso comigo. Gravei com todo o carinho... e eu pretendia, lá no fundo da minha cabeça, que você me ajudasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Ajudasse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;-É. Dessa forma poderíamos nos encontra mais uma vez, não dessa maneira esporádica e imprecisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Entendi. Você quer me conhecer melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Provavelmente. Se falasse logo na lata seria descartado. Sabe como é a impulsividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Quem disse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Combinado, agora espero que tenha uma cópia também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Para que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Para você escutar e não se esquecer de Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;- Vai ser impossível. To com o swing na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-570698003449560242?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/570698003449560242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=570698003449560242&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/570698003449560242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/570698003449560242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/03/salvador.html' title='Salvador'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-116924220888606189</id><published>2007-01-19T18:28:00.000-03:00</published><updated>2007-01-19T18:30:08.916-03:00</updated><title type='text'>Soneto para Recuperação</title><content type='html'>A dor insistia em machucar o peito&lt;br /&gt;de uma tal maneira, que não tinha jeito.&lt;br /&gt;Por isso quando finalmente a mente se abriu,&lt;br /&gt;o delírio insano, hostil e perverso da cabeça ruiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então aproveite as manhãs quentes, e corra&lt;br /&gt;sem parar, com o vento abafado na cara&lt;br /&gt;alimentando o seu corpo, minha nobre Lara,&lt;br /&gt;dos infortuitos pensamentos de que eu morra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso simplesmente é um pedido de recuperação,&lt;br /&gt;para todos aqueles seres vivos que habitam&lt;br /&gt;nossos arredores, como uma paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que me curo de uma lastima má,&lt;br /&gt;pego o que de pior te feriu&lt;br /&gt;e enterro as últimas magoas com uma pá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-116924220888606189?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/116924220888606189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=116924220888606189&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116924220888606189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116924220888606189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/01/soneto-para-recuperao.html' title='Soneto para Recuperação'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-116869465767672877</id><published>2007-01-13T10:21:00.000-03:00</published><updated>2007-01-13T10:24:17.706-03:00</updated><title type='text'>15 anos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Enquanto desenhava no caderno de folhas brancas despautado, o menino de 15 anos ia, assim, construindo suas defesas para o mundo exterior. Com certa nobreza e desprendimento, transparecia para o papel a fragilidade dos traços recém feitos pela caneta esferográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ousava escrever usando tinta, para que o erro se tornasse um aprendizado. A penitência especifica para as curvas mal resolvidas de sua puberdade. De certo, turbilhões de diferentes especificações mostravam uma certa timidez, para o fato de passar horas sentado sobre o banquinho herdado do avô, transpondo obras de artes e paisagens que tanto afetavam sua curiosidade e cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Não é mentira falar dos minutos que se perdia na imensidão de sua companheira fictícia que ele tanto desejava. A morena de olhos escuros esquecera de seu rosto, como uma pintura borrada numa noite de chuva. E ele não ousou esquecer. Ainda não dispunha de ferramentas para fechar a sua curiosidade ferida pela rejeição prematura. Para isso reclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Como uma grande sinfonia, seus ouvidos rechaçavam qualquer hipótese de estrangulamentos dos desejos fazendo do mesmo menino de 15 anos, um estranho em seu habitat natural, a adolescência. Desenhava sem pagar, sobrepondo retas, curvas, olhos, claros ou escuros, lagrimas, intensas ou única. Sua convicção através das imagens relatava suas questões. Lápis mordidos, canetas quebradas, roupas pintadas e seu inseparável boné boina. Isso ele deixava pelo seu corpo pendurado como um amuleto. Na mochila preta surrada, seus trabalhos, seus rascunhos, sua máquina fotográfica manual e um livro de anotações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Foi dessas anotações que presumi sua idade, quando fui conhecer sua obra no museu metropolitano de Nova York. Na introdução dizia que seus rascunhos datavam um quarto de século de idade, isto é, 25 anos. Mas não sei não, ou eles estão errados ou a maturidade varia de pessoa para pessoas. Cabe a você descobrir realmente a sua.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-116869465767672877?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/116869465767672877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=116869465767672877&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116869465767672877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116869465767672877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2007/01/15-anos.html' title='15 anos'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-116664936301955272</id><published>2006-12-20T18:14:00.000-03:00</published><updated>2006-12-20T18:16:03.043-03:00</updated><title type='text'>Mania</title><content type='html'>Mania&lt;br /&gt;tardia&lt;br /&gt;que rompia&lt;br /&gt;a sadia&lt;br /&gt;imperfeição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia esperança&lt;br /&gt;Queria gritar&lt;br /&gt;Vadia ignorância&lt;br /&gt;Estaria a esperar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jazia esquecida&lt;br /&gt;Traria conseqüências&lt;br /&gt;Permitia vida&lt;br /&gt;Libertaria essências&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-116664936301955272?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/116664936301955272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=116664936301955272&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116664936301955272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116664936301955272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/12/mania.html' title='Mania'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-116244133623476888</id><published>2006-11-02T01:17:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T14:59:27.706-03:00</updated><title type='text'>Quando ela estendeu o braço...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Quando ela estendeu o braço, gelei. Como ela teria cedido aos meus apelos? Quando durante semanas, numa quarta feira chuvosa ela ia dizer:&lt;br /&gt;- Tá bom, meu caro, o que faremos?&lt;br /&gt;   Perai! Isso eu não tinha pensado ainda. Não contava no manual, como poderia me sair dessa. Fiquei sem voz e gaguejei: c-c-com-como assim, vo-vo-você aceita? Ela riu alto, seu sorriso aberto iluminou a varanda aonde nenhuma estrela se apresentava. Como tudo que é bom dura pouco, pedi a ela um minuto de tempo, pedi que congelasse por um instante que tinha de conversar comigo mesmo. Ela achou esquisito, na verdade muito esquisito. Mas vindo de mim ela relevou. Bebeu um pouco de água  e parou numa posição bastante confortável. Braços cruzados, perna estáveis pendendo mais para direita, cabelo escorrido para trás. Nossa, como estava linda. E congelou!&lt;br /&gt;   Virei para mim mesmo e soltei uma palavra que realmente não imaginava:&lt;br /&gt;- FODEU! Logo agora? Não me preparei... Será que cheiro bem? Será que essa noite eu acabo grudado nela? Será que ouvirei solos de trumpete pelas esquinas distantes de minha casa? Será? Simplesmente Será?????&lt;br /&gt;   Comecei a indagar um jeito incisivo, normal e blasé, para achar aquela situação corriqueira e responder a ela com um jeito malicioso. Que jeito malicioso nada, estava tremendo na base. Boca seca, respiração ofegante, suor jorrando pelas têmporas. Capaz de me afogar em mim. Era mais fácil chamar uma ambulância resgate do que me decidir para aonde ir.&lt;br /&gt;  Envoquei os deuses. Desde os primórdios. Chamei Moises, Jesus, Maomé, Padim Cicero, Shiva, Hare Krishna Hare Hare. Gritei Namaste quinze vezes, ajoelhei outras sete, me benzi outras dez, subi a escadaria de joelho sobre cacos de vidros poídos. Prometi que não comeria carne vermelha e raspava a cabeça. Calma aí!, raspar a cabeça é um pouco complicado. Já não sou galã. Imagine sem cabelo... ia parecer um ovo. De páscoa, pela cor do meu couro cabeludo. Chocolate Branco Lacta. Só faltava o embrulho celofone.&lt;br /&gt;   Comecei a indagar-me:&lt;br /&gt;- Mas se não comer carne vermelha, o que farei nos churrascos, alem do pão de alho? Ato falho para ficar perdido em pensamentos enquanto o pagode rola solta. Nunca tinha percebido isso, ninguém a sua volta, ninguém pedindo um gole de sua cerveja bebida no gargalo. Maldito alho! Não posso largar a carne vermelha. Pelo churrasco acima de tudo.&lt;br /&gt;   Ela continua estática na sua posição, volto a contemplá-la. Pretendo dizer que aceito sim. Mas quem diz que a voz sai? Saio a procurar um bala para salivar, mas quem disse que as outras pessoas continuam suas vidas se parei o tempo para contemplá-la. Penso em flores, arbustos, o mundo para continuar tendo aquela visão. Volto ofegante subindo as escadarias que minha imaginação montou.  As mesmas que subi ajoelhado, agora ensanguentada pela visceral cor vermelha de meu sangue azul de duque. Chego bem perto dela e balanço a cabeça para cima e para baixo, fazendo coreografia do “sim”.&lt;br /&gt;   Os deuses sentados na beirada da varanda riem, muito por sinal, das trapalhadas amorosas que tento não fazer na frente dela. Fazem apostas com dinheiro de se conseguirei ou não ter o compromisso do convite. Cada um quer me dar uma opinião diferente para que faça a coisa certa. Mas se seguir os conselhos, como saberei se eu mesmo quero encostar minha boca em seus lábios? Olho para trás, fitando-os . Se assustam com meu olhar  perverso de um olho semi cerrado e o outro com a sobrancelha levantada dando um charme extra para cena que se passa.     Nesse momento, ansio por uma chuva que possa varrer toda a informação desnecessária para eu procurar a verdade da resposta. Não é que ela cai?  Inclusive torrencialmente sobre eles que ficam encharcados e começam a deparecer de minha frente, cada um de sua maneira peculiar. Deixo vocês imaginarem como cada um foi se indo.&lt;br /&gt;   Ela pigarrea ram ram, como se quisesse atenção e uma resposta. Dou meia volta e a fito. Seus olhos demonstram tudo o que passou. Só preciso dizer sim, o resto é consequência. Já é sabido que ficarei com a perna bamba, com a boca seca, com os olhos arregalados por cada coisa nova. E lendo nos manuais de auto ajuda, não dando a atenção devida mas prestando todo o ouvido na conversa, usarei a meu favor como “super trunfo” num futuro não muito proximo quando por acaso precisar fazer essa mágica imaginária que só acontece em nossa cabeças frações de segundo.&lt;br /&gt;   Por isso, quando ela me perguntou de novo e estalou seus dedos na frente de meus olhos, baixei a cara, dei uma risadinha, corei o rosto e perguntei para onde vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;PS: Escrito com os ouvidos antenados no som de Madeleine Peyroux.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-116244133623476888?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/116244133623476888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=116244133623476888&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116244133623476888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116244133623476888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/11/quando-ela-estendeu-o-brao.html' title='Quando ela estendeu o braço...'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-116198230225085756</id><published>2006-10-27T17:40:00.000-03:00</published><updated>2006-10-27T17:51:42.273-03:00</updated><title type='text'>Lembro para você</title><content type='html'>Pizza no Cirandinha,&lt;br /&gt;Cinema no Roxy ,&lt;br /&gt;Passeio no shopping,&lt;br /&gt;E alegria no play.&lt;br /&gt;Bolas de gude na terra,&lt;br /&gt;Show da Xuxa na TV,&lt;br /&gt;“Supertrunfo” na mesa&lt;br /&gt;E o Vannucci dando seu “alô você”.&lt;br /&gt;Palhaço na festa,&lt;br /&gt;Lingua de sogra na boca,&lt;br /&gt;Brigadeiros mil nas mãos,&lt;br /&gt;E bolo lambuzado do pé a testa.&lt;br /&gt;Policia e ladrão no recreio,&lt;br /&gt;Futebol no fim da tarde,&lt;br /&gt;Praia pela manhã&lt;br /&gt;E sonho com recheio&lt;br /&gt;De doce de leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;PS: Adaptação de um poema que li, um tempo atrás. Não lembro de quem era... Fala da infância. A minha.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-116198230225085756?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/116198230225085756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=116198230225085756&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116198230225085756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116198230225085756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/10/lembro-para-voc.html' title='Lembro para você'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-116153465031675788</id><published>2006-10-22T13:27:00.000-03:00</published><updated>2006-10-22T13:30:50.333-03:00</updated><title type='text'>A desibinição do soneto</title><content type='html'>O mundo imperfeito preenche suas curvas,&lt;br /&gt;quando reflito sua imagem em aguas turvas.&lt;br /&gt;Relaxe sobre os sinos silenciosos da paranóia,&lt;br /&gt;com a complicada relação de um quartzo numa joía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Libere seu corpo ao deleite do prazer&lt;br /&gt;mesmo sabendo que os minutos cessarão.&lt;br /&gt;Pois todos aqueles que anseiam em ver&lt;br /&gt;a vergonha eminente que não passa em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não altere simplesmente o modo de pensar,&lt;br /&gt;já que os fracos tendem a julgar,&lt;br /&gt;tudo aquilo que a mentira pode dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levante a cabeça, mergulhe na paixão.&lt;br /&gt;Não cultive o exílio libidinoso,&lt;br /&gt;porque te confesso, afeta o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;PS: Não reparem não! Estou numa onda de escrever sonetos, mesmo que tenham falhas decassilábicas. Um dia eu chego lá.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-116153465031675788?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/116153465031675788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=116153465031675788&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116153465031675788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116153465031675788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/10/desibinio-do-soneto.html' title='A desibinição do soneto'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-116131488937148484</id><published>2006-10-20T00:24:00.000-03:00</published><updated>2006-10-20T00:28:09.390-03:00</updated><title type='text'>Reclamação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt; HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai que saco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára com isso, Bruno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parar com o que Marcela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De reclamar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclamar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não reclamei de nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não? “Ai que saco!”é prazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Mas não é reclamação. Não entoei minha voz como reclamação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OK. OK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confia em mim, Marcela. Você me conhece há vários anos, sabe que não tô reclamando. Estou somente a pensar. E pensei alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou em alto e reclamou algo. Foi da vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida tá boa, não posso reclamar. Não me falta nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada, Nada???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;(PAUSA)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, uma coisa sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá. Desembucha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa minha. Se fosse para explanar contava para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos? Você não pode me deixar curiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixarei…. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(muda de assunto)&lt;/span&gt; Por acaso viu o novo filme do Almodovar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não enrola, diga!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno Almeida! Diga logo o que é um saco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, um saco é um dispositivo de algum material, pode ser de papel, plástico, tecido. Tambëm é a denomincação pejorativa.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DÃÃÃÃAÃÃ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era isso que queria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, essa resposta, seu animal!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ihhhhh, vai começar a destemperar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou cair na sua jogadinha manjada da década passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ihhhhhh, para segurar os bons modos tá complicado...curiosidade mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mata os outros. Fala logo. Senão me vou....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que? Ai que saco!!! Me deixa!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AHA!! Está aí o que você queria.  O saco é para essa conversa sem pé nem cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-116131488937148484?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/116131488937148484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=116131488937148484&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116131488937148484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116131488937148484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/10/reclamao.html' title='Reclamação'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-116102131202974321</id><published>2006-10-16T14:51:00.000-03:00</published><updated>2006-10-16T14:55:12.050-03:00</updated><title type='text'>Parati</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ando pelas ruas cheias de Paraty. Tropeço entre pedras e montes d’agua, caminhando com passo lento ao largo de passos largos de outros. Não vejo ninguém, a não ser as pequenas edificações antigas e suas luminárias centenárias. Nada impede de que siga meu caminho em direção norte. Defino essa trajetoria com a mesma certeza de que ignoro as risadas, as fumaças, as alegrias dos outros. Sentimental como estou, pretendo encontrar somente o meu bem estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzo olhares. Esses não consigo escapar e alimentam meu destino. Verdes, claros, castanhos, puxados ou fechados, não deixo nenhum sem ter pelo menos uma mudança ocular minha. Como vicio quimico. Não imagino que algo encontrarei, mas tenho imaginação fértil em saber que nada perderei. Nenhuma daquelas pedras irá deter meus pensamentos. Uma música vem a cabeça, sem letra. Faço de meus passos, partituras. Faço de meus gestos, versos. Versos estes que não consigo mensurar a sensação de plenitude. Tudo incomoda, tudo se vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contorno esquinas desertas cheias de risos complacentes de histórias incríveis que jamais escutarei. Seus sorrisos também me alimentam. Suas roupas detem meu espectro em segundos preciosos. Sucumbo a tentação. Esboço palavras desconexas. O tilintar das estrelas reflete a imensidão do negro mar. Cheiros diversos entopem minhas narinas. Nebulosas são as nuvens que encobrem a pequena lua que surge! Situações corriqueiras tornam o andar mais dificil. Cada passo dado parece perto da eternidade. Meu corpo sente a dificuldade e passo a flutuar, sem ao menos sair do chão. Os desniveis tornam-se retos. Caminho rápido e tenho a afirmação certa de que tudo isso não passa de um devaneio. Um louco devaneio pelas ruas históricas de uma cidade esquecida pelo futuro e lembrada por seu passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como numa fotografia em preto e branco, sorrio para a camera imaginária da vida, concluo que nada me pertence, tiro a chave do bolso, abro a porta da realidade nociva que me cerca e vou dormir. Vou dormir sabendo que amanhã novamente andarei pelas ruas cheias de Paraty.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-116102131202974321?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/116102131202974321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=116102131202974321&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116102131202974321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116102131202974321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/10/parati.html' title='Parati'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-116010567880739663</id><published>2006-10-06T00:22:00.000-03:00</published><updated>2006-10-06T00:34:38.820-03:00</updated><title type='text'>A descoberta do soneto</title><content type='html'>Absurdo pensar em te conhecer naquela singela tarde&lt;br /&gt;Surpreso e feliz, quando a iniciativa tomei&lt;br /&gt;Um soneto, pretendo criar e de promessa farei&lt;br /&gt;Numa noite quente e abafada que comemoro sem alarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça perturbada em criar um estigma&lt;br /&gt;Nem pensou em ocultar o surgimento de um enigma&lt;br /&gt;Já que se pena numa idéia em te contar&lt;br /&gt;Como poderá ser possível o mais gélido dos homens te amar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho em círculos pelas ruas da primavera&lt;br /&gt;Confuso pela possibilidade de encontrar&lt;br /&gt;De alguma forma tua boca e teu olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que projeto para todo mundo a alegria&lt;br /&gt;Me envergonho, meu coração seca quando você se aproxima&lt;br /&gt;Mesmo sabendo que por mim simplesmente passaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-116010567880739663?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/116010567880739663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=116010567880739663&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116010567880739663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/116010567880739663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/10/descoberta-do-soneto.html' title='A descoberta do soneto'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-115894370992926906</id><published>2006-09-22T13:47:00.000-03:00</published><updated>2006-09-22T13:55:38.580-03:00</updated><title type='text'>A procura do soneto</title><content type='html'>De fato não queres vir&lt;br /&gt;De concreto não queres ver&lt;br /&gt;Portanto só sabe punir&lt;br /&gt;Tudo aquilo que pretendo florescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me atendes, nem me chama,&lt;br /&gt;Ignoras o meu viver&lt;br /&gt;Choro forte pela trama&lt;br /&gt;Incompleta de sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É torto, latente e visceral&lt;br /&gt;O caminhar sem rumo sempre à mercê&lt;br /&gt;Na real procura por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que a alma desespere&lt;br /&gt;A cara emburre e se altere&lt;br /&gt;O coração é grande, por isso me espere.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-115894370992926906?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/115894370992926906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=115894370992926906&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115894370992926906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115894370992926906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/09/procura-do-soneto.html' title='A procura do soneto'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-115884521693478560</id><published>2006-09-21T10:19:00.000-03:00</published><updated>2006-09-21T10:26:56.983-03:00</updated><title type='text'>Loucura fotográfica</title><content type='html'>Mammy: Vamos filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Não quero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Por que essa negação agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Não quero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Mas filhinho, sorria para a câmera! Olha o passarinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Ai que ódio! Pará com isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Eu não to fazendo nada. Só quero que você sorria. É pedir muito? É isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Não, não e não! Pronto, chega. Assunto encerrado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: O que foi? Conta para a mamãe! São seus dentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho:O que há de errado com eles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Seus dentes que caíram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: HAHAHAHA. Eles já caíram há muito tempo, já nasceram outros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy:Nasceram sim. Tortos, mas consertáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Obrigado mãe, bota dois anos de terapia aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Não entendo o sarcasmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Não entendo o seu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Tá! Vamos parar com isso. Sorria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Não vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Por que meu filho? Você está tão bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Vem cá, eu vou ter que ir embora? Você sabe que não posso ficar nervoso, por causa da pressão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Só se for pressão atmosférica, porque aqueles remedinhos não conseguem te fazer nem gritar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Então eu vou parar de tomar e a senhora irá ver como se faz para atazanar a vida dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: OK OK! Não falarei mais nada para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Isso mesmo! Já estou cansado de escutar suas zombarias recheadas de “amor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Amor materno, meu filho! Veja se seus irmãos reclamam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Claro que não. Nossa que horror! Michael está na Europa e James já morreu. Há oito anos!!! Que absurdo, mamãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Absurdo é você não deixar se fotografar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Não com esses trajes ridículos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: O seu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Não. Desse que está ao seu lado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Ah! Mackenzie? Mackenzie é ajudante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Ajudante de que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Almoxarifado Intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: O que? O que seria almoxarifado intelectual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: É como chamam as novas bibliotecas. Sabe-se e encontra-se tudo lá, e Mackenzie organiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: As estantes e pastas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Não. As idéias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: De quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: hãããã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Ah filho, pare de melindres, sorria para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Pede para o Mackenzie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: O Mackenzie não pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Como não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Faz tempo que comeu feijão e ficou um caroço preso no dente da frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Então tira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Não pode. Mackenzie diz que se suicida se mexerem sem seus dentes. Já até nos acostumamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Então pense em mim, com o mesmo problema que o Mackenzie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: (rindo) Filhinho, sei que você não comeu feijão. E você sempre escovou os dentes.&lt;br /&gt;Filhinho: Só os de baixo, só os de baixo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: é mentira. Mentira! MENTIRA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Pára mãe. Chega de escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Mentira. Mentira!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Mãe, se acalma. E vou chamar os guardas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy:Chama, chama. Eles me ajudam a fazer você sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho:Como? Serrando minha boca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Não, com cócegas!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: ......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: (Silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Mãe, isso não vale. Isso é chantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Pode chamar como você achar melhor. Eu quero que você sorria para a câmera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Mãe, pelo amor de deus, isso não é uma câmera. É uma caixa de fósforos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Não minta filhinho. Não minta. Mackenzie confirma para ele? Vai, confirma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Mãe! Chega!!!! O Mackenzie não fala. Pára com isso! O Mackenzie nem tem dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Ah é, então o que é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Isso daqui é espuma mãe! O Mackenzie é um urso de pelúcia. P-E-L-U-C-I-A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: NããããããããO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Chega dessa baboseira. Não vou sorrir para câmera nenhuma. Estou de saco cheio de posar para fotos. Você tem zilhões de fotos minhas. Desde quando era um embrião até hoje em dia. Vá dormir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammy: Vou mesmo. Filho desnaturado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Não! Eu vou dormir. Você fica aí na frente das grades, que eu e o Mackenzie vamos nos recolher. Apaguem as luzes, apaguem as luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhinho: Viu Mackenzie, cada situação embaraçosa que a gente passa. Boa noite!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-115884521693478560?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/115884521693478560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=115884521693478560&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115884521693478560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115884521693478560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/09/loucura-fotogrfica.html' title='Loucura fotográfica'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-115820725143277128</id><published>2006-09-14T01:10:00.000-03:00</published><updated>2006-09-14T01:14:11.450-03:00</updated><title type='text'>Banquinho e violão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Perfeitamente acomodada em sua cama, A. disse não algumas vezes para suas amigas. De certo ainda tinha resquícios do cheiro de perfume aveludado que teimava em sair do quarto. Tudo remetia a ele e isso a intrigava. Suas amigas tiveram de se reunir e decidir que só parariam de ligar e cutucar A., se ela tomasse jeito e fosse curtir o show daquele cantor mineiro que se apresentaria no barzinho preferido de sua turma. Tudo a enojava, tudo a deixava sentimental demais. Não queria forçar a barra. Maldita hora que ele viajou e deixou que meus sonhos se tornassem estranhos devaneios, perdidos na imensidão oculta da minha imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei, nem eu agüento mais a voz de minhas amigas tagarelas me chamando para sair e assistir o maldito show. Cedi, isso mesmo cedi. Para que ficar escutando toda hora: Vamos A. você ira adorar...? Eu entendia: Vamos A., esquece o dito cujo que viajou... Patético foi a cena delas comemorando a vitória parcial de uma simples noitada de sexta feira. No fundo, já estava enjoada de ver filmes até o amanhecer de sábado, fumando compulsivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que o sol da sexta feira se põe e todas elas eufóricas, já estão aqui em casa se embelezando, cantando as musicas preferidas e apertando incessantemente o repetir do disco. Até eu já cantarolava as musicas sem ao menos entendê-las. Minha cabeça ainda estava no dito cujo traiçoeiro que me trocou para estudar français e ser livre. Tomara que esteja entupido de baguete e que se afogue em vinho chardonnay!!!! (È mentira tá! Ainda gosto dele). E não é que no carro as musicas continuavam sem parar? O alívio da chegada foi diretamente proporcional a minha ultima transa com o dito cujo. Maldito, que veio me contar essa novidade estúpida quando deliciava-me com meu cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentamos todas juntas, na frente do palco. Elas compraram há tanto tempo, que conseguia enxergar os cravos que a base escondia na maquiagem do cantor, se quisesse. Pediram para descer a garrafa de whisky, amendoim e uma porção de nachos. Já que estava ali, acompanhei toda a comilança. Luzes se apagam, gritos histéricos, assobios aterrorizadores, gritos de guerra, como ‘Lindo, tesão, bonito e gostosão!”, embrulharam meu estomago. Por um momento quis sumir e voltar para debaixo do meu edredom. Por um momento, ok? Porque foi só ele entrar e testar o microfone que meu coração se desmantelou. Pensa em pétalas de lírios brancos caindo uma por um,a sobre um vasto riacho de água cristalina? SOU EU NESTE MOMENTO!!!! Comecei a suar compulsivamente, minha boca secou. Bebi num gole a dose de whisky e pedi mais. O jeito como segurava o microfone, o jeito que olhava para platéia, o jeito que pedia mais som. Fiquei hipnotizada!!! Claro, consegui não pensar no dito cujo por 3 minutos. Era recorde mundial. Estava fascinada. As musicas começaram e meus olhos não o deixaram mais em paz. Devo ter sugado a beleza interna e externa dele, pelo simples fato que me fortalecia cada vez que batia o olhar. Paixão. Defino isso como paixão. Gritava lindo, tesão,... te quero demais. Cheguei ao ponto das mais bagaceiras. Minhas amigas chegaram a se esconder e ficar com vergonha de mim. Que se explodam, pensava eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes ele ajeitava o banquinho, testava o funcionamento do violão. Roupa combinando, visual básico, cabelo longo, barba por fazer... Não podia querer outra coisa. Só visualizava seu cheiro. Se cheiro pode se visualizar! Por assim fiquei durante exatamente duas horas. No bis, queria que acabasse. Tinha que falar com ele o mais rápido possível, senão não iria agüentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me correndo e fui em direção ao camarim esperá-lo. Como o show ainda rolava, os seguranças não perceberam. Isso foi ótimo. Tive o tempo de pensar, pensar, esfriar a cabeça e dosar as palavras que sairiam da minha boca. Ouvi lá de longe os aplausos e mais aplausos. Estava chegando a hora. Minhas amigas não paravam de ligar e mandar torpedinhos no celular. “Miga, cadê você. Show antológico!!! Te adoro!!! Vem logo!” escreviam elas. Para os diabos com “Miga”, eu o quero, pensava eu, cada vez mais certa. Ele demorou a vir. Avistei lá de longe. Carregava diversas coisas e vinha com o ar despreocupado, cara típica de dever cumprido. Ao passar por mim, acenou com a cabeça e não resisti. Peguei-o com força e pressionei o contra a parede. Ele ainda no susto, nada fez. Fui chegando devagar com a boca em seu ouvido. O cheiro de perfume abria os poros do meu corpo e me arrepiavam. Fui chegando até que sussurrei: quero muito te conhecer, está aqui meu telefone. Coloquei um papel com meu telefone. Dei-lhe um beijo caloroso e voltei correndo para minhas amigas. Certa que tinha feito a coisa certa. Certa que o dito cujo não pressionaria mais meus dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diria eu C., dona de mim mesmo, completamente transtornada pelo holder do cantor....&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-115820725143277128?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/115820725143277128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=115820725143277128&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115820725143277128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115820725143277128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/09/banquinho-e-violo.html' title='Banquinho e violão'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-115755530555353825</id><published>2006-09-06T12:02:00.000-03:00</published><updated>2006-09-09T21:46:33.663-03:00</updated><title type='text'>583 - Cosme Velho - Leblon</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um homem se aproxima da única mulher que se encontra no ponto de ônibus. Já está escuro e faz muito frio, devido ao vento gélido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: Frio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER: Pô, bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: Quer que te abrace?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER: Como é que é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: É, abracinho caloroso. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(chegando perto da moça)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;MULHER: Peraí, nem te conheço. Que petulância!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: Petulância seria se passasse por você gritando gostosa ou se apertasse seu bumbum... Estou sendo romântico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER: Romântico? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(riso alto)&lt;/span&gt; Não consigo ver nada de romântico nisso que você fez. Pelo contrario. Da onde já se viu alguém do nada, chegar e te cantar. Por acaso, você vê um bar, com musica eletrônica e luzes piscando sem parar, de todas as cores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: Não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER: Então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: Então o que digo eu! Posso te abraçar ou não? Um abracinho leve, de amigo. Podemos nos esquentar juntinhos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(com sorriso maroto).&lt;/span&gt;..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER: Nem pensar. To cheia de pressa, com a cabeça a mil. Aí aparece um qualquer... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(é interrompida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;HOMEM: Um qualquer não!!! Tenho nome, endereço e sonhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER: AHAHAHAH? Sonhos? Isso todos temos. Fale um?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: Fico envergonhado expondo meus sentimentos. Que tal um abraço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER: Que abraço, criatura!! Você não vê que esta me importunando? Não é possível... Frio, chuva, vento, sem carro, mal paga e ainda sendo importunada... Vou encontrar minha avó nadando em dinheiro quando chegar lá em casa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(falando sarcasticamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;HOMEM: Posso te acompanhar. Quem sabe conto um sonho que tenho. É tão bonito. Começa comigo caminhando por uma bela praia deserta e lá no final vejo luzes e coqueiros belíssimos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER: OK. Continua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: Ao acompanhar você eu desenrolo a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER: Ah Me esquece!!! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Ela se desloca no ponto para uma área descoberta e que chove)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;HOMEM: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Ele grita lá da parte coberta) &lt;/span&gt;Vou caminhando, deixando minhas pernas serem sugadas pela areia fofa, da maré baixa. Tatuís e caranguejos somem da minha frente num ballet misturado com um frenesi que jamais tinha visto. No fundo bolero de Ravel....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Ela se aproxima interessada) &lt;/span&gt;Interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: É, né? Sonho com isso quase todas as noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER: eu também tenho vontade de sair dessa cidade, desse frio. Ir para o Nordeste. Ficar dançando ate o amanhecer. Do xaxado, ao rock, do axé ao piriripompom. Sempre quis ser dançarina, mas hoje sou assistente geral de caixa ali no supermercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: Oba, aqui do lado. Vou te visitar! E tomaremos um suco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER: Visitar, nada. Que isso? Alem de maluco, é perseguidor. Sai para lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM:  Nossa, você treme toda. Só porque te conheci a cinco minutos no ponto acha que vou te atacar. (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;risadas altas)&lt;/span&gt; Só quero conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER: Tá bom! Tá bom. E que hoje só tem maluco nessa região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: Não exagere, só porque o hospital psiquiátrico fica nessa região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MULHER: É pode ser. Às vezes, tenho uns ataques preconceituosos, mas sem intenção nenhuma, sabe? Essas noticias que a gente escuta no rádio. Sabe, fico dentro daquele supermercado o dia inteiro, sem ver a luz do sol. Com pessoas de diversos padrões só comprando e comprando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: Sei. Sei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(desconfiado de algo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;MULHER: ... E eu lá. Indefesa, vendo o mundo passar na minha frente. Fico tão angustiada. Tão a mercê da corporação. Teve um dia que achei que ia ser engolida por toda a seção de laticínios do super. Ahhh desculpe, é super como chamo carinhosamente o supermercado....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM : &lt;span style="font-style: italic;"&gt;... (sem fala. Espantado)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;MULHER : .. Imaginei sendo devorada por potes de requeijão. Fugia e quase me afogava nos iogurtes. E não eram naturais. Era uma mistura de frutas vermelhas, mamão com laranja, bio fibras e active, que tornava sua densidade grossa e espessa como área movediça. Conseguia fugir também! Mas as traiçoeiras margarinas jogavam seu conteúdo no chão, para que eu escorregasse e batesse com a cabeça. Um horror... Dois clientes e um ajudante de almoxarifado conseguiram me conter porque gritava tanto, que ninguém escutava as ofertas pelo alto-falante. AHHAHAHAHA &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(risos altíssimos)&lt;/span&gt; ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(rapaz atônito balbucia algumas palavras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;MULHER: Fiquei tão desesperada. Foi horrível, comecei a achar que o problema era comigo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(nessa hora a mulher transparece carência afetiva demais, fala com a voz amargurada)&lt;/span&gt;. Me dá um abraço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: como é que é? Abraço?  Nossa!!! Olha meu ônibus. Ele chegou, como ele é rápido. Deixa para a próxima... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(sobe correndo o ônibus)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;MULHER: E vamos para Iguaba, dia desses. Curtir uma praia, a lagoa, uma cerveja ou suco... Dançar um forró juntinho. Que tal?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-115755530555353825?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/115755530555353825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=115755530555353825&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115755530555353825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115755530555353825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/09/583-cosme-velho-leblon.html' title='583 - Cosme Velho - Leblon'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-115689572148918710</id><published>2006-08-29T20:51:00.000-03:00</published><updated>2006-08-29T20:55:21.506-03:00</updated><title type='text'>Feijoada com futebol</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Naquela manha de junho, Edileuza preparava sua famosa feijoada para a família. Pois é, sábado era dia da feijoada da Edileuza. Todos na rua já se acostumaram acordar e andar pelas ruas de Vila Isabel e sentir a presença dos ingredientes. Apesar de vários comentários e convites para abertura de um restaurante. Edileuza relutava em aceitar dizendo que era coisa de madame. De família humilde, gostava de cozinhar para família, contando filhos e netos. Tudo bem, que diversas vezes tinha agregados. Mas vá lá, não tinha problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela manhã, um  grande estouro assustou-a, fazendo com que ela se desequilibrasse e deixasse cair na mesa a couve recém cortada e o paio já preparado. Edileuza, pavio curto, enxugou a mão no avental, foi ate o quintal, pegou a vassoura e viu uma bola de futebol. Pensou logo em Pedrinho, o capeta. Ninguém o segurava. Vivia para cima e para baixo com uma bola de futebol que seu pai ganhou na Copa de 86. surrada, quase sem brilho, mas redonda como nunca. Pedrinho e a bola estavam junto para que der e vier. Mas a bola era laranja. Nunca tinha visto uma igual.. Mesmo assim, com a vassoura na mão, saiu de casa ainda suja de couve e cruzou a rua atrás dele. Adentrou sua casa, com uma intimidade digna de comadre, soltando fogo pela boca, pronta para passar a limpo mais uma travessura do menino. Ao abrir a porta do quarto, encontrou-o deitado de pijama lendo um livro de técnicas de futebol. Edileuza achou aquilo estranho, tomou o livro de suas mãos e sentou-se na cama. Pedrinho assustado coma intromissão se recolheu num canto do quarto, esperando a bronca. Num estalo, juntou as peças e viu que não tinha tempo hábil para Pedrinho fazer uma jogada de tanta genialidade. Quebrar uma vidraça, correr para casa, colocar um pijama e deitar-se como nada tivesse acontecido. Para testá-lo, começou a fazer perguntas sobre os temas do livro. E não é que ele se saiu bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como se marcar um impedimento?- perguntou ela. Ele foi lá e a descreveu direitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quantos jogadores podem vestir a braçadeira de capitão? Pedrinho foi lá e a desconcertou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Descreva o esquema três-cinco-dois? Falou Edileuza, com pinta de que tinha pegado ele pelo pé, como num carrinho desleal atrás de uma bola na meia lua. Pedrinho só não respondeu, como explicou a ela que nenhum treinador lançava mão desta tática e que o certo era o famoso quatro-quatro-dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tinha parado para pensar na inteligência do menino, nem na genialidade dos preparos das jogadas. Levou alguns lances para a esfera da cozinha e imaginou-se preparando deliciosas receitas a partir das jogadas contadas pelo livro. Não satisfeito Pedrinho ainda pos na TV aquele vídeo antigo da Copa de 70, que mostrava repetidamente para qualquer de seus amigos. Naquele instante, Edileuza tinha virado uma amiga de Pedrinho. Fez embaixadas, explicou firula, aplicou um drible da vaca no criado mudo, um chapéu na mesa de jantar. Só faltou chutar a gol na geladeira. Mas foi aí que ela se deu conta que tinha vindo aqui atrás do autor perna de pau de tamanha falta de destreza que estilhaçou seu vitral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou a ficar furiosa e mais uma vez, Pedrinho sentiu-se ameaçado. Pela primeira vez, não tinha sequer ido a rua brincar. Estava preparando-se para o campeonato do bairro, como jogador principal da rua e suplente a auxiliar técnico. Tentou mostrar a Edileuza seus últimos passos, seus dotes futebolísticos, fazendo um contratempo para acalmá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adiantou. Edileuza, irredutível, era pior que zagueiro. Não passava nada. Foi então que Pedrinho chamou sua mãe, que estava o tempo todo a estender as roupas no varal. Ela não só confirmou a historia do moleque, como repreendeu a comadre por sempre desconfiar do filho nas horas ruins. E o que ele ensinara nesse pouco tempo que passaram juntos? Não tinha significância? – pensou Edileuza. No final, já estava coma cabeça baixa, andando para a porta a procura de um silencio diferente. Um tipo de silencio, que enchesse seu orgulho de razão e não a deixasse envergonhada pela culpa pré-julgada no menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na calçada, parou, olhou para os lados e não avistou nenhum dos moleques que brincavam naquele espaço. Será que sumiram todos? – imaginou ela. Com destreza, tirou a bola de debaixo dos braços, colocou-a no chão e pisou em cima com uma das pernas, numa posição típica de goleador esperando alguém se manifestar ou buscar a bola. O tempo foi passando e a cara de Edileuza foi perdendo o brilho. Sua roupa suja acabou fazendo parte do ambiente ao longo daquela tarde e nada nesse mundo a faria sair de lá. Esboçou dar um grito de raiva por terem quebrado se paradigma. Nesse sábado, pela primeira vez, não houve feijoada na casa de Edileuza. Nem mesmo o suplico dos parentes adiantou. Por lá ficou até depois do anoitecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado alguns meses, a feijoada voltou a sua periodicidade mensal. A mesma organização de sempre, o mesmo inigualável sabor, o mesmo cheiro a pairar pela calma rua de Vila Isabel. Com uma nova condição: que os filhos lavassem a louça, pois agora sábado a tarde era dia de campeonato brasileiro e Edileuza não perdia por nada nesse mundo. Ela e sua inseparável bola de futebol laranja.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-115689572148918710?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/115689572148918710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=115689572148918710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115689572148918710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115689572148918710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/08/feijoada-com-futebol.html' title='Feijoada com futebol'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-115629628305271467</id><published>2006-08-22T22:22:00.000-03:00</published><updated>2006-08-22T22:33:41.070-03:00</updated><title type='text'>Sabores</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “Da mesma forma que pessoas vão, outras chegam e tornam a indiferença da angústia mais branda e excitante. Excitante pelo fato, que essas novas preenchem de alguma forma a solidão latente da perda momentânea dos queridos. Picante seria dizer que o azedo das antigas relações torna-se o doce das novas relações. Pois quem demonstra amargura desde cedo, continuará da mesma maneira, como sempre esteve. Literalmente salgado”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;C. tinha acabado de ler esse breve relato intitulado de “Sabores”. No parque, a luz reluzia por detrás daquela palmeira imperial, refletindo no pequeno espelho d´água, sua figura disforme. Não tinha dormido ontem e seus olhos pesavam e lacrimejavam. O excesso de casacos e roupas a ajudavam a esquentar o afago imaginário de sua cabeça. A metamorfose que sofrera no último ano permitia observar melhor as coisas. Como num livro que escapa das mãos, pensou em cada um dos sabores que já sentiu e sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tinha experimentado sensação parecida. Um gozo solta particulas condensadas na atmosfera, uma partida dissocia sua raiz, permitindo experimentar o caule, sempre correndo atrás da flor. No caso de C., o girassol. Mas essa época do ano é difícil de encontrar. Foi por isso que C. escolheu a data. Não queria partir sendo observada pelas flores que cresceriam no jardim. Da mesma maneira que o sol nos acompanha, elas me acompanhariam. Dissimulada que é, não suportaria o constrangimento da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo exorbitante do futuro inflava suas narinas geladas de excitação ao respirar. Tirava o cachecol diversas vezes, ao compasso que o taxista buzinava e esperava impaciente o terminar do ritual, fumando seus cigarros de enrolar enquanto não bebia seu mate efervescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras situações, que C. se encontrava no ponto onde tudo isso que viveu até agora começou. Onde o primeiro olhar furtivo se encontrou, onde o primeiro beijo lhe foi roubado, onde fumou seu primeiro cigarro escondido se exercitando no pedalinho. Onde cada sábado caminhado por suas árvores, transmitia o saber e fidelidade que encontrava em copas coloridas de diversas tonalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim ao caminhar por entre pequenos morros e depressões que cortavam seu caminho de terra batida. Olhou tudo a sua volta e viu nos prédios antigos do velho bairro, a reflexão de uma vida que começava agora. Respirou. Respirou fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correu. Correu sem parar até o lago semi congelado, aonde a fumaça da manhã encobria os pequenos patos encolhidos que teimavam em nadar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou sua cópia de “Sabores”, e releu mais uma vez. Singelamente colocou-a sobre o espelho d´água. Primeiro flutuando e depois sendo absorvida por aquela água azul turquesa. Foi caminhando até o final do lago, sempre o margeando, acompanhando o fluir de sua cópia. Passou pelo largo pórtico que dava boas vindas àqueles que chegavam ao parque. Foi caminhando sem olhar para trás e entrou no táxi. Partiu. Partiu sabendo que deixara no passado, sua Redenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-115629628305271467?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/115629628305271467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=115629628305271467&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115629628305271467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115629628305271467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/08/sabores.html' title='Sabores'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-115473600788514509</id><published>2006-08-04T20:56:00.000-03:00</published><updated>2006-08-04T21:00:07.906-03:00</updated><title type='text'>Poesia do absurdo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Por mais que tentemos&lt;br /&gt;Um dia, a luz cegadora virá.&lt;br /&gt;Quem sabe não teremos medo&lt;br /&gt;Para que isso não se torne insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flores perfeitas são feitas para vestir&lt;br /&gt;A imaginação suspeita do ente querido.&lt;br /&gt;Pressupõe que não se escrevas&lt;br /&gt;o real pensamento distinto da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo são aqueles que sofrem o necessário&lt;br /&gt;Para que riam do incerto desprendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso aproveite o máximo&lt;br /&gt;Das coisas sinceras e tenras&lt;br /&gt;Esqueça as infantilidades de um dia qualquer&lt;br /&gt;E as absurdas afirmações que sua mente&lt;br /&gt;tende a te dizer a todo momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;PS: Me deu vontade de postar isso. Acredito que não faça nexo ou que "lé com cré" não se batem, mas a vontade foi maior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-115473600788514509?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/115473600788514509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=115473600788514509&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115473600788514509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115473600788514509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/08/poesia-do-absurdo.html' title='Poesia do absurdo'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-115453056756445831</id><published>2006-08-02T11:49:00.000-03:00</published><updated>2006-08-02T12:03:44.113-03:00</updated><title type='text'>Cena 10 -Conversa de B para C</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Vale ressaltar que isso é um rascunho da montagem de uma saga ou de uma peça para teatro. Vamos ver no que vai dar. Espero que gostem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena 10 – Carro em movimento, depois de saírem de um restaurante japonês. Um barco moderado foi traçado, além de três sakes para cada. A animação é grande. Há musica no fundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B – Não acredito nessa ultima historia tua?&lt;br /&gt;C –&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; (Rindo) &lt;/span&gt;Pode apostar. Fiquei com a cara no chão.&lt;br /&gt;B – É engraçado. Não poderia, quer dizer, não entra na minha cabeça o que ele aprontou para você.&lt;br /&gt;C – É. A vida é assim mesmo!&lt;br /&gt;B –Fico imaginando se eu estivesse no lugar dele. O que faria...&lt;br /&gt;C – Como assim, o que você faria? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(intrigada)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;B –&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Pausa. Respira fundo)&lt;/span&gt; Eu não te deixaria.&lt;br /&gt;C – Como assim, não me deixaria?&lt;br /&gt;B – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Rindo, mas falando com serenidade) &lt;/span&gt;Pois é, se tivesse a chance que ele teve, eu não desperdiçaria.&lt;br /&gt;C -  Você me conhece pouco. Fala da boca para fora....&lt;br /&gt;B –&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(interrompe ela) &lt;/span&gt;Conheço-a o suficiente para colocar na cabeça que te quero.&lt;br /&gt;C – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Silencio, envergonhada) &lt;/span&gt;To chocada.&lt;br /&gt;B –Com o que?&lt;br /&gt;C – Com as suas palavras....&lt;br /&gt;B – Oxítonas ou sinceras?&lt;br /&gt;C – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(risos)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;B – Engraçado né. Senão estivesse nesse transito caótico de saída de estacionamento, te falaria isso em outro lugar.&lt;br /&gt;C – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(injuriada) &lt;/span&gt;Isso não foi espontâneo, então.&lt;br /&gt;B – Podemos dizer que sim. Em termos.&lt;br /&gt;C – Que termos?&lt;br /&gt;B – OK OK. Confesso que já olho para você há mais de um ano. Acompanho seus passos quando a encontro. Nada de freak total... Suavizo meu olhar, focando em toda a sua estrutura como pessoa.&lt;br /&gt;C – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Chocada de novo)&lt;/span&gt; Chocada de novo! Quer dizer, estarrecida. Você poderia deixar de me fazer ficar vermelha? Você me acompanha, nem que por pensamento, há um ano e não disse nada?&lt;br /&gt;B – É!&lt;br /&gt;C – Mas se era uma coisa forte, porque demorou?&lt;br /&gt;B –Não demorou, o tempo que determinou que estivéssemos aqui dentro desse carro. Alem do que, você era quase noiva.&lt;br /&gt;C – E isso não te entristecia?&lt;br /&gt;B –Muito, mas relevava de uma maneira que não a deixasse penetrar tanto no meu inconsciente. Até o santo dia, que você participou de um sonho meu.&lt;br /&gt;C – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Assustada com as declarações)&lt;/span&gt; Do nada?&lt;br /&gt;B – É. Do nada &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(arregalando os olhos)&lt;/span&gt;. Acho que foi isso que me motivou a tomar uma atitude e te ligar.&lt;br /&gt;C – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Rindo)&lt;/span&gt; e isso foi um impecilho para você? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Mais risos)&lt;/span&gt; Só neste ultimo verão você beijou duas amigas minhas, Dom Juan!! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Com sarcasmo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;B –&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(envergonhado) &lt;/span&gt;Pura coincidência. Você queria que falasse o que? Que na verdade era em ti que projetava meu encantamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Silencio no carro. Começa tocar uma musica romântica, ela repentinamente desliga o radio &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B – Falei demais, não é?&lt;br /&gt;C – Não esperava isso desse jantar. Peraí &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(pára um segundo) &lt;/span&gt;Confesso que fiquei intrigado com o seu convite. Me perguntei: O que será que ele tem?&lt;br /&gt;B – Ah e o que mais? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(meio canastrão)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O carro pára na porta da casa dela. Os dois saem juntos e caminham pela rua ate uma pequena praça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B – Mais..?&lt;br /&gt;C – Achei divertidíssimo. Só não saberia que o que aconteceria no carro fosse denso.&lt;br /&gt;B –Denso é pesado demais. Que tal surpreendente e interessante?&lt;br /&gt;C – Concordo em termos. Ninguém que conheci ate o momento foi de uma espontaneidade como você soltou no carro. Você me desconcertou.&lt;br /&gt;B – HEHE. Foi de tanto te observar. O jeito de sua fala. Suas expressões quando mirada. Não só por mim, como por vários &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(com expressão de um pouco de ciúme).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nesse momento, ela pára e toca-lhe o rosto. Ele se mantém estático, pego de surpresa pelo ato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C – Não era mais fácil, se viéssemos rindo de sua piada até aqui e você tivesse tentado me beijar, igual a qualquer garoto normal?&lt;br /&gt;B –Seria sim. Mas seria vazio para mim, pois era necessário te falar todo o andamento da historia. Já foi se o tempo de bater os olhos, desejar, consumar e contar para os amigos. É importante que seja sincero comigo e contigo também. É importante que carro, roupa, céu, estrelas e ruas saibam que sou atraído por você. Que te quero bem, senão não saía de casa.&lt;br /&gt;C – Posso te beijar?&lt;br /&gt;B – É claro, por que você não falou isso há um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os dois beijam-se. Saem de mãos dadas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-115453056756445831?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/115453056756445831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=115453056756445831&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115453056756445831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115453056756445831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/08/cena-10-conversa-de-b-para-c.html' title='Cena 10 -Conversa de B para C'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-115410022478976155</id><published>2006-07-28T12:21:00.000-03:00</published><updated>2006-07-28T12:23:44.806-03:00</updated><title type='text'>O Azarado</title><content type='html'>Quando Pedro acordou, sua cara ardia. Pela fresta da cortina mal fechada, o sol do inverno atípico iluminava e fritava sua testa, bochechas e nariz. Não pensou duas vezes em se levantar da cama para aproveitar o dia que viria. Após um sábado estupendo, nada como um domingo para fechar o ideal de final de semana perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua leveza contrastou com um passo em falso. Em pé, indagou-se com que pé tinha pisado o solo. O esquerdo ou direito? Supersticioso sobre somente esta questão, pensou em desesperar-se. Controlando sua fúria contou ate dez em três diferentes idiomas. Gato preto, passar debaixo de escada, roupa branca e reveillon, nada o deixava mais cabreiro a não ser pé esquerdo ao acordar. Como não se lembrava, foi direto ao banheiro lavar-se, passar protetor solar e colocar a velha sunga batida do verão anterior. Com musica no ouvido, óculos escuros, sorrisos para dar e vender a todos que o olhavam no calçadão e com sua inseparável bicicleta usada, seguiu o rumo do ponto de encontro onde à turma se reunia há mais de uma década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior que religião e futebol, era o seu lugar na praia. Não mudavam nunca. Exerciam o mesmo ritual todas às vezes. Tudo bem que sempre algo entrava na moda, como xadrez, seda de celulosa, mate de galão ou mesmo a sempre constante cervejinha, que na praia potencializa o pensamento. Tudo transcorria conforme manda o roteiro jovial do momento. Após o começo do declínio solstício, Pedro deu por encerrada sua participação naquele belo espetáculo da natureza e comunicativo como sempre fora. Deu adeus a todos com aquele sorriso sempre presente e maroto que escondia a mais terrível das vontades, urinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando em direção ao bicicletário reparou que sua “violeta andante” estava caída. Ao levantar, a primeira dor de cabeça: o pneu dianteiro estava completamente vazio. Teria ele furado? -  pensou. Não satisfeito em dar a noticia a Pedro, a bicicleta dei outro sinal. Seu cambio automático de 18 marchas estava entupido de areia com pitadas de água salgada, potencializando assim a corrosão e plena destruição do seu meio de transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O belo sorriso que Pedro estampava foi transformando em uma mistura de angustia, aflição e decepção, pois sua vontade de fazer xixi chegava a níveis intoleráveis e a água do mar teimava em bater seu recorde de frio. Impossível a entrada. Com as mãos atadas começou a andar os 7 km que separavam sua casa da praia. Tentou não se lembrar da vontade, mas tudo conspirava contra. Desde o chuá no tonel de mate ate o bater das ondas no fundo ao encontrar-se com o mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando em uma maneira de distrai-se, começou a observar casais, crianças, skatistas e corredores. Pedro adorava esse exercício de adivinhar o que pensavam. Olhava para o rosto de cada um e começava a viajar. Mas algo o incomodava. Devido à miopia, o entardecer misturava as cores e as formas tornando a brincadeira uma dolorosa disputa ocular. Parou, abriu a mochila e pegou a caixinha onde guardava os óculos. Ao desdobrar os mesmos, mas uma sensacional surpresa. Ele, de suas mãos, partiu-se em dois deixando uma das hastes seguras enquanto as lentes batiam com força no asfalto quente. Pedro teve que se virar para que não quebrassem sua “visão”. Recolheu as partes, colocou no bolso do short. Recolheu-se a um ponto fixo no finito dos morros e continuou sua caminhada ate em casa, com o enorme desconforto de urinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastando o pneu furado, o pedal da bicicleta teimava, de uma hora para outra, em bater e machucar tanto a canela quanto a panturrilha. Após três dentadas em cada perna, pensou em  sacrificar seu veiculo em prol do alivio eminente. Por ser bastante racional, optou pela guarda e manutenção de seu veiculo de duas rodas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair da praia, esperava-se que em quinze minutos estaria em casa. Cumpriu o percurso em quase uma hora. Exaurido, mas feliz por ter chegado, correu como um louco para urinar. Aos trancos e barrancos, acabou se prejudicando com o novo nó náutico que acabara de conceder, postergando em preciosos segundos, o ato expelidor. Fechou os olhos com tanto prazer, que não percebeu a direção e após vários outros segundos, viu-se inundado, por ter errado a privada. Já achara estranho não ouvir o barulho de encontro de águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro limitou-se a rir sem parar. Quase um mantra ao contrário. Achando seu azar cômico, dentro de tantas alegrias que a semana o proporcionara foi limpar o que tinha feito e jurou para si que o xixi foi o estopim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo esfriara devido a inversão térmica e um banho ele procurou. Totalmente compenetrado, girou a torneira e entrou de primeira sem saber o que o esperava. O gás acabou e água congelava em suas costas e ardiam seus dedos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-115410022478976155?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/115410022478976155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=115410022478976155&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115410022478976155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115410022478976155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/07/o-azarado.html' title='O Azarado'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-115267296386292886</id><published>2006-07-11T23:46:00.000-03:00</published><updated>2006-07-12T00:10:16.616-03:00</updated><title type='text'>Sonho eterno que não vale acordar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Tente ler, escutando NICE DREAMS, do album THE BENDS - 1996, do RADIOHEAD. Acho que fica interessante)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frustrante seria se não tivesse tentado. Mas como ainda não aconteceu, a frustração ronda o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sono pesado se contrapôs a leve brisa que adentrava a janela do pequeno quarto. No pequeno sofá cama, a cabeça envolta no travesseiro, esparramada num canto pequeno da pseudocama, trazia nesse instante o mais inocente dos prazeres, o sonho. Naquele momento, em algum lugar que não poderia distinguir se era um vasto campo de flores silvestres, um banco de praça na grande metrópole ou muito menos, o visual de uma praia com o sol ao fundo, eu segurava sua mão. De uma maneira tenra e suave. Aquele gesto significava mais que qualquer coisa. No sonho, a cumplicidade era tamanha, que lembro do olhar que você me deu quando nos pegamos de mãos dadas, andando sem direção. Acredito ser o suficiente para colocar na minha cabeça algo positivo e que precisa ser destrinchado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a partir daí, que melindrosamente comecei a traçar um plano de ação no intuito de te conquistar. Confesso que iria ser extremamente difícil, meio que fora da realidade concisa que o ser humano tende a passar. Com pensamentos idealizados um pouco acima da superfície e gravidade, imaginei me contando essa espécie de delírio que presenciei. Não creio na salvação, mas sim no equilíbrio das histórias com inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Histórias essas sem sentido que tornam a vida um pouca mais difícil. Difícil, na questão da cumplicidade, na questão do flerte em si, na questão fundamental do olhar entre duas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto verifico ao fundo o telefone que não tocará você, imagino a futura reação do meu convite inusitado na sua cabeça desestrutura e confusa de sentimentos não realizados, privando de encontrar no outro, substancia que te fará acordar melhor, sentir melhor e sorrir melhor. Te dou minha palavra (que petulância!), que algo em si ficará mais leve, os dias serão mais curtos na semana e mais longos no imaginário tenro que projeto para ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por acaso, estiver errado, pode ter certeza que junto sonhos, fantasias e as mais sinceras palavras numa pequena mala, levanto e sigo meu rumo sem olhar para trás, imaginando por um lado o que errei, mas por outro tendo a certeza que por algum momento te fiz feliz, que por algum instante te tirei o fôlego e por outro tanto o meu olhar para você valia muito mais do que todas as palavras dissertadas acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, posso ir-me.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-115267296386292886?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/115267296386292886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=115267296386292886&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115267296386292886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115267296386292886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/07/sonho-eterno-que-no-vale-acordar.html' title='Sonho eterno que não vale acordar'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-115169070945400467</id><published>2006-06-30T15:02:00.000-03:00</published><updated>2006-07-03T12:32:05.020-03:00</updated><title type='text'>Porre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cabeça latejava. Quanto mais virava o rosto no travesseiro, mais esquecia o que tinha acontecido. A surra etílica que tomou a noite deve entrar para historia. Há tempos não via algo tão tenebroso. A boca tinha gosto de bombril gasto misturado com saponáceo. Não sei o gosto desses produtos de cozinha, mas consigo imaginar. Ao levantar para ver que horas eram, percebi pela fresta da janela, que o tímido sol de inverno descia enquanto um vento frio teimava em entrar pela janela escancarada. Estava nu, enrolado somente pelo edredon, vestindo uma meia somente, do lado contrário a cabeceira da cama. Jazi ali sem consegui pensar em nada por longos quatro minutos. Abri os olhos novamente. Olhos que lacrimejavam sem parar, vendo estantes e livros rodarem sem pensar. Viro o rosto para o outro lado. Além da parede branca, reluz um objeto vermelho e amarelo. Ao invés de ficar pensando besteiras, levanto assustado e sento-me na beira da cama. Acreditei que os já famosos flashbacks começariam.&lt;br /&gt;Ao meu lado na cama, dormia uma guitarra de brinquedo. Mais precisamente uma guitarra inflável, dessas que encontram-se aos montes em parques de diversão, festas ou no próprio Saara. Sua cor vermelha delineava os entornos do instrumento enquanto a cor amarela fazia com que as cordas do instrumento por um momento fossem verdadeiras. Logo me veio a cabeça:- quando vi no cardápio a promoção, peça um e beba dois. Não deveria ter sido afobado. Pedi logo o mojito. Coloquei as mãos na cabeça e corri para cozinha, cambaleando e tateando tudo que via pela frente. Ao abrir a geladeira, a única coisa que sobrava era a jarra de água pela metade. Com a sede que tinha para repor as energias, bebi no gargalo. Água gelada com tempo gelado não se misturam e percebi que seria bom se colocasse uma roupa. Abri o armário e susto. Minhas roupas básicas não existiam mais. Só achei camisa preta, calças de couro, jeans rasgadas e um pôster do AC/DC. Corri para minha videoteca, e todos os meus clássicos não estavam lá. Pelo contrario, só havia show de rock pauleira. De todos os tipos. No vídeo, uma fita passava a hora que um musico famoso comia a cabeça de um morcego vivo. Fiquei estarrecido e sentei-me na poltrona da sala. Comecei a ligar essas informações. Bebedeira, AC/DC, calça de couro e morcegos...Fui beber mais água.&lt;br /&gt;Achando aquilo demasiadamente estranho, resolvi por fim, tomar banho. Já era noite e acendi a luz. O banheiro continuava escuro e vi que a lâmpada estava queimada. Muito estranho já que tinha trocado há poucos dias atrás. Fui pegar uma nova para efetuar a troca. Trouxe junto à escada para trocar com segurança. Deixando o interruptor ligado, troquei a lâmpada. No momento que da conectividade elétrica, a lâmpada se iluminou. Por um instante fechei os olhos. Ao abrir, desci incrédulo em direção a bancada da pia. Nela, ao lado da escova de dente e fio dental, encontrei tinta branca, alguns brincos argolas, lápis para os olhos e rimel. Antes mesmo de olhar para o espelho, apavorei me. Passei a mão na cara, e ela estava para lá de ressecada. Ao olhar, a constatação. Não me via no espelho. Via um cantor de rock pesado com a cara toda pintada de branco, com realces pretos em volta dos olhos. Os cabelos sempre repartidos no meio, estava todo arrepiado, duro como tijolo. O pote de gel estava vazio no canto do banheiro. Liguei o som e tocava uma musica que desconhecia na qual uma pessoa gritava sem parar, implorando pela chegada do apocalipse. Já apavorado, abri a torneira do chuveiro para acabar com esse pesadelo real. Mas não tinha água. Precisava acabar com essa historia de qualquer maneira. Fui até o armário e coloquei a roupa menos extravagante que achei, uma camisa rosa fluorescente com um jeans cortado e remendado com correntes. Rezava para não encontrar ninguém fora dali. Iam me achar completamente fora de si.&lt;br /&gt;Foi quando a campainha tocou. Vi pelo olho mágico que era Maria, a menina que chamaria para sair um dia, quando a coragem viesse. Me desesperei. Não tinha noção do que fazer, começava a ficar angustiado sem saber o motivo daquilo tudo. Tudo começou a vir na minha cabeça ao mesmo tempo. Vídeos, roupas, rimel, morcegos e gritaria. Junto disso tudo, veio também baixinho um jazz antigo de Cole porter que foi crescendo, crescendo , cada vez mais, até que só escutava ele. Isso me deu uma tranqulidade tamanha que fechei os olhos.&lt;br /&gt;Abri logo depois e estava na cama, olhando para o despertador. O sol teimava em aparecer e o frio estava insuportável. Eram sete da manhã. Olhei para os lados e estava tudo normal. Levantei. Armário, videoteca, geladeira. Igual a sempre. Que susto! Que sonho! Que realidade sórdida – pensei. Tomei banho, me vesti para sair e preparava o café quando a campainha tocou. Abri a porta sem pestanejar. Lá fora estava Maria com uma guitarra de brinquedo. Sorria doce para mim e disse:&lt;br /&gt;- Você esqueceu lá em casa, Ozzy.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-115169070945400467?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/115169070945400467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=115169070945400467&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115169070945400467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/115169070945400467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/06/porre.html' title='Porre'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114965006110256877</id><published>2006-06-07T00:12:00.000-03:00</published><updated>2006-06-07T00:19:22.376-03:00</updated><title type='text'>Urticária</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só se coça. Suas unhas enormes logo a denunciavam. – É para tocar guitarra, dizia ela sem graça a quem não conhecia. Alguém acreditava? Realmente não sei. Eu não acreditei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era só alguém virar para o lado e pronto começava o coça coça. Pernas, braços, pescoço e pé. Pé esquerdo! Não entendia porque só o pé esquerdo, logo ele que não tomava decisão para nada. Chutar era com o direito, começar a caminhar... Pé direto, descer e subir escadas... Pé direito. Já que não fazia esforço ou era coadjuvante, o mínimo que deveria ser válido era sofrer um pouco. Mas nada adiantava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já fora em inúmeros médicos e especialistas diferentes e ninguém saberia responder qual era seu problema. Desesperada começou a conviver com a coceira. No verão do cão, ia trabalhar de gola role para tampar a vermelhidão no pescoço, no inverno usava uma leve camisa de algodão, porque a lã a incomodava. De certo, vida social era complicada. Os últimos três namorados a tinham largado, por incompatibilidade de problemas. A coceira estava presente durante quase todos os eventos. No cinema, filme começando, os dois abraçadinhos no fundo da sala, o suspense latente na trilha sonora.... – amorzinho, coça aqui minhas costas?&lt;br /&gt;- Ah. Aonde?&lt;br /&gt;- Mais em cima um pouquinho.&lt;br /&gt;- Aqui ta bom? E fala mais baixo...&lt;br /&gt;- AHHHHH. Agora sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Na hora do sexo, a mesma coisa.&lt;br /&gt;- Hummm, delicia...&lt;br /&gt;- Hoje ta muito bom...&lt;br /&gt;- Ai meu deus!&lt;br /&gt;- Hoje ta muito, muito bom!&lt;br /&gt;- Ai meu deus, não to agüentando....&lt;br /&gt;- Isso mesmo! Não é para agüentar. Se solta, grita no meu ouvido!!!&lt;br /&gt;- Coça, o meu antebraço???&lt;br /&gt;- Ah?!?!?!?!&lt;br /&gt;- Vai coça? Para não parar o que estamos fazendo!!!&lt;br /&gt;- Ta bom - com cara de injuriado.&lt;br /&gt;- Humm delicia!!! Não pára, não pára!&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- De coçar....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Desta maneira, já estava sozinha há dois anos. Suas forças iam se acabando, da mesma que suas unhas ficavam cada vez mais fortes de tanta coceira. Cansada de continuar assim, mandou prender suas mãos nas costas com algemas, por alguns dias. Passados 20 minutos, implorou para que abrissem. Não suportava sua urticária. Internou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lá ficou com sua coceira por um tempo longo. Por causa do inverno, as luvas que a derma atenuava o passar das mãos pelo corpo. Nesses três meses, não ficou vermelha e nem com feridas. Ganhou o apelido de “moça das luvas” e começou a ajudar os outros doentes que chegavam a clinica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fez daquilo seu novo mundo, onde seu problema era o menor de todos os problemas. A moça da luva voltou a sorrir timidamente. Ao fim do inverno, começou a se preocupar. Calor aparente, as luvas não seriam necessárias. Por vários dias ficou no quarto, fitando as mãos vestindo luvas. Como são bonitas e combinam com qualquer um dos meus vestidos. Acho que estou mais atraente, dizia ela com prazer para si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Naquela manhã de primavera, acordou com o sol quente batendo na cara. Suas mãos estavam suadas. Logo se desesperou. Saiu do quarto chorando implorando para deixar a suavidade em seu corpo. Seu choro era ouvido por todos os lugares do antigo casarão, onde funcionava a clinica. Passando pelo saguão central, seus olhos pararam de lacrimejar. Todos cercavam o jovem moreno que acabara de entrar algemado numa cadeira de rodas. Os médicos e enfermeiros pediam calma a Jairo. E Jairo continuava a se debater, pedindo para ser solto. A moça da luva mudou seu enfoque e foi ao encontro dele. Disse que poderia ajudar Jairo. Saberia o que fazer para acabar com a angústia presente em seus olhos de adolescente apavorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando soltou as algemas, viu qual era a mania de Jairo. Ele não conseguia deixar de arranhar com as mãos tudo que ele via e passava. Enquanto arranhava os braços da cadeira de rodas, seus olhos procuravam outra superfície. Para se acalmar após a moça de luva começou a conversar com ele. Logo se tornaram amigos. De amigos, confidentes. De confidentes, amantes. De amantes, eternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na clinica, foram morar e tratar de suas manias. Porém, a moça da luva não usava mais suas luvas. Jairo a coçava diariamente, a toda a hora. Daí surgiu à cumplicidade deles. Viveram felizes para sempre. Até o dia que nasceu Laurinha, que teimava em tocar no teto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114965006110256877?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114965006110256877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114965006110256877&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114965006110256877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114965006110256877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/06/urticria.html' title='Urticária'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114927415651776778</id><published>2006-06-02T15:46:00.000-03:00</published><updated>2006-06-02T15:49:16.530-03:00</updated><title type='text'>Pizza Pizza</title><content type='html'>Rápido como o vento, ele realizava as entregas de uma maneira cordial. Todos o adoravam. Sempre muito esguio, cabelo molhado, bigode bem feito. Ninguém desconfiava de sua tormenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre meio dia e nove da noite, Tonico era o entregador de pizza mais badalado da região. Porém quando batia o sinal e deixava seu capacete azul encostado na motocicleta, seu semblante alterava-se. Seus olhos caiam, os cabelos confusos, as roupas antigas, muitas vezes furadas, a voz carregava uma certa monotonia aparente. Saia caminhando pela larga avenida, com o bolso cheio de gorjeta, mas com as mãos vazias de afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegava na bifurcação, sempre parava. Sentava-se bem no meio e lá ficava, tomando a decisão para que lado seguir. O vento soprava forte naquela noite, pedia por um agasalho, mas enfrentava forte o ar frio. Toda vez era a mesma coisa. Nunca se decidia. Mas naquela noite seria diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou coragem suficiente para encara (ainda que) no imaginário, sua família pela enésima vez, levantou-se do meio fio, limpou os bolsos de trás da calça, foi molhar o cabelo, ajeitou o bigode e partiu para o lado desconhecido da bifurcação. Naquela noite, utilizou tudo que ganhará no dia, em bebida, jogos e mulheres. Dizem por aí que dormiu sorrindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114927415651776778?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114927415651776778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114927415651776778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114927415651776778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114927415651776778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/06/pizza-pizza.html' title='Pizza Pizza'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114865818201899417</id><published>2006-05-26T12:26:00.000-03:00</published><updated>2006-05-26T12:43:02.033-03:00</updated><title type='text'>Aguenta!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não fui o único a te avisar. Pelo menos outros três te falaram a mesma coisa. Vai com calma, devagar, sente o clima, dizemos um de cada vez para ficar gravado em sua memória. Mas não, você foi aos trancos e barrancos, não pesou as conseqüências. Ansiosa, angustiada, teimosa, não parou de fumar um minuto sequer. E a bebida???? Nem preciso falar. Um drink após o outro sem ter tempo de beber água para contrabalançar o efeito terrível do álcool. Pelo contrario, sua ansiedade esqueceu o estomago vazio e potencializou seu estado etílico. Por vários minutos sentiu-se dona de si. Já com a resposta na ponta do língua. Achou-se a mais poderosa do lugar. Mas tudo bem, o momento era nobre. Se ele já tinha se declarado, caberia a você consumar o fato e começar o relacionamento. E é claro, que foi isso que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca passara por sua cabeça após anos de trocas de olhares. Sempre achara um flerte saudável, que recompensava cada ida aquele lugar. Você se postava ao lado do telefone publico e ele, com os amigos, do outro lado da rua, bebendo sempre a mesma cerveja em garrafa, a Original. Original era o que passava em sua cabeça quando te contou o que pensava todas as vezes que seus olhos se cruzavam. Não cabe a mim repeti-los, pois para mim, mero coadjuvante, não acrescentará nada de importante. Talvez só me vacinara contra futuras conversas. Mas e aí? Se tiver interessada, vou engolir a seco e vou continuar sorrindo e dando condição. Afinal de contas todos estão possíveis a erros. Só não pode extrapolar né, amiga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato foi consumado, um conto de fadas foi montado e se passaram meses e meses, num estado ébrio dotado de dias ininterruptos de sol, sorrisos, vastos campos de girassóis e felicidade. O mundo exterior passou a ser uma mera vitrine de loja de departamento que é trocada de tempos e tempos e só te chama à atenção quando você quer. O seu distanciamento foi normal. Todos queriam seu bem e apoiaram sempre suas decisões, nos raros momentos de encontros, em nossos chopes intermináveis. Mas lembra-se que, todos pincelavam o assunto, para te dar um leve toque na consciência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí quando você menos esperava, aconteceu o que todos temiam. A separação! Simples, normal, sem gueri-gueri nenhum. Todos já vimos outras centenas iguais, desde amigos, familiares a novela das oito e filmes hollywoodianos. Mas você ainda não tinha visto acontecer contigo. Aí que veio o problema. Se nos primeiros dias você foi forte o suficiente, levantou a cabeça e seguia com um sorriso eufórico na cara, não posso dizer a mesma coisa quando a vi naquela manhã chuvosa de maio quando você pediu para que te encontrasse no café perto da farmácia. Sua cara amassada, seus cabelos embaralhados, suas roupas desconexas e sua voz chorosa logo denunciaram seu estado de quase putrefação. Não fiquei assustada com o que vi. Apesar de não querer acreditar, algo dentro de mim vinha se preparando para esse dia. Evitei falar o máximo possível. Suas lagrimas escorriam pelo rosto e caiam sem parar sobre a mesa. Seria certo se misturar com o que caia do céu, levando pelo ralo e bueiros da cidade sua insatisfação com a vida naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais de hora, escutei com carinho o clamar por um ombro amigo. A desculpa pelo mergulho sem fim do relacionamento recém terminado irão te deixar profundas marcas nesta vida. Com uma cicatriz que teima em se fechar, saberá ter o freio inconsciente do futuro que te espera. Mas sinceramente, o que foi que eu te disse? Agora aguenta!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114865818201899417?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114865818201899417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114865818201899417&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114865818201899417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114865818201899417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/05/aguenta.html' title='Aguenta!'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114772239285332357</id><published>2006-05-15T16:44:00.000-03:00</published><updated>2006-05-22T12:31:04.700-03:00</updated><title type='text'>Conversa de A para B</title><content type='html'>B: - Perfeito!&lt;br /&gt;A: - Como assim?&lt;br /&gt;B: - Nem tanto!&lt;br /&gt;A: - Concordo! Falta algo, mas não sei o que!&lt;br /&gt;B: - Então não diz que falta algo!&lt;br /&gt;A: - Mas aí não serei sincera.&lt;br /&gt;B: - Por acaso alguém falou de sinceridade?&lt;br /&gt;A: - Quando te conheci, coloquei na cabeça que seria sempre assim.&lt;br /&gt;B: - Mas isso é que mata!!!!&lt;br /&gt;A: - “O que não mata, fortalece”.&lt;br /&gt;B: - E o que tem a ver esse provérbio na conversa?&lt;br /&gt;A: - Sei lá, achei que ia ficar culto.&lt;br /&gt;B: - Mas eu já te comprei faz tempo, não precisa se vender para mim.&lt;br /&gt;A: - É! Eu sei. &lt;br /&gt;B: - Mas preciso melhorar...&lt;br /&gt;A: - Todos nós precisamos melhorar!!!&lt;br /&gt;B: - Quem todos nós, cara pálida?&lt;br /&gt;A: - Ué? Eu, você, seus amigos, a família e o resto do mundo.&lt;br /&gt;B: - Isso é redundante demais.&lt;br /&gt;A: - To sabendo, mas preciso generalizar.&lt;br /&gt;B: - Por quê?&lt;br /&gt;A: - Porque se colocar só alguns nomes, você me criticará, como ultimamente anda fazendo.&lt;br /&gt;B: - O que é isso? Síndrome de perseguição?&lt;br /&gt;A: - Não! Não começa! Chega de agressividade mútua.&lt;br /&gt;B: - Que agressividade?&lt;br /&gt;A: - Ai, meus deus. Essa sua mania tola de responder minha pergunta, com outra pergunta.&lt;br /&gt;B: - Nunca tinha pensado nisso.&lt;br /&gt;A: - Esse é o problema. Você não percebe o momento.&lt;br /&gt;B: - Como assim? Quer discutir a relação.&lt;br /&gt;A: - Que relação? Nunca tivemos nada! Tá doido?&lt;br /&gt;B: - Não. Mas somos amigos, não é?&lt;br /&gt;A: - Acredito que sim. Saímos diversas vezes juntos. Cinemas, restaurantes, discotecas e praia. Mas voltamos sempre os dois juntos, na maioria das vezes de “mãos abanando” rindo de nossas conquistas frustradas.&lt;br /&gt;B: - Nem sempre. Muitas vezes saio triunfal!&lt;br /&gt;A: - Quando? Não me faça rir!&lt;br /&gt;B: - Que isso.... que ultraje! E aquela vez no cabaré?&lt;br /&gt;A: - Quando?&lt;br /&gt;B: - Ué? Mês retrasado.&lt;br /&gt;A: - Não me lembro!&lt;br /&gt;B: - Claro, você foi ao banheiro bem na hora que uma menina, bem bonita por sinal, tropeçou e veio ao meu encontro. Tentamos desviar de bater a cara um no outro. Mas viramos para o mesmo lado e aí não deu outra.&lt;br /&gt;A: - Pegou?&lt;br /&gt;B: - Posso dizer que sim. Um selinho ao acaso...&lt;br /&gt;A: - Foi bom?&lt;br /&gt;B: - Acho que foi. Quis mais, porém ela esquivou.&lt;br /&gt;A: - Ela disse algo?&lt;br /&gt;B: - Disse.&lt;br /&gt;A: - O que, menino?&lt;br /&gt;B: - “Desculpa! Foi mal mesmo”.&lt;br /&gt;A: - Ahahah!&lt;br /&gt;B: - Ta rindo do quê?&lt;br /&gt;A: - Da sua história, cheia de detalhes, mas com o final surpreendentemente frustrante.&lt;br /&gt;B: - Você já está acostumada a ouvir isso.&lt;br /&gt;A: - Mas é bom demais. Me divirto contigo!&lt;br /&gt;B: - Quer que na próxima vez, ao contar detalhes faça em cima de um skate jogando malabares?&lt;br /&gt;A: - Não vou rir!&lt;br /&gt;B: - Por que não?&lt;br /&gt;A: - Porque não seria você, ora bolas!&lt;br /&gt;B: - Com ou sem bolas?&lt;br /&gt;A: - AHAHAH. Pára!&lt;br /&gt;B: - Não to fazendo nada.&lt;br /&gt;A: - AHAHAHA&lt;br /&gt;B: - Tá lembrando de alguma piada ou situação cômica?&lt;br /&gt;A: - Ahahaha!!!!!! Tô passando mal.&lt;br /&gt;B: - Precisa de hospital????&lt;br /&gt;A: - AHAHHAAH! Pára! Tô ficando sem ar.&lt;br /&gt;B: - Quer respiração boca a boca? Pratiquei uma vez quando tinha 14 anos, no curso de salva vidas em Ipanema. Com uma prancha de isopor....&lt;br /&gt;A: - AHAHAHAH. Por favor....Ahahah....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Beijo Um. Beijo dois. Beijo Três. Silêncio&lt;br /&gt;Beijo Quatro. Longo Beijo Cinco!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A: - Perfeito!&lt;br /&gt;B: - Como assim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114772239285332357?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114772239285332357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114772239285332357&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114772239285332357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114772239285332357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/05/conversa-de-para-b.html' title='Conversa de A para B'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114727845659773556</id><published>2006-05-10T13:25:00.000-03:00</published><updated>2006-05-10T13:27:36.606-03:00</updated><title type='text'>TicoTeca</title><content type='html'>Tico toca Teca&lt;br /&gt;O taco encosta no toco&lt;br /&gt;Toca, Toca, Toca&lt;br /&gt;Meu taco,&lt;br /&gt;Um toco!&lt;br /&gt;O teco&lt;br /&gt;Adeus Teca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114727845659773556?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114727845659773556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114727845659773556&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114727845659773556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114727845659773556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/05/ticoteca.html' title='TicoTeca'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114652983154977838</id><published>2006-05-01T21:26:00.001-03:00</published><updated>2006-05-22T12:29:44.223-03:00</updated><title type='text'>Singelos envelopes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A retórica da lembrança faz com que o esquecimento nunca termine, a não ser que se haja motivo aparente para apagá-lo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com essa frase que ele me mandou a última carta. Permaneci com ela no colo por alguns minutos até relê-la por mais uma vez. Essa historia de análise por correspondência estava se tornando um vicio. Há meses mandei um poema meu a ele e desde então, como no século XIX, a cada final de mês chega uma resposta dele. Na verdade, cada resposta é uma surpresa. Aguardo ansiosa por definições, estratégias e um por um simples sopro de conforto. Definições daquilo que escrevo e que não tem sentido. Estratégias de um sentimento perturbador que não consigo dominar e conforto, acima de tudo. Conforto esse que serve como uma porta segura para meu bem estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo isso, porque estou aflita. Tensa e angustiada por ver tudo passar e não alcançar meus objetivos como mulher. Procriar talvez, mas enamorar-se sempre. Me sufoco por não conseguir tencionar minha palavra. Tudo que sai da minha boca é esquisito aos meus ouvidos. Como uma fita distorcida num rádio quebrado. E assim que me sentia antes de conhece-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar que nutro uma paixão platônica por ele é ser sincera o bastante para levantar a cabeça e ser cobiçada por muitos num lugar publico. Ou seja, é fato. Agora quem é esse que me conhece tão bem, mas ao mesmo tempo nunca me viu, a não ser por fotografia? Como alguém longínquo me consome sexualmente todas as noites em meus sonhos? Quem é esse que invade minha intimidade nos momentos mais inoportunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez é a mesma coisa, leio, paro e reflito. Depois me fecho em meu quarto e apesar dos prazeres e coisas boas que sempre vem junto na carta, fico incomunicável por horas até adormecer. Como um ritual, anseio por suas novidades antes de ler o que ele me propõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incrível é que ele me dá forcas para seguir em frente. Deixar o passado para trás, o futuro para frente e enxergar o amanha como hoje de modo que houvera ontem. Difícil entrar na minha cabeça. Qualquer pequeno problema, sou a perseguida, a usada, a mal, a incompreendida. Isso nos dias que antecedem a carta, como uma TPM sempre constante. A carta é o remédio para a cura de minha cólica, da minha indisposição com qualquer um. Preciso te escrever que sinto sua falta. Sinto a falta do teu cheiro, do teu perfume de Chipré especiarado, com notas de cravo-da-índia, artemísia, patchouli, jasmim, e baunilha, e do seu incenso que nunca acaba. Aquela fumaça contínua ao nosso redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto também pelo simples fato de você não ter movido uma palha para que eu desse certo. Sempre suas prioridades como homem, depois as minhas secundarias. Por isso, hoje sou uma amarga sorridente. Respeitável em meus vinte e poucos anos, cicatrizada por tudo aquilo que me arranhou, pronta para um próximo devaneio. E você que me escreve mensalmente, é meu salvador, meu confidente, meu ensaísta. Tudo que mudei agora agradeço a você. Bendito ou maldito dia que conheci seu endereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os envelopes já estão prontos e selados, porém abertos, esperando por mais algumas páginas minhas, escritas a mão. Os tenho em cima da minha mesa de estudar. Ao lado das minhas fotos preferidas, onde guardo tudo aquilo que me faz bem. E nesse momento, você me faz bem. Então tome um pouco de coragem e venha me visitar. Venha descobrir que a minha fragilidade é interna e o desespero é um de meus pontos fracos. Venha descobrir que não há nada mais interessante que um vinho tinto e um sorriso mal intencionado a me fitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essas duras revelações, lambo as pontas do envelope e ponho na caixa do correio. Daqui a 30 dias, esse mesmo pedido de ajuda será revelado novamente, até se chegar o dia que tomarei coragem e deixarei de colocar o meu endereço no destinatário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114652983154977838?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114652983154977838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114652983154977838&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114652983154977838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114652983154977838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/05/singelos-envelopes_01.html' title='Singelos envelopes'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114602490598765866</id><published>2006-04-26T01:11:00.000-03:00</published><updated>2006-04-27T14:30:35.976-03:00</updated><title type='text'>Aterrisagens e Decolagens</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; O vôo já estava atrasado há dez minutos. Enquanto isso, Marcos aguardava ansioso por ela no saguão. Chegara cedo, não conseguiu ficar em casa esperando o tempo passar. Era muita emoção para uma noite. Já não dormia ha uma semana. Entre sonos leves e inquietos, predominou a insônia. Sua cara de arrasado contrastava com sua imensa felicidade em reencontra-la. Na sua cabeça era para dar certo e pronto. Ninguém conseguia remover essa idéia. Seu mundo rodava em torno dela. Era com ela que chegava ao orgasmo. Era com ela que sentia a plenitude que se tem numa relação. Completa! Dizia como mantra. Completa para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avião sobrevoava a imensidão, e o piloto anunciava a chegada em exatamente 50 minutos. Mas todo esse tempo de angustia, dizia ela. Sua ansiedade era grande, suas mãos estavam frias e o suor era corriqueiro. Sua boca estava seca, suas pupilas dilatadas e um pouco de sonolência após o copo de whisky. Não tinha ainda o discurso pronto. Por diversas vezes terminou de ler em voz alta, o que tinha escrito e rasgava. Sua tensão aumentava a cada minuto que passava. Não sabia como esperar a hora do pouso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá na terra firme, Marcos plantado em frente da porta automática preta, era tomado por uma sensação de suspense toda a vez que a porta se abria e alguém desconhecido passava por ela. Sempre por espera-la. Com a mão esquerda no bolso, fazia um daqueles jeitões blasé não demonstrando o que sentia. Num contraponto, na mão direita carregava o imenso buquê de gérberas que tinha encomendado há dias. Ela achará rosas muito corriqueiro, pensou ele diversos momentos. Orquídeas seriam a redenção, mas naquele mês não daria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso no avião já na descendente, ela fechou os olhos e respirou fundo por tanto tempo, que chegou a se acalmar. A decisão foi tomada no dia da viagem. As coisas muito corridas, espalhafatosas, típicas de situações extremas como essa. Levantou a cabeça e se perguntou quantas daquelas pessoas fariam o que ela iria fazer esta noite. Estava com medo que sua euforia acabasse com tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo não passava. Marcos foi comprar um café e ficou observando aterrisagens e decolagens. Gente que ia embora por algum motivo e gente que chegava com esperança e renovação. Era desse modo que a esperava. Tanta coisa a dizer, tanta coisa para viver. Tinha certeza que dessa vez não tardaria em tê-la para sempre. Foi quando viu seu avião descendo lentamente. Seu coração disparou, sua boca secou. Foi lavar o rosto no banheiro. Parecia um moleque de 13 anos quando tentava transparecer para aquela alguém o quanto a quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que a rodas tocaram o chão, seus olhos fecharam. Tinha de ter coragem suficiente. Não estava mais conseguindo segurar a emoção e lagrimas escorreram por seu rosto. A decisão tomada ao passar pelo check in não poderia ser revogada. Levantou da cadeira e foi interpelada pela aeromoça que pedia a ela que mantivesse os cintos afivelados ate a parada completa. Nem deu ouvidos a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No saguão, Marcos suava. Na porta do avião, ela era uma das primeiras a sair apressada. No saguão, Marcos, com o coração apertado sorria nervoso esperando o abrir das negras portas automáticas. No corredor, seu andar se intensificava, e ela não pensava em mais nada. No saguão, Marcos pode avistar diversas pessoas esperando suas malas. No banheiro, ela repetia para si mesma sua decisão. No saguão parado, Marcos apertava cada vez mais as flores em seu peito esperando o momento de vê-la. De longe, ela avistou Marcos. De longe, Marcos a viu. Sua primeira impressão foi de êxtase total. Abriu os dois braços como querendo abraçar o mundo. Atravessando a porta, ela abaixou a cabeça um pouco envergonhada. Marcos petrificado, ajoelhou-se esperando um longo e tenro beijo. Estática ela parou em sua frente e o olhou. Marcos frustrou-se um pouco e a olhou fundo nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi a primeira a falar. Ao invés de beija-lo com intensidade, contou o real motivo de sua vinda. Precisara contar no momento que descera na cidade forasteira. Não conseguiria fingir para ele o que realmente a afligia.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;  Tenho outro alguém, disse ela.&lt;br /&gt;  Me desculpa Marcos, mas não me sentiria bem falando isso pelo telefone – continuou ela.&lt;br /&gt;  Precisava ser isso ao vivo, cara a cara, como sempre fui transparente – completou. Mais uma vez, desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou a mão em sua cabeça, virou de costas chorando e foi ao embarque para não perder o próximo vôo de volta. Estava triste, mas leve. Leve consigo mesmo, não por tê-lo machucado, mas por ter sido verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Marcos ainda em pé e em choque, acompanhava seus passos indo embora da mesma forma que um dia chegaram. De avião.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114602490598765866?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114602490598765866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114602490598765866&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114602490598765866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114602490598765866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/04/aterrisagens-e-decolagens.html' title='Aterrisagens e Decolagens'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114532775432796103</id><published>2006-04-17T23:33:00.000-03:00</published><updated>2006-04-27T15:11:58.896-03:00</updated><title type='text'>Chuva</title><content type='html'>&lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Naquele momento, os pingos se intensificaram. Na batida das telhas, Marcos percebeu o que as nuvens carregadas estavam trazendo desde o sul. Foi para a varanda e lá ficou. Deixou a chuva cair. Por minutos deteve-se de conversar com alguém. Enquanto os outros descansavam do estupendo almoço, ele olhava. Olhava pro nada, olhava para o horizonte, olhava todos ao seu redor. Por um instante agradeceu aquela repentina baixa na temperatura, aquele barulho diferente batendo na terra, aquele cheiro de orvalho que teimava em sair das copas das arvores naquele fim de tarde de sábado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Observava incrédulo seus últimos passos, ao mesmo tempo em que tentava identificar lá longe o que poderia ser a abertura do arco-íris. È para lá que eu vou, falava para si. Tivera o dia para rir, e fez com prazer sua parte. Mas como qualquer coisa que passa pela cabeça, fechou-se. Fechou-se como o tempo. Algo dentro dele nebulou-se. Sua euforia foi tomada por pensamentos nefastos. Nefastos pelo simples fato que bloqueavam seu excesso de felicidade. Não pode controlar suas emoções e passou o resto do dia oscilando seu temperamento de forma, que não atrapalhasse suas relações pessoais e temporais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoBodyText" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Levantou a xícara e soprou o aroma do café. Suas mãos estavam quentes, mas seu coração vazio. Isso mesmo. Tivera uma recaída.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na plenitude de sua felicidade, seu estado de euforia inverteu-se. De tudo aquilo que sorria, agora dava risadas de seu estado fantasioso em que esperava encontra-la ao seu lado. Esse mesmo estado que fez com que abrisse sorrisos para qualquer coisa que o fitasse. Abobalhado deveria estar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoBodyText" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No exato momento que abaixou a cabeça, olhando para um inseto tentando camuflar-se, percebeu o que era aquela chuva. Aquela torrencial chuva não passava de ser seu choro, seu desespero. Seu mais inocente choro, clamando por ajuda daquilo que não esquece, daquilo que teima em não sair de sua cabeça, daquilo que acreditara ser o verdadeiro amor que lhe roubaram. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoBodyText" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Naquele dia soube que seu desespero dava os últimos sinais. Seu inconsciente lutava para manter viva a chama de sua paixão por ela. Por algum tempo foi conivente com seu inconsciente e se curvou ao pecado da lembrança. Depois daquele sorriso vespertino, acreditou que já bastava o que tivera passado. Como uma borracha que teima em apagar, optou pelo jeito mais extremo: a chuva. Meteu-se a andar até a enorme vista para o mar e molhar-se ate dizer chega.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoBodyText" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Foi borrar tudo aquilo que passara.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114532775432796103?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114532775432796103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114532775432796103&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114532775432796103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114532775432796103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/04/chuva.html' title='Chuva'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114471565819224151</id><published>2006-04-10T21:31:00.000-03:00</published><updated>2006-04-11T23:34:36.760-03:00</updated><title type='text'>Suor</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sua! &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sua, porque necessita expelir. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Necessita expurgar. Quebrar tudo! &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acabar com esse dilema. Acabar com dias que te fazem mal. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dias esses que não concentra em nada. Só pensa. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pensa no que poderia ter ocorrido, pensa porque ainda não nos encontramos. Pensa quanto falta para receber algo. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Angustia. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Angustia presente na sua imensidão. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Angustia no desenvolvimento das palavras, afobação na execução. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo aos trancos e barrancos. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nada concreto. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo utópico. &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cabeça de adolescente, corpo adulto.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Intersecção complicada.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114471565819224151?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114471565819224151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114471565819224151&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114471565819224151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114471565819224151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/04/suor.html' title='Suor'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114401299195861848</id><published>2006-04-02T18:19:00.000-03:00</published><updated>2006-04-02T18:23:11.973-03:00</updated><title type='text'>Um caos chamado Joana</title><content type='html'>A sapiência diz que devemos olhar para tudo que nos interessa. É dessa forma que enxergo toda vez que vejo Joana andando por aí. De alguma maneira, desde o primeiro momento que a vi, não soube discernir o certo do errado, o alto do baixo, o bem do mal. Toda a vez que a vejo passar, é como uma leve batida numa meia-lua ao fundo, simplesmente acompanhando sua evolução pelos lugares. Confesso que não a vejo muito, mas cada vez, te prometo é uma sensação nova. Você logo imagina, com tanta beleza e inteligência juntas, que nada a suprima. Sua confiança é inabalável e cabe a você, mero mortal, seguir seus passos e suspirar. Não só você, como todos aqueles que você perceber estarão olhando para tudo que lhes interessar. Neste caso Joana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sabem os tolos, que Joana passa por uns piores momentos de sua breve vida. Ao passar uma imagem de forte e decidida, só transparece aos mais sábios, sua fragilidade e sua inexperiência, com que o mundo tende a lhe dizer. Por estar sempre em segundo plano, observo as coisas de uma maneira mais delicada, menos realista, como se pudesse entender o momento que ela passa. Ao olhar profundo em seus olhos sei que algo a incomoda, mas não ouso perguntar. Não cabe a mim a resposta. Simplesmente a ela mesma. Ela tem que sentir essas coisas, para que aprenda. O certo seria nunca vermos, mas seria utopia de minha parte. Isso a fará ser melhor. Isso a fará bem. Isso elevará seu grau de formosura, conseqüentemente compostura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que algo vai mal, seu mundo ruiu. No começo pelo impulso, achou que tudo tinha ficado claro. Iludiu-se ao perceber que não era isso que a aguardava. Os dias foram passando e como à cura de um vicio, viu-se dependente. Dependente de alguém, dependente de carinho e amor. Dependente de um resguardo, de um abraço forte quando precisava e de um beijo quando acalentava paixão.  Como a fina areia que se escapa entre as mãos, foi se olhar no espelho numa noite de sexta-feira. Estava só. Quem diria que Joana ficaria só. Num breve momento achou-se superior a tudo, com a vida engatilhada, traçando planos para um futuro. Este qual que foi brevemente enterrado até que se descubra uma nova forma de atração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, não dá ponto sem nó. Quem a vê não entende sua rigidez, seu estado lisérgico de transmitir que tudo está bem. Belíssima máscara que só os fracos e sem afeto caem.  Mas para mim, tudo não passa de insegurança e tristeza. Sei que são fases. Tanto eu como você que lê esse caos, sabe do que estou falando e se tens um pingo de paixão no corpo, sentirá por Joana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso ajuda-lá. Posso fazer com que ela minimize o passado e concentre no presente, tentando achar uma nova razão de seguir em frente, descobrindo alguém pontual. Que há faça sorrir da mesma maneira quando sorriu delicadamente naquela tarde de sol a caminho do outono, ao acender seu cigarro. Naquele instante percebi seu caos. Naquele instante percebi seu olhar. Naquele instante continuei acompanhando seus passos pelas sombras das copas dos flamboyants que preenchem minha vida com bem estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma que o tempo passa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114401299195861848?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114401299195861848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114401299195861848&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114401299195861848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114401299195861848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/04/um-caos-chamado-joana.html' title='Um caos chamado Joana'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114358613473568053</id><published>2006-03-28T19:47:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T19:48:54.746-03:00</updated><title type='text'>Falar/Querer</title><content type='html'>Falo o que sinto para agradá-la&lt;br /&gt;Falo o que acho para evoluir&lt;br /&gt;Penso na perfeita concepção dos fatores&lt;br /&gt;Para ouvir o que quero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114358613473568053?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114358613473568053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114358613473568053&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114358613473568053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114358613473568053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/03/falarquerer.html' title='Falar/Querer'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114322256009256572</id><published>2006-03-24T14:48:00.000-03:00</published><updated>2006-03-24T14:49:20.106-03:00</updated><title type='text'>Situação</title><content type='html'>Por mais que tentasse a situação se agravava a cada dia. Sem saída para toda a confusão que se criou, ele ficou com as mãos atadas para tudo que ocorria. A cada manha, não sabia o que esperava, a não ser um esporro, uma chateação ou uma reclamação vinda de alguém. Suportava tudo isso por não saber o que estava realmente acontecendo com ele. Como num filme, tudo de bom que estava presente fora expelido meses atrás e agora somente a amargura tomava conta de seu organismo. Sustentava-se do dinheiro que lhe era fornecido no intuito de seguir sua pacata vida aonde pudesse pensar a respeito de tudo e de todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bicho que estava se tornando estava fazendo frente aquela cara lavada de adolescente mimado que pertencia a ele. As rugas da idade temiam em afugenta-lo dos outros, de uma forma que se achasse feio em relação aos outros. Sua auto estima estava péssima com as preocupações do dia dia. Acreditava que aquilo que realizava profissionalmente não era sua cara, mas a situação não estava boa. Passou-se o tempo de largar tudo e perseguir algo novo. A situação era diferente. Contas para pagar, acordos a cumprir. A festa continuava, mas a consumação é cara. Se perder a cartela, o custo será alto não só para mim como para outros envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabeça de adolescente pode ainda persistir porem os traços dos anos se passando vão, sendo marcados pelo corpo como uma lembrança de tempos doces que passaram com períodos salgados que qualquer vida atravessa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114322256009256572?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114322256009256572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114322256009256572&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114322256009256572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114322256009256572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/03/situao.html' title='Situação'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114238727011069651</id><published>2006-03-14T22:47:00.000-03:00</published><updated>2006-03-14T22:47:50.120-03:00</updated><title type='text'>Discernimento</title><content type='html'>Já de perto não pôde discernir o certo do errado. A cabeça dava voltas e mais voltas. Atordoado com a cena retirou-se. Bateu a porta com força e procurou a escada. Vomitou. Não tinha nada em seu estomago. Puro estresse. Pura descoberta. Não soube como reagir ao vê-la com outro. Não se perguntou porque. Perguntou-se quando. Não podia crer na cena. Seu amor com outro. Eu a amo! Gritou ele. Nada adiantou os ecos. Ninguém o acudiu. Descendo cada vez mais rápido procurava ar puro. Ar que pudesse respirar, não esse petrificado, que pesava toda a vez que inalava. Adentrou o pátio com os olhos vermelhos, esbugalhados, rosnando algo incompreensível. Não cruzou com ninguém. Aqui fora o ar estava frio, denso e a nevoa encobria a paisagem.&lt;br /&gt;Cinco semanas. Nada mais que cinco semanas foram capazes para se enamorar, gostar, amar e desiludir. Caíra de cabeça na relação. Sem princípios definidos não soube como agir. Ficou desiludido com tudo. Sua voz embargada procurava estruturar as idéias. Sentou-se no meio fio. Uma leve chuva começou a cair. Não se importava com nada. O que o incomodava era o fato de vê-la com outro. Não importava se o outro era seu namorado e ele, o mero coadjuvante. Não sua historia, ele era o principal. Tudo o rondava. Sabia desse perigo, mas ocultou. Tinha complicações em se declarar, porem recitava as coisas mais lindas. Conhecia a família, mas ao mesmo tempo não existia. Como uma sombra real, vivia pelos cantos esperando horas contadas para realização e prazer. Quem queria isso? Ele.&lt;br /&gt;Desiludido pela terceira vez, tirou os sapatos, colocou debaixo do braço e desceu a grande avenida andando pela calçada, jurando que aprenderia a não mais fazer isso até o momento que se apaixonasse novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114238727011069651?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114238727011069651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114238727011069651&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114238727011069651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114238727011069651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/03/discernimento.html' title='Discernimento'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114202842257767002</id><published>2006-03-10T19:06:00.000-03:00</published><updated>2006-03-10T19:07:02.590-03:00</updated><title type='text'>Mangue</title><content type='html'>Todo dia ao amanhecer, Joaquim pegava seu puçá, colocava sua bermuda cortada de uma antiga calça jeans, botava o chapéu de palha e aquela camisa branca com estampa de político e seguia em silencio para a beira do rio, margeando sempre a ribeirinha que naquela hora estava bem baixa devido à maré. Ele caminhava em direção ao mangue. Seu trabalho, siris, caranguejos e pequenos peixes que se alimentavam na beirada.&lt;br /&gt;Desde moleque, Joaquim acompanhava seu pai nesse trabalho ate um dia que seu pai não agüentou o sol forte de um dia insuportável e caiu fulminado de um ataque cardíaco no mangue que sempre prezavam tanto. Foi um baque e tanto. Se manas e semanas passará sem ir ao mangue, mas precisava trabalhar, se alimentar, em poucas palavras, ele deveria seguir em frente e não deixar o abatimento tomar conta disso, que um dia algo de muito bom iria acontecer com ele. Levava fé. E em fé devemos respeita-la se não acreditarmos. Princípios de vida e educação.&lt;br /&gt;O barulho de seus pés na lama anunciava a chegada ao seu local de trabalho. Silencioso, deserto, com sombras que se formavam com o nascer do sol e cada dia tinham uma forma e tonalidade diferentes, graças ao efeito do vento e de suas nuvens trazidas.  Benzia-se todo momento antes de aprofundar-se ate o joelho catando esses animais. Sentia medo da traição. Da traição desses siris e caranguejos que se escondiam nas profundezas escuras do lamaçal. A qualquer momento algo poderia dar-lhe o bote. Diversas vezes sangrava por toda a perna pelas picadas certeiras com suas patas de alicate. Tentara de tudo, bota emborrachada, calça comprida, luvas. Mas quanto mais a tecnologia ele utilizava mais escasso ficava a pesca. Tinha certeza que todos sentiam a presença de algo diferente naquelas manhas e nem apareciam.&lt;br /&gt;Porém nessa manhã algo diferente mudou. Já estava pescando há meia hora e percebeu que seu balde estava abarrotado de caranguejos. Achou o máximo, foi enchendo e enchendo até esgotar-se. Sabia que iria realizar inúmeras viagens para levar ate a revenda. Não se fez de rogado, com força e determinação vendeu tudo. Um dia, dois, três.... uma semana. O mangue estava rendendo frutos, se pudesse comparar diria que parecia uma grande mangueira na primavera. O dinheiro entrava e ele se animava. Começou a comprar coisas novas para casa. Inclusive para a cidadezinha mais próxima ele foi. Joaquim ficou abastado com a vida, mas não largou seu mangue. &lt;br /&gt;Após esse período inicial, deixou de ir num domingo para descansar. Afinal estava exausto. Foi quando segunda feira, algo mudou seu rumo. Naquela manhã, após benzer-se antes de fincar seus pés na lama, a viu. Do outro lado do rio, acompanhou seu surgimento de dentro do lamaçal. Era linda, morena de pele clara. Não trajava nada por cima, porem suas curvas lameadas anunciavam um belíssimo corpo. Ficou a admirá-la por longos minutos. Ela emanava um som calmo, lírico que fazia o tilintar das folhas parecer um belo acompanhamento musical.&lt;br /&gt;Estava enfeitiçado! Apaixonara-se. Não tinha duvida. Largou seu balde e luvas e saiu com dificuldade ao seu encontro. Cada vez que ia dando passos, a musica se tornava mais nítida e alta. Seu corpo já não respondia a seus comandos. O mangue, que achara por anos que tinha uma profundidade pequena, abriu-se. Cada passo que dava, afundava cada vez mais. Ficou surpreso com essa descoberta, mas não parou um minuto para olhar para trás. Casa, família, amigos, nunca tivera tão forte sentimento que o fizesse voltar. Ouviu o nome de Lara repetidas vezes. Chamou por ela, e ela o fitou e respondeu com afeto. Sua voz transmitia clareza, como um trago que purificasse sua garganta. Seus olhos brilhavam refletidos nas águas do rio. Quando estava com o corpo quase todo coberto, parou. &lt;br /&gt;Joaquim teve um lapso de consciência, ficou estático e como num flash, refletiu sobre tudo que passara em sua vida comum. Desde as brincadeiras perdidas na infância, passando pelas dificuldades na alimentação e na educação até a bonança dos últimos dias. Seus pais nunca acreditariam no que ocorria com ele. Riqueza, amor, paz. Isso era muito bom para ser verdade, pensou ele, apesar do pouco tempo na escola e muito menos nos livros da vida. Algo está errado. Lembrou-se das historia do boto que seu pai contava quando criança. &lt;br /&gt;- Será? – pensou ele. Essa historia era para eu me precaver e não ir nadando ate o outro lado da margem. Devido a correnteza, meu pai sentia um pouco de medo. No instante que fui ganhando idade, essa questão se dissipou. Agora fico confuso.&lt;br /&gt;Resolveu interpelara para saber de suas intenções. Gritou: &lt;br /&gt;-Lara, Sua voz me encanta, mas venha até aqui! &lt;br /&gt;Ela aumentou seu canto e desnorteou-o mais uma vez. Quando não dava mais pé, recuou. &lt;br /&gt;-Lara, Lara, não consigo ir até você. Vou me afogar! Quero saber um pouco de ti. Sua voz me lava a alma. Da onde és?&lt;br /&gt;-Sou daqui, nunca me viu? Perguntou. Todo dia de manhã estou aqui a te observar. Somente hoje tive coragem de falar com você – continuou ela&lt;br /&gt;-Mas como? Eu nunca a vi? Moro neste mesmo lugar há vinte anos, conheço cada espaço de terra dessa região, inclusive esse mangue que é minha segunda casa.&lt;br /&gt;-Taí o que você falou Joaquim. Conheces somente a terra, os mares ainda tem que desbravar. E ninguém melhor do que eu para te mostrar. Venha comigo, iremos a lugares que você jamais pode imaginar....&lt;br /&gt;-Como assim, você quer me levar? Com que propriedade? Acabamos de nos conhecer e apesar de ser humilde tenho plena consciência das coisas que acontecem hoje em dia na sociedade e não seria homem suficiente para me apaixonar de primeira. Hoje em dia temos que conhecer a pessoa antes. O simples fato de você estar no mangue não te  reserva o direito de me ter...&lt;br /&gt;Lara arregalou os olhos, não entendendo o discurso moralista vindo de Joaquim , um jovem catador de siri e caranguejos do mangue. O mesmo mangue que há pouco forneceu tudo de bom para ele, fartura, felicidade e prosperidade. Era tudo obra de Lara para conquistá-lo. Que poder ela tinha, e que Joaquim nem desconfiava? Alguma força sobre as águas, sobre os peixes e seres vivos daquele ecossistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A continuar....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114202842257767002?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114202842257767002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114202842257767002&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114202842257767002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114202842257767002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/03/mangue.html' title='Mangue'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114159135152261006</id><published>2006-03-05T17:40:00.000-03:00</published><updated>2006-04-27T14:24:41.363-03:00</updated><title type='text'>Tudo certo</title><content type='html'>Bam....a porta bateu. Maliciosamente sai da sala depois de ter deixado-a desnorteada. Afinal de contas, terça-feira de Julho, frio até não poder mais. Eu vestido da cabeça aos pés, ainda mais usando aquele gorrinho de tricô, que encontrei lá em casa. A nova faxineira ainda não acertou os lugares certos das coisas. Então eu, uma pessoa descolada, querendo usar o novo gorro para sair por aí, acabei utilizando aquele dos meus bons dez anos de idade, que tem um pompom felpudo preso bem no meio. Ridículo para minha idade porém nesse frio fora minha salvação.&lt;br /&gt;O frio representava bem o estado de espírito que estava. Sem muita conversa, pretensão individualista, doido por chamego quente numa noite clareada pela lareira alheia.Caminhei rápido pelas largas ruas arborizadas do meu bairro. Sem muitos subidas, algo raro na cidade, fui me protegendo do vento gelado que tomara conta da região naqueles últimos dias. Será que não vai cessar? Ou é muito quente ou muito frio. Nunca fui em cima do muro, mas agora gostaria que estivesse meio a meio, nem frio nem calor. Quem sabe no máximo um casaquinho.&lt;br /&gt;Dobrei a ultima esquina, com o nariz vermelho e escorrendo, tentando aquecê-lo com as luvas de esqui. Apesar de serem raras as vezes que os singelos flocos brancos caiem, sempre quis ter um de boa qualidade para o dia de isso acontecer. Continuo a esperar. Falta pouco para chegar ao prédio da universidade onde estudo. Suntuoso, branco, erguido na década de 40 no desenvolvimento da cidade. Era para ser o centro cultural da região, aonde a intelectualidade freqüentasse quase que diariamente, ora nas aulas, ora em cursos, ora nos tempos livres. Segundo a historia, isso costuma acontecer em breve períodos de cada geração. Como conto que cada geração tem no mínimo uns cincos anos de diferença, presumo que não verei a minha pulsando por aqui. Já estou terminando o curso e ate agora nada de muito empolgante acontecera, então é torcer para algo de novo quando isso tudo acabar, que ligue minhas turbinas para o viver.&lt;br /&gt;Adentrei o prédio, já retirando o cachecol que envolvia meu pescoço. Difícil, pois enroscou na minha barba serrada que gostava de cultivar pelo simples fato de não machucar a pele e sofrer com o frio desgraçado da água da torneira. Deveria ter algum dispositivo fantástico no meu prédio de encanamentos antigos que fazia essa mágica.&lt;br /&gt;Desabotoando o enorme casaco esbarrei nela. Primeiro pensamento: xingar o sujeito. No momento que saia “seu merda” pelas minhas cordas vocais, engoli a seco o palavrão. Seus olhos castanhos claros foram o primeiro sinal de calor que tive. Seu casaco vermelho contrastou com a claridade que vinha da enorme clarabóia central do prédio. Como um prisma que deforma o feixe de luz, engasguei. Pedi desculpas, ela riu e continuou seu caminho. Num raro momento de pretensão, achei me bonito. Sorri sozinho e me sentido atraente fui ajeitar o cabelo. Inconscientemente todos fazem isso. Nesse momento agarrei o pompom que ainda estava sobre minha cabeça. Minha auto estima bateu no alto e caiu numa velocidade extrema. O “seu merda” finalmente saiu.&lt;br /&gt;Sabe aquela sensação de insegurança, que te deixa sem graça, meio que fora de órbita, pensando forte num só assunto? Sou eu, naquela aula de estrutura metálica. Eu, amante de literatura, grande letrista de textos sem nexos que um dia seriam estudados, estava pensando longe naquela tarde. Pensei em diversos outros jeitos de esbarrar novamente com ela. Como nunca tinha a visto, fui para fora da sala refletir na melhor maneira de encontrá-la. Foi quando me surgiu umas idéias e peguei o bloquinho de pseudo-pensamentos que andava todo dia comigo e escrevi:&lt;br /&gt;“Tarde fria, coisa nova&lt;br /&gt;Pompom, sorriso, perfeição.&lt;br /&gt;Ingênuo, engasgo e suor.&lt;br /&gt;Coisa nova para aquecer a situação”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca achava que ficava bom, mas guardava para um dia alguém doido o bastante lesse e publicasse. Como sabia que não viveria disso, fui estudar engenharia. Poderia servir para diversas coisas. Empresas, administrar algo ou simplesmente cumprir ordens. Nesse momento a crise existencial tomava conta de mim, então relaxei e deixei curtir essa fase melancólica, regada a Radiohead e Coldplay. Reclamava bastante da namorada que nunca tive, era um sofredor nato. Afinal eu era o ator principal da minha própria historia.&lt;br /&gt;Depois de trinta minutos lá fora a pensar, resolvi caminhar para biblioteca a fim de pegar emprestado o décimo livro diferente que estava comigo. Como conhecia bastante o pessoal de lá e sempre fui um cara correto nas entregas, eles abriam uma exceção. Deveria ter uma lábia incrível, pois nem sequer tinha começado a folhear o terceiro e já levava para casa outro. Eu, em plena juventude, aos 23 anos de idade, completamente confuso, tendo crise, lendo demais, fantasiando algo que desconhecia...que sensacional. Só faltava o que? Conversar comigo mesmo. Um certo altismo narcisista, que cultivava desde a infância, nos parquinhos do bairro.&lt;br /&gt;Entrei na biblioteca sorrindo para o pessoal que lá trabalhava. Essa era o primeiro ponto da cordialidade que liberava, dentro do meu projeto de ter tantos livros ao mesmo tempo. Não vou entrar no quesito das outras táticas. Continuei naquela situação falsa ate chegar às mesas de estudo. Silencio total. Sempre imaginava como seria o dia naquele enorme salão lotado de gente, no maior silêncio, os inspetores de olho no primeiro suspiro alto para repreender, quando alguém como eu soltasse o grito mais alto do mundo quebrando de vez, o moral daquele recinto aonde as regras são as mesmas há séculos, só alterando, é claro a tecnologia. “No que sentei, olhei para a mesa a frente e lá estava ela”. Toda historinha de amor começaria um parágrafo com essa frase, mas o certo foi que lá estava ela do outro lado do salão, compenetradíssima num enorme livro de biologia nem sequer prestando atenção no ambiente. Não consigo processar na minha cabeça, como tem gente que não desvia o olho do livro quando entra alguém na biblioteca. Pode ser alguém novo, seu amigo, aquela menina linda e famosa, seu professor de calculo, o reitor, etc. Sou curioso, igual a todos, nem fanático nem blasé.&lt;br /&gt;Logo me imaginei andando em sua direção, com no fundo aquela musica de Alceu, la belle d’jou, tocando com seus acordes angelicais. Mais que nada, sentei na cadeira dura e abri o livro no meio. Um ancião que vivia na minha rua, tipo Yoda, vivia a observar tudo e todos, desde que ficara viúvo há muito tempo. Veja só nem era nascido! Um dia quando passava por seu jardim, ele me chamou para conversar. A partir de então sempre que tinha vontade ia lá ouvir historias, lia alguns versos meus sem sentido e absorvia uma certa sabedoria. Numa vez ano passado ele me disse:&lt;br /&gt;- Nunca demonstre insegurança para alguém que tenha despertado você. Isso não é corriqueiro. Então esteja sempre preparado. Fixe seus olhos nela. Isso a deixará curiosa ao mesmo tempo que agredida. Inverta o jogo! – e acendia seu cachimbo dando grandes baforadas.&lt;br /&gt;Por isso levantei a cabeça e fixei meu olhar. Normal que ficasse cansado de ficar olhando para o mesmo ponto. Quase desisti por duas vezes. Na terceira, já devia estar com o olho lacrimejando quando ela levantou a cabeça, como querendo respirar e olhou para frente. E lá estava eu querendo chamar sua atenção. De que maneira? Com o olhar! Não tava dando certo. Ela abaixou a cabeça, mas logo levantou. Foi então que ela acenou. Abri um sorriso enorme e apontei para mim.&lt;br /&gt;-Grande ancião, mestre da sabedoria – pensei. Logo imaginei ele há 50 anos atrás de gomalina no cabelo, piscando para as doces virgens da região.&lt;br /&gt;Foi então como que um furacão, me passa o bibliotecário com outro livro de biologia debaixo do braço, indo em direção a sua mesa. É normal que ficasse arrasado com essa cena. Foi então que tive uma bela idéia. Puxei da mochila o velho gorro com pompom e coloquei na cabeça. Voltei a fixar meu olhar na direção dela. Quando já estava quase desistindo, com meia biblioteca rindo (por dentro) da cena, ela olhou. Arregalou os olhos, apontou para cabeça e sorriu. Sorri também, fiz cara de dor aonde tinha esbarrado nela (foi no peito), mexi no pompom e tirei o gorro. Ela riu alto e tapou a boca. Disse algo lá do outro lado. Como não se pode conversar aqui dentro, não entendi nada. Só fiz com mímica que ia lá para ouvir. Ela consentiu. Levantei em câmera lenta, fechei os livros com força, comecei a me aproximar. Na hora, escutei a musica de Alceu que tinha pensado antes. Agora era minha cabeça fantasiando. Fui passando pelas mesas, pensando no que ia dizer, sentindo minhas mãos ficarem suadas e frias. Achei que ia dar meia volta e seguir meu caminho de fracasso. Pensei no velho ancião. Pensei em seus olhos. Vi seu sorriso. Faltava uma mesa somente. Sentar ou não sentar? Não errar, não estragar, não se lamentar!!! Fiz que ia sentar-me, tirei a cadeira do lugar, me aproximei , me agachei, olhei para ela e disse:&lt;br /&gt;-Olá!&lt;br /&gt;Foi então que algo de ímpeto ocorreu comigo. Tasquei lhe um beijo na boca. Tudo bem que não foi um longo beijo apaixonado, mas sim um selinho. A deixei sem reação. Olhou-me com os olhos arregalados, surpresa pelo fato ocorrido e não acreditando. Complementei:&lt;br /&gt;-Espero esbarrar contigo amanha de novo! Levantei, dei um tchau e uma piscadela tosca (que podia ter guardado para mim), comecei a andar em direção da porta. Não pude deixar de triunfar naquele momento e bati a porta com força.&lt;br /&gt;Sai do prédio ao anoitecer, sem nenhum sinal de neve no horizonte. Coloquei as luvas e o gorro, atravessei a rua e comecei a correr. Algo em mim tinha mudado e precisava contar para alguém. Pensei em relatar esse momento único, mas resolvi ir correndo contar para o ancião. No caminho pensei:&lt;br /&gt;-Deveria ter anotado todas as dicas. Se continuar assim, estou satisfeito. Não preciso de muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114159135152261006?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114159135152261006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114159135152261006&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114159135152261006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114159135152261006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/03/tudo-certo.html' title='Tudo certo'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114062941784296073</id><published>2006-02-22T14:26:00.000-03:00</published><updated>2006-02-22T14:30:17.853-03:00</updated><title type='text'>Pensativo numa reunião.....</title><content type='html'>"Sobre as ondas , segue em curvas as pedras&lt;br /&gt;portuguesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vai e vem dos corpos, as silhuetas das sombras&lt;br /&gt;encobrem meus temores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto da montanha reflito o que fazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do asfalto, penso no amanhã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mergulho no mar, esqueço a tristeza."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114062941784296073?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114062941784296073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114062941784296073&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114062941784296073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114062941784296073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/02/pensativo-numa-reunio.html' title='Pensativo numa reunião.....'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-114045135930463988</id><published>2006-02-20T12:57:00.000-03:00</published><updated>2006-02-20T13:02:39.320-03:00</updated><title type='text'>Maças</title><content type='html'>Caindo, a maçã foi ganhando velocidade até se espatifar no chão. A árvore sorriu. Mais uma que cai de meus galhos, falou ela.  Que peso que estava sobre seu tronco. Todo ano era mesma coisa, chegava essa época, e a macieira ficava entupida de frutos. Imagina um adolescente em ebulição com a cara cheio de espinhas. Era a arvore com maças. &lt;br /&gt;As chuvas tinham sido abundantes naqueles meses, molhando sempre que possível suas raízes centenárias. Era uma curtição só naquele descampado. Uma arvore dentre milhares de flores daquele jardim. Sozinha não se sentia, pois os pássaros eram seus companheiros, as abelhas suas confidentes e as formigas seus xodós. Todos freqüentavam a macieira regularmente, quiçá diariamente e o final de estação era comemorado como ano novo, mais uma etapa se cumprindo.&lt;br /&gt;Ao longo do ano, a árvore adotava 4 identidades diferentes, quatro estados de vida heterogêneos. Se no verão a afobação era total, no inverno só faltava o prozac. Careca, sem folhas, troncos ressecados e gosto ruim do solo. Esses eram os aspectos da macieira no inverno. Tudo muito frio, escuro, sem vida. Medo sempre tinha de ser esquentada numa lareira porem confiava em seu taco. Faz dois anos que tinha se recuperado de uma ventania seguida de granizo que devastou a região. Plantações, florestas, pomares e hortas receberam a extrema-unção da natureza. Menos a macieira.  Após esse episódio, todo começo de primavera ela depositava suas esperanças em seus filhotes (maças) com o propósito de que no começo do verão sua cor rubra destoasse no horizonte, sendo vista por tudo e todos. Concordava que era uma macieira narcisista. Afinal não tinha competição. &lt;br /&gt;Sem nenhum transtorno começava a perder suas lindas madeixas tres meses depois, se fazendo do ciclo de vida de suas folhas. Era triste ver uma a uma sendo levada pelo vento frio do outono. Sempre a noite, o que a agradava mais pelo simples fato de não ser visto por quase ninguém, tirando uma coruja que ficava discretamente olhando o desfazer gritando bem me quer/mal me quer. Era sacana e só ficava na região por um simples período de tempo migrando para outras regiões.&lt;br /&gt;A macieira nunca tinha perguntado nada a coruja, mas sua vontade de conhecer outros lugares deixavam-na extremamente curiosa. Tinha ouvido historias incríveis e historias era o que mais tinham para lhe falar. Era um baú de historias. De todos os tipos. Era como já conhecesse diversos climas, regiões e vales por aí.  As vezes conversava com as margaridas e lírios que habitavam seu redor sobre a vida após a morte delas. Afinal quando eram levadas dali para enfeitar outros lugares, eram como se transcendessem a um outro espaço. Tudo bem que muitas vezes o resultado não era o mais digno, porem ficar repousando ao lado da mulher amada de um certo alguém valia a pena o risco e tudo de que ruim existisse. Só o sorriso, a respiração, um suspiro acabava com o que havia de pior.&lt;br /&gt;Como no caso das maças, somente uma parte iria para os outros, no próprio fruto aonde guardava toda a essência que tinha sucumbido adão e que destoa muita coisa ainda hoje. Conhecido como fruto proibido no passado, mas visto com o poder do amor hoje em dia, me gabo de ter o poder para gerar o amor dentro de cada pessoa. Afinal de contas, sou um cupido em forma vegetal, aquele que trará paixão para todos. Enquanto meus frutos saírem de mim, posso garantir que a felicidade de ser amado por alguém reinará. &lt;br /&gt;Mais uma maçã cai rolando pelo chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-114045135930463988?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/114045135930463988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=114045135930463988&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114045135930463988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/114045135930463988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/02/maas.html' title='Maças'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-113994828538380904</id><published>2006-02-14T17:16:00.000-03:00</published><updated>2006-02-14T17:18:05.393-03:00</updated><title type='text'>Transito caótico num setembro perdido</title><content type='html'>Pelo final do tunel sinto que algo está diferente no elevado. Sol a pino e carros freiando. O que deveria ser uma simples batida entre dois carros e um poste, acabou se tornando uma tortura. Sem saída? Nem tanto. De um lado vejo o oceano azul com sol batendo em suas ilhas e asa deltas e parapentes cruzando a pedra da gávea, e do outro lado, mato como qualquer outro. Resolvi prestar atenção ao mato. Apesar de ter arvores, chão úmido típico da região e lotado de bichos, encarei-o de uma forma que nunca tinha visto. Afinal de contas quando parei no Elevado ? Nunca!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meia hora para andar poucos metros!!! Realmente algo aconteceu! Bom momento para pensar em algo corriqueiro e que aporrinha sua cabeça, mas não, vc só pensa no mato. O que poderá sair daquelas arvores, bichos e chão úmido?  Olho para os lados e todos com a mesma cara de desespero. Será que virá arrastão? O velho no Golf traga seu cigarro apreensivo pela fresta de sua janela blindada. O parafinado vascaíno da Kombi sai repetidas vezes de seu posto de motorista para admirar o cenário em volta, não acreditando que naquela tarde algo iria entretê-lo. A senhora ruiva da picape, nervosa indagava a sua mãe o que seria de tão ruim para o transito estar daquela maneira. E eu pensando no que moraria naquele espaço de mato. Pensei na tranqüilidade da bicharada invertebrada que assistia aquilo atônita, preocupada somente em seguir seu caminho e se proteger contra o predador do espaço. Levando para meu caso, estávamos todos a procura de um predador para aquela situação. Algo que pudesse suprir nossa falta de expectativa pelo momento que estávamos passando de pura falta de defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alivio, pensei depois. Era simplesmente fogo numa casa que atrapalhou meus planos para o final da tarde. Ficar sentado dentro de um carro tantas horas vendo a mesma paisagem e inalando fumaça é ruim, porem ajudou a passar o tempo que estaria de cara amarrada procurando algo para fazer, não pensando no tino comercial que deveria ter ou pelo fato de mostrar aos outros quão competente eu sou para receber meu ganha-pão. A minha válvula de escape foi o mato que me ajudou a esquecer o que deveria estar fazendo com minha roupa social amarrotada e pelo calor que fazia minha meia grudar cada vez mais em meus pés. O mato pode trazer a tranqüilidade no pequeno espaço de tempo que tive. Depois tudo voltou ao normal. Buzinas, fechadas, ônibus lotados, vans trapaceiras cortando pelo acostamento com pessoas desrespeitosas que tornam o dia dia mais complicado. Cada um querendo tirar proveito do tempo perdido como se fosse crucial recuperar o que simplesmente ocorreu.&lt;br /&gt;Enquanto isso, olho pelo retrovisor e vejo o velho no seu Golf blindado tragar forte seu terceiro cigarro.O que o aflige?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-113994828538380904?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/113994828538380904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=113994828538380904&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/113994828538380904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/113994828538380904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/02/transito-catico-num-setembro-perdido.html' title='Transito caótico num setembro perdido'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-113978067229299958</id><published>2006-02-12T18:41:00.000-03:00</published><updated>2006-02-12T18:46:13.593-03:00</updated><title type='text'>Historinhas de um dia chuvoso</title><content type='html'>Querido diário,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ser direta ao assunto. Nunca beijei. Muito menos fui beijada.  Estou com esse pensamento na cabeça, desde que meus 15 anos passaram semana passada. A festa que eu sempre sonhei e que todos me ajudaram. Não me considero feia nem bonita ao extremo para me fechar e não conseguir aquilo que sempre planejei desde que me mudei para cidade grande. No interior sabia que poderia ser mais difícil pela comunidade fechada. Vislumbrava sempre que na cidade grande alguém que nunca tinha visto iria olhar fundo nos meus olhos, profundo mesmo, para me deixar desnorteada. Com as pernas bambas, só de pensar da maneira que chegaria em mim, se ele seria ou não minha paixão verdadeira. Sei que desde de menininha, de tanto ler historias românticas, meu mundo ficou circundado por essas fantasias que não deixavam minha cabeça assumir o que de fato seria um beijo como qualquer outro, conforme minhas melhores amigas me falam. “Beta, é só um beijo. Você acorda do mesmo jeito no dia seguinte!”. Brigava com elas porque o meu seria diferente. Não deixaria ser um ato impulsivo e somente carnal. Gostaria de saber com quem estou entregando meus lábios. Afinal de contas, é dele que expresso os poeminhas que recito. Desse jeito só vou me confundir.&lt;br /&gt;O que eu quero te contar é que no dia da minha festa, o Guto da minha aula de musica, aquele que toca saxofone, e que chamei em consideração ao pessoal de classe, me deu um presente que realmente mudou meu olhar sobre ele. Acho engraçado como simples fatos podem mudar sua opinião. Coincidências? Nem tanto. Não acredito! Começava a perceber isso em meus pais e no meu irmão mais velho. Mas peraí, ele já passava dos vinte. Me imagino com vinte anos mas não quero te falar agora disso. Quero falar do Guto. Todos meus amigos trouxeram roupas de grife. Vovô me deu aquela bicicleta que tanto queria e meus pais me pagaram a festa. Mas o que me chamou a atenção foi o presente do Guto. Dentro de um envelope azul escrito a mão estava um cartão. Ao abrir o cartão, estava uma foto minha tocando violino. Tenho mil fotos minhas tocando violino, mas essa foi diferente. Em todas sei que estão me fotografando, mas aquela? Ele pegou de um ângulo sem eu perceber. O mais interessante e bonito foi que o sol estava se pondo naquela tarde de inverno. Então a claridade avermelhada que adentrava a sala refletiu no violino e iluminou minha cara de um modo angelical. Tive uma sensação de extrema felicidade quando vi aquilo. Aquela foto já fora tirada há pelo menos três meses. Estamos quase chegando ao verão. Ele guardou pra si um tempão!!!! Agradeci sem graça e fui guardar especialmente com meu avô que cuidava desde sempre de mim. Falei: “Vô, guarda no coração que depois eu busco contigo”.&lt;br /&gt;Fui curtir a festa onde dancei horrores. Pedi para gravarem tudo. È claro que chamaria todas para verem e comentaram as roupas, danças, peguetes (foi mal, adoro essa palavra) e fofocas. Mas uma coisa não consegui parar de reparar, o Guto. Sem menos trocar meia dúzia de palavras, só de pensar no presente me deixava nervosa. Vi no dvd da festa que me pegava diversas horas olhando a ermo ou olhando para ele. Não era totalmente deslocado, só que como um passo de mágica podia pressentir suas ações e via nos seus olhos à vontade de me olhar. Sua timidez escancarava demais. Quase na hora do bolo, fui ate ele. Tinha acabado de pegar uma soda no bar e tasquei um beijo em sua bochecha. Céus!! Como eram tenras e macias. Uma espinha na cara marcava seu inicio de puberdade. Inicio? Tava na cara que ele cresceu antes. Ninguém me daria uma foto dessas, ainda que nessa época da vida tinha sempre a vergonha de ser um presente barato. Mas também não sou ligada nessas futilidades.&lt;br /&gt;Já faz três dias que isso aconteceu e não paro de pensar no perfume que ele estava usando. Na segunda feira, fui agradecer mais uma vez pelo presente que me dera. È claro que ele ficou super sem graça e pude então perceber a timidez e a semi-covinha que surgia no canto direito da bochecha. Então, me chamou para ir caminhando com ele pra casa. Descobri que ele morava a poucos quarteirões de meu apartamento. Quando saímos o céu preto e estrelado estava lindo. Chegamos a caminhar pelo calçadão. Pude sentir uma leve brisa vinda do mar que abriu meu coração e comecei a lhe contar coisas que só pra você que conto. Não fique enciumado. Estou em êxtase.&lt;br /&gt;Nosso papo fluía tão bem que só acabou quando mamãe me ligou no celular preocupada. Sabe como é cidade grande. Só o verei amanhã, mas noite passado sonhei com ele. Pois é, fazia tempo que não me lembrava de sonhos. Sonhei que tocava seus lábios com as pontas dos meu dedos. Mas não com todos os dedos de maneira atrapalhada e vulgar. Tocava com os dedos que levam o som ao meu violino. Com os dois dedos mais importantes de minha musica. Lembro-me nitidamente.  Pude sentir o contorno de sua boca e a respiração ofegante e nervosa por aquela situação. Achei que era verdadeiro o que acontecia. Não quis mais dormir. Me sinto extremamente lúcida e decidida. Um turbilhão de emoções tomou conta de mim. Sorrio para tudo a partir de agora. Desde então estou na janela a esperar. Tomei uma decisão. Vou beija-lo. Beta e Guto, cem vezes eu escreverei. Até o beijo alterar definitivamente o rumo da minha historia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-113978067229299958?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/113978067229299958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=113978067229299958&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/113978067229299958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/113978067229299958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/02/historinhas-de-um-dia-chuvoso.html' title='Historinhas de um dia chuvoso'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22356913.post-113978009805452237</id><published>2006-02-12T18:33:00.000-03:00</published><updated>2006-02-12T18:47:47.766-03:00</updated><title type='text'>Primeira escrita</title><content type='html'>Hoje começo minha fase de blog. Há seculos pensava em postar um. Nele vou escrever meus textos pra quem quiser ler. Agora vai! Divirtam-se!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22356913-113978009805452237?l=naexpectativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naexpectativa.blogspot.com/feeds/113978009805452237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22356913&amp;postID=113978009805452237&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/113978009805452237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22356913/posts/default/113978009805452237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naexpectativa.blogspot.com/2006/02/primeira-escrita.html' title='Primeira escrita'/><author><name>Bruno Vaks</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16474994982686437563</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
